COMA OVO!

O ovo é um alimento completo e funcional! Fornece inúmeros nutrientes como folato, riboflavina, selênio, colina e vitaminas A, D, E, K e B12, além de vários sais minerais e lipídeos. Tornam biodisponíveis nutrientes importantes como luteína e zeaxantina, além de fonte de gorduras saturadas e colesterol.

👉Vale lembrar que os lípideos, minerais e vitaminas estão presentes quase que TOTALMENTE NA GEMA , sendo a clara constituída especialmente pelas proteínas.
👉Apesar dessa rica variedade de nutrientes, rico em proteínas de ALTO VALOR BIOLÓGICO, INFERIOR APENAS AO LEITE MATERNO, existe sua “demonização” por algumas pessoas, relacionando-o como causa de complicações cardiovasculares, devido a quantidade de colesterol presente em sua gema, por isso seu consumo ainda é cercado de dúvidas.
👉Segundo estudos, A GEMA DO OVO NÃO É RESPONSÁVEL PELO AUMENTO DO COLESTEROL NO SANGUE, pois o colesterol do ovo pode ser metabolizado de FORMA BENIGNA pelo nosso corpo.
👉O colesterol é um componente dos produtos de origem animal de GRANDE IMPORTÂNCIA para o organismo, pois faz parte da estrutura das membranas celulares e participa da síntese de hormônios esteróides, do ácido biliar e vitamina D. A maior parte do colesterol é produzida pelo fígado.
👉As doenças isquêmicas cardíacas não estão ligadas apenas aos hábitos alimentares, mas também a uma série de fatores, como o desgaste físico-psicológico, tabagismo, diabetes, obesidade, sedentarismo, história familiar e hipertensão arterial.
👉A importância dos CARBOIDRATOS na gênese da doença cardiovascular também deve ser considerada. O excesso de carboidratos , especialmente os de ALTO ÍNDICE GLICÊMICO, favorece um desequilíbrio entre a oferta de lipídeos e os demais nutrientes, possibilitando o estabelecimento de HIPERCOLESTEROLEMIA. Alterações pós-prandiais, como hiperglicemia, hiperinsulinemia e hipertrigliceridemia, tem sido relacionados a um aumentado risco cardiovascular.

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Um tempero com uma das maiores variedades nutricionais – O Alecrim.

Nativo do Mediterrâneo, ele cresce agora em grande parte das regiões temperadas da Europa e America. Ele já fora premiado na medicina natural há milênios. Na Grécia antiga, os alunos colocavam seus ramos em seus cabelos quando estudavam para exames, outros ainda o jogavam no túmulo de seus falecidos um pequeno ramo deste perfumado tempero.

Estamos falando do Alecrim. Com seu sabor e aroma marcantes, o alecrim tornou-se um dos temperos naturais com maior uso na culinária, sendo utilizado como tempero no preparo de aves, cordeiro, carnes suínas, peixes, bem como muitas sopas e molhos. Com todas estas qualidades, vale dizer ainda que ele está disponível durante todo o ano.

O alecrim contem substâncias que são úteis para se estimular o sistema imunológico, aumentando a circulação e a melhora da digestão. Com compostos anti-inflamatórios, é muito útil para reduzir a gravidade dos ataques de asma. Recentes pesquisas demonstraram ainda que o alecrim tem sido associado com o aumento do fluxo sanguíneo para a cabeça e cérebro, melhorando desta forma a concentração.

Nutricionalmente falando, o alecrim é um dos temperos naturais com as maiores variedades de nutrientes. Rico em cálcio, magnésio e potássio, o alecrim tem também boa quantidade de fósforo e ferro, e uma pequena quantidade de zinco, cobre, manganês e selênio. Nas vitaminas, é ainda rica em vitamina A e C, tendo uma pequena quantidade de tiamina, riboflavina, niacina, vitamina B6 e folato.

Sempre que possível, busque pelo alecrim fresco sobre a forma seca, uma vez que é desta forma com que o mesmo se apresenta com seu sabor a aroma mais acentuados. É importante que guardemos o alecrim fresco na geladeira ou na sua embalagem original. Outra ótima opção é colocar o alecrim nas bandejas de cubo de gelo, cobri-las com água e congelar, para que mais tarde utilize-as no preparo de sopas ou ensopados. Mantenha sempre o alecrim em um recipiente hermeticamente fechado, seco e escuro, desta forma ele se manterá fresco durante no máximo cerca de cinco meses.

Texto: Dr. Vinícius Graton 
Agende sua consulta e tenha seu plano alimentar elaborado individualmente com alimentos funcionais e nutrientes específicos para promoção de sua saúde.

Uma alga capaz de auxiliar na obesidade agindo como supressora de apetite: Spirulina


Texto: Vinícius Graton Costa – Nutricionista.

Pense em uma alga capaz de auxiliar no combate à obesidade, no controle da saciedade como supressora de apetite, tendo ainda um alto nível de digestibilidade com uma absorção de 85%.

Estamos falando da Spirulina, uma alga de água doce, tendo uma estrutura primitiva de armazenamento de amido com poucas células e proliferação de membrana celular. Esta alga possui aproximadamente 65 a 71 por cento de proteína, dependendo das condições de seu plantio. Estas proteínas são biologicamente completas, o que significa que fornecem todos os oito aminoácidos essenciais nas proporções adequadas.

A maioria dos alimentos vegetais não possuem todas as proteínas, faltando um ou mais aminoácidos. A Spirulina ainda fornece dez dos doze aminoácidos não-essenciais. Lembrando que “não-essenciais” não significa necessariamente que estes aminoácidos não sejam necessários de serem consumidos, apenas nos alerta que nosso organismo é capaz de sintetizá-los por si mesmo, desde que se tenha uma alimentação equilibrada.

Rica em minerais essenciais e oligo-elementos (Potássio, cálcio, zinco, magnésio, manganês, selenium, ferro e fósforo). Rica em vitaminas (Piridoxina, biotina, cobalamina, ácido pantotênico, ácido fólico, inositol, niacina, riboflavina, tiamina e tocoferol).

Recomendo outras leituras:
The Study of spirulina – http://www.breedersblend.com/spirulina.pdf
The Nutritional Aspects of Spirulina – http://www.antenna.ch/en/documents/AspectNut_UK.pdf

Calorias: o que significam?


Os alimentos tem sido qualificados pela quantidade de calorias que possuem. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer “não como abacate porque é muito calórico”, “vou beber coca-cola zero porque não engorda” ou “troque uma banana por um brigadeiro porque a quantidade de calorias é a mesma”? Esqueça tais dizeres porque a partir de agora você terá acesso a um conhecimento que superará esse tipo de pensamento!

Primeiramente, saiba que as calorias dos alimentos provém dos macronutrientes, sendo que cada grama de carboidrato fornece 4 kcal, de proteína, 4 kcal e de gordura, 9 kcal. Na soma de tais macronutrientes em um dia, tem-se o valor energético total consumido. Assim, as calorias significam o conteúdo energético da dieta e são fundamentais para que o indivíduo desempenhe desde tarefas básicas como dormir, até as mais exigentes como um exercício aeróbio. No entanto, pessoas com sobrepeso ou obesidade devem restringi-las para que não venham a ganhar mais peso ou para emagrecer.

Para entender melhor o assunto é fundamental saber que não comemos apenas calorias e sim, alimentos que possuem nutrientes que agem conjuntamente para a melhora ou piora da saúde. O excesso de gorduras saturadas e trans, por exemplo, pode contribuir para o aumento de doenças cardíacas, do colesterol e da obesidade. Já o aumento de carboidratos provenientes de alimentos refinados como arroz branco, doces e outras guloseimas pode favorecer a diabetes tipo II, o aumento de gordura abdominal e o aumento do estresse oxidativo no corpo.

Em contrapartida, um alimento calórico como o abacate, por exemplo, contém grande quantidade de gorduras benéficas ao corpo que agem reduzindo o colesterol. Já a banana, fornece uma quantidade muito maior de vitaminas, minerais e fibras do que um brigadeiro, somando-se o fato do seu carboidrato ser de “melhor” qualidade.

E também, os alimentos mais naturais já possuem nutrientes que por si só auxiliam na sua metabolização e que cumprem funções benéficas no organismo. Veja um exemplo prático: para acompanhar uma refeição, você escolheria 1 copo de coca-cola zero (0 kcal) ou 1 copo de suco de abacaxi (100 kcal)? O refrigerante citado, apesar de não possuir calorias, pode contribuir para a azia e má digestão devido a sua acidez, tendo quantidades altas de aspartame, ciclamato de sódio e aditivos químicos que podem intoxicar o organismo, além do seu alto teor de sódio, que pode contribuir para a hipertensão. Já o suco de abacaxi, além de possuir vitaminas, minerais e enzimas digestivas que contribuirão para a metabolismo dos nutrientes da refeição e para a excreção de toxinas presentes no corpo, possui fibras que auxiliam no bom funcionamento intestinal. Fica fácil escolher, não é mesmo?

Além disso, a grande oferta de alimentos diet e light pode oferecer perigo aos mais desavisados. Quanto “mais” diet ou light, maior será a quantidade de componentes químicos adicionados ao produto para que se chegue em aspectos sensoriais semelhantes ao do alimento original. Consequentemente, maior será a quantidade de adoçantes (edulcorantes), aditivos químicos e outras substâncias que não cumprem o papel daquelas presentes nos alimentos mais naturais, como as frutas, hortaliças, cereais integrais e leguminosas.

É claro que para indivíduos com sobrepeso e obesidade há a indicação de dietas hipocalóricas, mas as calorias não devem, então, serem tratadas como motivo principal da escolha alimentar, pois a qualidade dos alimentos deve entrar como prioridade na alimentação. Deve-se considerar os nutrientes que cada alimento possui, para que se faça uma dieta equilibrada e para favorecer a saúde.

Texto: Isis Moreira – Colunista do NutriçãoSadia.

MAIS DA METADE DA POPULAÇÃO MUNDIAL PODE ESTAR COM DEFICIÊNCIA DE VITAMINA-D

Você consome a quantidade correta de vitamina D? Seria a exposição ao sol a maneira mais natural de estimularmos a produção de vitamina D? Os suplementos alimentares não seriam os mais eficientes?

Recente estudo mostrou que dois terços da população mundial sofre de deficiência de vitamina D. Sabemos que somente a ingestão de alimentos ricos em vitamina D não é totalmente eficaz para a maioria dos adultos. Atualmente, a ingestão diária recomendada de vitamina D é 200 unidades internacionais (UI) para pessoas de até 50 anos; 400 UI para pessoas com idade entre 51-70 anos e 600 UI para pessoas acima de 70 anos.

Há um grande consenso entre cientistas para que a ingestão diária relativa a vitamina D seja aumentada para 2.000 e 4.000 UI para a maioria dos adultos. A ingestão de 2.000 UI por dia pode perfeitamente ser alcançada com uma combinação de alimentação, sol, suplementos e possivelmente até mesmo com a exposição de bronzeamento controlado.

Para mais comprovações, são necessários mais estudos para se justificar tais benefícios. Vários estudos relatam uma redução substancial na incidência de câncer de mama, câncer de cólon e diabetes tipo 1 em associação com a ingestão adequada de vitamina D, o efeito positivo ocorre geralmente no prazo de cinco anos do início de uma ingestão adequada de vitamina D.

São fontes de vitamina D: peixes, ovos, óleo de fígado de bacalhau, leite, suco de laranja, alguns iogurtes e alguns alimentos fortificados com vitamina D.

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Conhecendo melhor os nomes técnicos das vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis


Elas são nutrientes classificadas em lipossolúveis (vitamina A, D, E e K), sendo estas diluídas e transportadas por gorduras. Temos ainda as hidrossolúveis (todas as do Complexo B e a vitamina C), estas se dissolvem em água e são levadas a todos os tecidos do corpo. É importante que saibamos que cada uma delas exercem papéis diferentes no organismo.

É fundamental que saibamos que uma alimentação quando balanceada, nos fornece todas as vitaminas necessárias na quantidade adequada para a manutenção da saúde.

Destacaremos então as vitaminas e seus respectivos nomes técnicos:

Vitaminas Hidrossolúveis:
Vitamina B1 – Tiamina
Vitamina B2 – Riboflavina
Vitamina B3 – Niacina ou ácido nicotínico
Vitamina B5 – Ácido pantotênico
Vitamina B6 – Piridoxina
Vitamina B12 – Cianocobalamina
Vitamina Bc – Folacina ou ácido fólico
Vitamina C – Ácido ascórbico
Vitamina H – Biotina

Vitaminas Lipossolúveis
Vitamina A – Retinol
Vitamina D – Calciferol
Vitamina E – Tocoferol
Vitamina K – Ubiquinona

Texto: Vinícius Graton Costa – Nutricionista.

Você sabia que podemos dizer muito sobre uma pessoa olhando somente para suas unhas?

As unhas podem revelar uma riqueza de informações sobre a saúde de uma pessoa, apenas olhando a cor ou a forma.

O que você come afeta tudo, cabelo, pele e também a sua unha. Dê uma olhada para as suas unhas – Elas são perfeitamente lisas e arredondadas com um brilho rosado em um tom saudável? Ou você tem de recorrer a cosméticos para encobrir a saúde de suas unhas? Se você quizer unhas saudáveis, é preciso nutrir-se de dentro para fora….

As unhas das mãos e pés são feitos de queratina, uma proteína constituídas de cerca de 15 aminoácidos, principalmente de um aminoácido sulfurado denominado cisteína. A queratina pode também ser encontrada em sua pele e cabelos. Além da queratina, as unhas possuem uma série de componentes parte de sua estrutura.

Podemos perceber alterações em unhas de grávidas que tomam suplemento vitamínico no pré-natal. As unhas crescem além do normal, unhas saudáveis, que nos traz ao nosso ponto principal…

Se você apresenta alguma deficiencia de vitamina ou mineral, pode vir a apresentar a unha seca, rachada, quebradiça e de forma irregular. Aqui estão então algumas dicas importantes que ajudarão você a manter a saúde de suas unhas; E para você que já apresenta unhas secas e quebradiças, preste muita atenção nas dicas que estão por vir…

– Vitaminas do Complexo-B
A deficiência de vitaminas do complexo B-, principalmente biotina, irá produzir sulcos ao longo do leito ungueal. (Não sabe o que é leito ungueal? Confira na imagem ilustrativa no fim desta matéria).

– Minerais: Cálcio
Uma dieta carente de cálcio contribui na perda do brilho das unhas, secando-as e deixando quebradiças.

– Ácido Ascórbico – A vitamina C
A falta de ácido fólico e vitamina C pode levar a uma unha unheira.

– Óleos Essenciais – Ômega-3
Insuficiência alimentar de óleos essenciais, como ômega-3, causa rachaduras.

Saiba que é perfeitamente possível oferecermos todos estes nutrientes somente com a alimentação, sem o uso de qualquer vitamínimo; Uma alimentação equilibrada diária é capaz de fornecer estes nutrientes essenciais na saúde de sua unha. Naturalmente, a melhor forma de entender os benefícios de uma saúde plena é experimentando a euforia de um corpo realmente saudável comendo uma dieta equilibrada, certo? Mas o que comer? Siga então essas orientações para uma alimentação saudável!

Vitaminas do Complexo B – são abundantes em vísceras, como fígado e rins. Também estão presentes em peixes, queijos, iogurtes, leite, ovos, cogumelos, feijão, amendoins, ostras, salmão, avelã.

Alimentos ricos em cálcio incluem todos os alimentos lácteos, principalmente iogurtes, vegetais folhosos verde escuro, amêndoas, feijão, sardinha, agrião, amêndoas, aveia, avelã, castanha do pará, corvina, couve, gergelim, manjuba, queijo minas.

  • Você vai encontrar vitamina C em frutas cítricas, pimentão, brócolis, verduras escuras, kiwis e morangos. Abóbora, acerola, brócolis, caju, goiaba, mamão, pimenta vermelha, rabanete, salsa, limão, toioba, tomate fresco, uva.

Lembrando que os ácidos graxos essenciais são encontrados em peixes gordos, como atum, salmão, truta, cavala e arenque, bem como sementes de linhaça, nozes, sementes, e tofu.

Para suprirmos as necessidades de nosso organismo, não é preciso muito esforço. Ter alimentos ricos em vitamina B, cálcio, vitamina C e ácido fólico requer que tenhamos um pouco mais de atenção nas compras e mais disciplina no nosso dia-a-dia. Cabe ao nutricionista avaliar e buscar maneiras naturais de ofertar estes nutrientes; caso mesmo assim não seja possível, somente ele poderá avaliar a necessidade de suplementação para você. Óleo de linhaça e óleo de prímula são grandes fontes de ômega-3. Para estes óleos, vale lembrar a importância de armazená-los em ambiente frio, armazenando-o na geladeira.

A nutrição desempenha um papel muito importante na aparência e aspecto da unha. A ingestão insuficiente de vitaminas do complexo B pode provocar listras nas unhas e a falta de cálcio pode torná-las secas e quebradiças. A deficiência de vitamina C e ácido fólico pode ter uma responsabilidade parcial pelo aparecimento de problemas nas unhas (READER´S DIGEST, 2001).

Existem algumas doenças relacionadas com as unhas, como:

  • Síndrome da unha amarela: esta patologia é caracterizada por unhas rígidas e opacas, de cor amarelada, sem presença de cutícula, linhas transversais e longitudinais proeminentes, curvatura lateral exagerada e crescimento reduzido. A vitamina E em altas doses e por um longo período de tempo está sendo utilizada como tratamento para essa síndrome, porém o seu uso tem sido descrito como causador de sérios efeitos colaterais (KAMINSKY; CASTRO, 1994).
  • Síndrome da unha frágil: conhecida pela diminuição da resistência ungueal e que acomete principalmente as mulheres. A exposição a agentes químicos, alguns cosméticos, fungos e traumas repetitivos podem desencadear a síndrome da unha frágil (COSTA; NOGUEIRA; GARCIA, 2007). O tratamento é realizado através dou uso de biotina que apresenta melhora no quadro clínico (COSTA; NOGUEIRA; GARCIA, 2007).

O uso contínuo de multivitamínicos pode aumentar o risco de cancro de mama?

Pesquisadores da Suécia relataram um aumento de 19% do risco de aumento de câncer de mama em mulheres que tomam multi vitaminas. Os detalhes deste estudo foram publicados no dia 24 de Março de 2010 no American Journal. É importante lembrar que existem outros grandes estudos que não encontraram qualquer relação entre o consumo de multivitamínicos e o câncer de mama.

A maioria dos estudos têm mostrado que a administração rotineira de multivitaminas não parece desempenhar um papel positivo ou negativo na prevenção do câncer. No entanto, há bons dados sugerindo um papel preventivo com a suplementação de vitamina D para a prevenção do câncer de mama e colorretal.

O estudo mostra um aumento do risco de câncer de mama com o uso de multivitaminas. O estudo envolveu 35.329 mulheres com câncer. O mesmo estudo afirmou que o uso da vitamina fora associada com um risco aumentado de se desenvolver o câncer de mama. O risco estimado fora de 19% em usuários que tomaram as multivitaminas em comparação aos que não tomaram. Os pesquisadores declararam que a associação não diferencia significativamente pelo status dos receptores hormonais do tumor de mama.

Artigo na íntegra: Researchers from Sweden have reported a 19% increased risk of breast cancer in women taking multivitamins. The details of this study were published early online on March 24, 2010 in the American Journal or Clinical Nutrition.1 However, other large studies have not found such an association. Most studies have shown that the routine administration of multivitamins does not appear to play a positive or negative role in cancer prevention. However, there is good data suggesting a preventive role for vitamin D supplementation for prevention of colorectal and breast cancer. The study showing an increased risk of breast cancer with multivitamin use involved 35,329 cancer-free women who were enrolled in the Swedish Mammography Cohort in 1997. After a follow-up of an average of 9.5 years there were 974 cases of breast cancer in this cohort. These authors stated that “Vitamin use was associated with a statistically significant increased risk of breast cancer.” The overall increased risk was estimated to be 19% in users of multivitamins compared with nonusers. They also stated, “The association did not differ significantly by hormone receptor status of the breast tumor.”

Researchers involved in he Women’s Health Initiative have also looked at the role of multivitamin use and risk of cancer.2 This study involved 68,132 women who were followed for a median of eight years. “Multivariate-adjusted analyses revealed no association of multivitamin use with the risk of cancer.” The hazard ratio for breast cancer risk among multivitamin users in this study was 0.98. Researchers from the Netherlands evaluated the impact of multivitamin use and risk of breast cancer in a case-control study.3 This study involved 2,968 cases of breast cancer diagnosed between 2004 and 2007 and an equal number of controls. This study found no association between multivitamin supplement use and breast cancer risk.Comments: This is obviously a very important issue as multivitamin use is widespread among women. The divergent results of the newest Swedish study should prompt an evaluation of other databases to see if these results can be confirmed. Women should also be aware of the fact that there is very little data to substantiate the need for multivitamins if they are eating a healthy diet. However, the popularity of multivitamin use is likely to continue making evaluation necessary.

Reference:
1 Larsson SC, Akesson A, Bergkvist L, et al. Multivitamin use and breast cancer incidence in a prospective cohort of Swedish women. American Journal of Clinical Nutrition [early online publication]. March 24, 2010.

2 Neuhouser ML, Wassertheil-Smoller S, Thompson C, et al. Multivitamin use and risk of cancer and cardiovascular disease in the Women’s Health Initiative cohorts. Archives of Internal Medicine 2009;169:294-304.

3 Meulepas JM, Newcomb PA, Burnett-Hartman AN, et al. Multivitamin supplement use and risk of invasive breast cancer. Public Health Nutrition [early online publication].2009; Dec3:1-6.

De onde vêm os nutrientes extras colocados nos alimentos?


por Victor Bianchin

Eles são produzidos industrialmente com base em matérias-primas da natureza e transformados em pós ou líquidos, que são adicionados às receitas dos alimentos. Os processos de fabricação são confidenciais e a origem dos nutrientes varia muito. Minerais como o ferro, por exemplo, são extraídos por meio de mineração e manipulados até virarem compostos como o sulfato de ferro. Já as vitaminas são processadas, em geral, a partir de óleos vegetais. As diferentes composições são escolhidas dependendo da utilidade: algumas substâncias são nutritivas, enquanto outras podem servir para dar liga à mistura ou dar uma cor ao alimento.

Pra ficar fortinho: O passado negro de vitaminas e nutrientes que você come

VITAMINA C – Presente como Ácido ascórbico (C6H8O6)
É processada a partir da glicose, retirada do amido, que vem de alimentos como arroz, milho e trigo – não vem da laranja, como muita gente pensa. O processo industrial para fazer a “metamorfose” inclui hidrólise, oxidação e fermentação do amido

VITAMINA B2 – Presente como Riboflavina (C17H20N4O6)
É secretada de forma natural por fungos e bactérias encontrados em óleos vegetais, como o da soja. Cultivados em laboratório em grandes quantidades, os micro-organismos produzem milhares de toneladas da substância por ano

CÁLCIO – Presente como Carbonato de cálcio (CaCO3)
Muitos alimentos utilizam leite como ingrediente, aproveitando-se do cálcio de sua composição. Mas o nutriente também pode ser sintetizado industrialmente a partir de minérios, já que também é um metal. O carbonato de cálcio é a forma mais comum

VITAMINA B1 – Presente como Mononitrato de tiamina (C12H17N4OS)
Acredite se quiser: a vitamina é sintetizada principalmente com base no petróleo, em fábricas chinesas que revendem o produto para o mundo. E não serve apenas como nutriente mas também como conservante

FERRO – Presente como Ferro reduzido (Fe)
É extraído na forma de minério e passa por reações químicas extensas que o transformam em derivados diversos, como o ferro reduzido, que é um tipo de óxido de ferro. Mas os derivados mais comuns são os sais, como o sulfato e o fosfato de ferro

CONSULTORIA – PAULO NOGUEIRA CARVALHO, PESQUISADOR CIENTÍFICO DO INSTITUTO DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS (ITAL)

Megadoses de vitaminas podem proteger contra o câncer?


Muitos pacientes portadores de câncer tomam vitaminas em doses maciças por acreditarem que estes nutrientes possam auxiliar o sistema imune a combater a moléstia quando em megadosagem. Outra razão para este tipo de suplementação seriam a capacidade de algumas vitaminas de diminuir a toxicidade da quimio e radioterapia. Este tipo de associação com o tratamento convencional de câncer está se tornando muito popular, principalmente entre pacientes portadoras de câncer de mama. No entanto, não existem trabalhos controlados e bem delineados que tratem desta abordagem terapêutica de maneira independente.

Em um trabalho controlado com mulheres portadoras de câncer de mama tratadas somente com terapia oncológica convencional, pareadas com pacientes que receberam megadoses de polivitamínicos além do tratamento oncológico, o tempo livre de doença e estimativa de vida, curiosamente, foram menores no grupo tratado com vitaminas do que no grupo controle, que não recebeu vitaminas (1). Este resultado é contrastante com os usualmente sugeridos na literatura, mas levanta a hipótese de que megadoses vitamínicas possam interferir com a ação de quimioterápicos de última geração. A conduta de especialistas ortomoleculares, que freqüentemente lançam mão de megadoses de vitaminas deve, portanto, ser revista com cuidado no caso de pacientes portadores de câncer.

No entanto, quando avaliamos a ação de polivitamínicos sobre a carcinogênese, devemos analisar individualmente cada elemento componente. Num outro estudo caso-controle utilizando população de mulheres de Shangai, o risco de câncer de mama entre as que ingeriam grandes quantidades de folato foi menor do que entre as que ingeriam menor quantidade da vitamina. Essa relação inversa tornou-se mais intensa quando, além do folato, também metionina e vitaminas B6 e B12 eram ingeridas (2).

Recente trabalho de um grupo de Atlanta (3), do tipo coorte, analisando a associação de suplementação de vitamina C e E e a mortalidade por câncer de bexiga em mais de 900 mil pacientes mostrou que o uso de vitaminas por curto período (menos que 10 anos) não tem valor protetor. Em contrapartida, a suplementação por mais de 10 anos de vitamina E – e apenas desta vitamina – associou-se a menor risco de morte por esse tipo especifico de câncer.
Como se pode observar, é possível que a suplementação específica de algumas vitaminas atue de maneira protetora para alguns tipos de câncer. Mas certamente isso deve ser avaliado em estudos abrangentes antes de se considerar a prescrição de rotina de megadoses de vitamínicos, principalmente de multivitamínicos, para qualquer paciente portador de qualquer tipo de neoplasia. A recomendação de megadoses de vitaminas para prevenção do câncer, portanto, ainda não tem respaldo da evidência científica.

Angela Logullo Waitzberg
Patologista especialista pela Sociedade Brasileira de Anatomia Patológica, professora adjunta de Patologia da Universidade Federal de São Paulo ― Escola Paulista de Medicina, diretora do Labor
atório Classe I de Anatomia Patológica e colaboradora do Nutritotal.

1) Lesperance ML, Olivotto IA, Forde N, Zhao Y, Speers C, Foster H, Tsao M, MacPherson N, Hoffer A. Mega-dose vitamins and minerals in the treatment of non-metastatic breast cancer: an historical cohort study. Breast Cancer Res Treat 2002;76(2):137-43.
Noventa mulheres com câncer de mama receberam megadoses de vitaminas e oligoelementos: beta-caroteno, vitamina C, niacina, selênio, conezima Q10 e zinco, além do tratamento padrão quimio e radioterápico. A sobrevida e a incidência de recorrência nessas pacientes foram comparadas com as de 90 controles pareados, constituídos de mulheres com câncer de mama tratadas da mesma forma, sem receber, contudo, a suplementação. Com um seguimento médio de 68 meses, o intervalo livre de doença e tempo de sobrevida foram menores no grupo que recebeu suplementação vitamínica do que no grupo controle. A razão de riscos (odds ratio) entre os dois grupos para sobrevida livre de doença foi de 1,75. A sobrevida global foi igual nos dois grupos. A suplementação de vitaminas em megadoses não protegeu as pacientes da morte por câncer ou de novas recorrências nem conferiu maior tempo livre de doença.

2) Shrubsole MJ, Jin F, Dai Q, Shu XO, Potter JD, Hebert JR, Gao YT, Zheng W. Dietary folate intake and breast cancer risk: results from the Shanghai Breast Cancer Study. Cancer Res 2001;61(19):7136-41.
Folato está envolvido com a síntese e metilação do DNA e, por isso, têm sido elaboradas hipóteses de que altas doses desta substância poderiam reduzir o risco de câncer em humanos. A maior ingestão de folato na dieta, entre as 1.300 mulheres estudadas neste trabalho, foi inversamente associada ao risco de câncer de mama. Associação inversa mais pronunciada foi encontrada entre as que ingeriam altas doses de co-fatores do folato, como metionina, vitamina B6 e B12. O estudo demonstra a ação protetora do folato contra o câncer de mama e mostra que a ingestão de metionina, vitaminas B6 e B12 pode contribuir para esse papel.

3) Jacobs EJ, Henion AK, Briggs PJ, Connell CJ, McCullough ML, Jonas CR, Rodriguez C, Calle EE, Thun MJ. Vitamin C and vitamin E supplement use and bladder cancer mortality in a large cohort of US men and women. Am J Epidemiol 2002;156(11):1002-10.
Alguns relatos na literatura sugerem que a vitamina C e E poderiam diminuir o risco de câncer de bexiga. Em um trabalho prospectivo, tipo coorte, sobre prevenção de câncer, envolvendo 991.522 adultos americanos, a taxa de mortalidade foi acompanhada de 1982 até 1998. A suplementação de vitaminas C e E por períodos curtos não se mostrou estatisticamente significante. O uso regular de vitamina C em intervalo menor que 10 anos não se associou às variáveis epidemiológicas. O uso de vitamina E regular por mais de 10 anos continuamente se associou com menor risco de morte por câncer de bexiga, sugerindo que este elemento, quando utilizado por longos períodos e regularmente, poderia reduzir o risco de mortalidade por câncer urinário.

Sem Medo de Saber : a Importância do Diagnóstico Precoce do Câncer

Após perder seu pai vítima de câncer, Ilan Gorin teve a idéia de organizar este livro. Seu objetivo é conscientizar o maior número de pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce dessa doença que não conhece idade, raça ou classe social. A primeira parte do livro reúne depoimentos emocionantes de ilustres personalidades que enfrentaram esta terrível doença, entre elas Giba, Patrícia Pillar e o saudoso Raul Cortez. Mais do que dar lições ou ensinar a viver, essas histórias falam da importância do apoio e do afeto da família e amigos, para que nunca se perca a esperança e a vontade de lutar.

Na segunda parte, o autor nos apresenta os mais recentes avanços da ciência na pesquisa do câncer. A investigação do corpo humano usando técnicas modernas possibilita o diagnóstico precoce, que é a principal arma no combate a essa doença que, quando descoberta em seus estágios iniciais, apresenta grandes possibilidades de cura. Mais do que prestar uma homenagem a seu pai, Ilan Gorin nos presenteia com uma obra pioneira e instrutiva sobre um assunto que, embora tão comum, ainda é encarado como tabu. Sem medo de saber é um grande aliado a favor da vida.
Fonte: NUTRITOTAL

A Importância das Vitaminas do Complexo B no Esporte

As vitaminas do complexo B são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano.

O complexo B compreende diversas substâncias que apresentam as características de se diferenciarem em sua estrutura química, em suas ações biológicas e terapêuticas e no teor de suas necessidades nutricionais.A característica em comum é que são hidrossolúveis e que suas fontes habituais são representadas por carnes, cereais, sementes, entre outros.

As vitaminas do complexo B ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.

As vitaminas do complexo B atuam geralmente como parte de coenzimas para participar com as enzimas, do início e do controle de vários processos metabólicos, especialmente aqueles relacionados ao metabolismo energético. Uma enzima não pode funcionar sem sua coenzima específica. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade.

Vitamina B1 (Tiamina)

A tiamina melhora a circulação e ajuda a produção de ácido clorídrico, a formação de sangue e o metabolismo de carboidratos. A tiamina é importante para o sistema energético, crescimento e capacidade de aprendizado, sendo também necessária para a tonicidade muscular normal dos intestinos, estômago e coração. Os atletas com aumento do gasto energético podem ter suas necessidades totais de tiamina aumentadas. A deficiência desta vitamina pode causar aumento nos níveis de lactato do sangue mesmo com a ingestão adequada de carboidratos, comparando com indivíduos bem nutridos. A tiamina atua na formação de energia, sendo a coenzima nas reações que implicam na remoção de dioxido de carbono.

Vitamina B2 (Riboflavina)

A riboflavina é necessária para a formação de hemácias, produção de anticorpos, respiração celular e crescimento. Alivia a fadiga ocular (vista cansada) e é importante na prevenção e tratamento da catarata. Participa do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.

Vitamina B3 (Niacina, Niacinamida, Ácido Nicotínico)

A vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável. Vitamina B3 ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e na produção de ácido clorídrico para o sistema digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação.

Vitamina B5 (Ácido Pantotênico)

Conhecido como a vitamina “antiestresse”, o ácido pantotênico atua na produção dos hormônios supra-renais e na formação de anticorpos. A utilização de vitaminas auxilia na conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia. Esta vitamina é necessária para produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal e é um elemento essencial da coenzima A.
Vitamina B6 (Piridoxina)

A piridoxina participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado. Muitas reações do metabolismo geral são dependentes da piridoxina. É importante tanto para a saúde física quanto a saúde mental.

Vitamina B7 (Colina)

A colina é necessária à transmissão nervosa, regulação biliar e funcionamento do fígado. Minimiza o excesso de gordura no fígado, ajuda a produção de hormônio e é necessária ao metabolismo de lipídeos e colesterol. Sem colina o funcionamento do cérebro e memória ficam prejudicados.

Vitamina B8 (Biotina)

A biotina ajuda no crescimento celular, produção de ácidos graxos, metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e utilização das vitaminas do complexo B. Quantidades suficientes são necessárias para a saúde dos cabelos e pele. A biotina pode evitar a queda de cabelos em alguns homens.

Vitamina B9 (Ácido Fólico)

Considerado um alimento para o cérebro, o ácido fólico é necessário à produção de energia e formação das hemácias.

Vitamina B10 (PABA – Ácido Paraminbenzóico)

O Paba é um dos constituintes básicos do ácido fólico e também auxilia a utilização do ácido pantotênico. Este antioxidante ajuda a proteger contra queimaduras do sol e câncer de pele, atua como coenzima na quebra e utilização de proteína e ajuda a formação de hemácias.

Vitamina B12 (Cianocobalamina)

A vitamina B12 é necessária na prevenção da anemia. Auxilia na formação e longevidade das células. Essa vitamina também é necessária à digestão apropriada, absorção dos alimentos, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos e lipídeos. Além disto, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove o crescimento e desenvolvimento normais. É essencial para o funcionamento da célula, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. É necessária para a formação de DNA e afeta a formação de mielina.

Matéria elaborada pela Equipe RGNutri

Fontes:
Nutrição, exercício e saúde- KATCH & McARDLE.

Nutrição Adequada: a Base do Funcionamento Cerebral

O desenvolvimento do cérebro começa na embriogênese e perdura até os primeiros quatros anos de vida dos seres humanos, sendo essa fase muito importante pois refletirá na função efetiva na vida adulta ( RICHARDS et al, 2001; ALMEIDA et al, 2002)

No período de aleitamento materno, o cérebro é mais vulnerável às agressões do ambiente, inclusive às nutricionais, devido ao fato de que nessa fase os processos implicados no desenvolvimento cerebral ocorrem com muita rapidez. Esses processos são:

  • * Hiperplasia (aumento da quantidade de células nervosas);
  • * Hipertrofia (aumento do seu tamanho);
  • * Mielinização (formação, nas fibras nervosas, de um envoltório de material lipídico – a mielina, fundamental para a transmissão eficiente dos impulsos elétricos neuronais);

Organização das sinapses (pontos de comunicação entre os neurônios) (ALMEIDA et al, 2002)

Já é sabido que a deficiência de um ou mais nutrientes na alimentação diária pode desestruturar os processos implicados no desenvolvimento cerebral, o que pode levar a conseqüências sobre todo o organismo. As funções neurais básicas, como o processamento de informações sensoriais (por meio dos nossos cinco órgãos dos sentidos) e a percepção das sensações correspondentes, bem como a execução de tarefas motoras (produção de movimentos, resultantes da ativação dos músculos pelo sistema nervoso) podem ser afetadas com as deficiências nutricionais. Isto também se aplica no caso de funções neurais mais elaboradas, como aquelas envolvendo cognição, consciência, emoção, aprendizado e memória, processos cuja perturbação na infância pode levar a condições patológicas importantes para a vida adulta ( RICHARDS et al, 2001; ALMEIDA et al, 2002)

Estrutura cerebral:

O cérebro possui em torno de 100 bilhões de neurônios cercados de células gliais cuja principal função é fornecer energia a esses neurônios. Os neurônios se comunicam por meio de sinais eletroquímicos e cada um deles recebe sinais de outros neurônios. Essas mensagens são logo agrupadas em estruturas com funções específicas ( BIO NUTRIÇÂO E SAÚDE , 2009).

A composição do cérebro é praticamente de gorduras – até 60%. Nessa estrutura, o lipídeo é importante para proteção e para conferir velocidade às transmissões neurais. As membranas dos neurônios são formadas de uma fina camada dupla composta de moléculas de ácidos graxos. A glicose, o oxigênio e os micronutrientes passam através da membrana para nutrir os neurônios e fornecer o combustível necessário para os impulsos nervosos.

A mielina, uma barreira protetora dos neurônios, é composta por 30% de proteína e 70% de lipídio (BIO NUTRIÇÂO E SAÚDE , 2009).

Os neurônios caracterizam-se pelos processos que conduzem impulsos nervosos para o corpo e do corpo para a célula nervosa. Os impulsos nervosos são reações físicoquímicas que se verificam nas superfícies dos neurônios e seus processos (GUEDES;TEODÓSIO, 2004).

Combustível do cérebro:

O metabolismo cerebral é altamente ativo. Em condições normais, sua principal fonte energética é de glicose. Os aminoácidos também podem ser utilizados como fontes de energia, mas de forma limitada (BIO NUTRIÇÂO E SAÚDE , 2009).

Vitaminas e Minerais importantes para o cérebro:
Algumas vitaminas e minerais também são importantes para o funcionamento cerebral:

  • * Tiamina e Niacina – são vitaminas do complexo B importantes para as funções neurais;
  • * Folato é necessário para a formação do tubo neural dos embriões;
  • * Ferro é necessário para o desenvolvimento neurológico dos embriões;
  • * Manganês: é um mineral traço que participa do metabolismo de carboidratos e da função cerebral;
  • * Vitamina C, iodo e cobre são importantes para a função neurológica normal.

Outro nutriente muito importante para preservar a atividade cerebral: o ômega-3. Esse ácido graxo favorece o nascimento de neurônios e também protege os já existentes. Ele se incorpora às membranas das células nervosas( RICHARDS et al, 2001; ALMEIDA et al, 2002).

Referências:
Richards MP, Pettitt PB, Stiner MC, Trinkaus E, Stable isotope evidence for increasing dietary breadth in the European mid-Upper Paleolithic. Dpt Archaeol. Science, Univ. of Bradford, UK. Proc-Natl-Acad-Sci-U-S-A. 2001 May 22; 98 (11): 6528-32 ISSN 0027-8424, YR 2001.
Revista BIO Nutrição e Saúde- disponível em:www.nestlefazbem.com.br. Acesso em 28 de outubro de 2009
Almeida,S.S.,Duntas,L.H.,Dye,L.,Nunes,M.L.,Prasad,C.,Rocha,J.B.T.,Wainwright,P.,Zaia, C.T.B.V. and Guedes, R.C.A. Nutritional Neuroscience 5, 311-320. 2002
Guedes, R.C; Melo, A.P; Teodósio, N.R. Nutrição Adequada: a base do funcionamento cerebral. Cienc. Cult. vol.56 n.1 São Paulo Jan./Mar. 2004.

Este artigo foi retirado do site RGNutri
www.rgnutri.com.br

Vitamina C

O termo vitamina C é uma denominação genérica para todos os compostos que apresentam atividade biológica de ácido ascórbico. É um cofator para enzimas envolvidos na biossíntese do colágeno, hormônios adrenais, carnitina e de neurotransmissores, participa do processo da inativação de radicais livres e é capaz de regenerar a forma antioxidante da vitamina E (SILVA, 2001).

O metabolismo da tirosina é interrompido na ausência dessa vitamina. E ainda, além de aumentar a absorção e utilização do ferro não-heme mesmo na presença de fatores inibidores (fitatos, polifenóis, fosfatos, carbonatos e taninos) nas refeições permite a transformação da forma férrica para forma ferrosa, porém elevada ingestão de vitamina C pode causar depleção de cobre (FRANCO 1998).

Deficiência de vitamina C em gestantes é relacionada ao surgimento de DHEG (doença hipertensiva específica da gravidez) e pré-eclampsia (VITOLO, 2003).

Muitos estudos relatam que a vitamina C atua na proteção da peroxidação lipídica, especialmente do HDL colesterol, apresentando efeito cardioprotetor e inibidor da arterogênese (HILLSTRONS, 2003).

Ingestão de 80 a 120 mg de vitamina C pode reduzir o risco de doenças crônicas não infecciosas. Já os fumantes necessitam de aporte maior que 140 mg/dia (SILVA, 2001), isso porque a vitamina C atua como antioxidante, combatendo os radicais livres que são liberados pelos fumantes, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce das células, além de melhorar a circulação sanguínea cardíaca, que é danificada pelo tabagismo.

Em relação á biodisponibilidade, não há diferenças entre as formas naturais e sintéticas. Mas a forma sintética esta relacionada a uma maior produção de radicais ascorbil. Já a forma natural, por estar associada aos bioflavonóides (presente em frutas, verduras e legumes) tem uma formação menor de ácido ascorbil, uma vez que os bioflavonóides reduzem o processo oxidativo (MAHAN & ARLIN, 2002).

Sua absorção ocorre em 80 a 90% na dieta oral, no intestino delgado por transporte ativo, depende da presença de sódio na luz intestinal. Sua excreção é urinária (FRANCO, 1998).
Altas quantidades excessivas ingeridas até o nível de saturação de vários tecidos são excretadas na urina como ácido oxálico; ingestões maiores que 100g/dia levam à eliminação do excesso, como ácido ascórbico ou como dióxido de carbono exalado (MAHAN & ARLIN, 2002).

Os principais efeitos adversos após o consumo elevado de vitamina C são: diarréia osmótica e distúrbios gastrointestinais, aumento da excreção de oxalato e formação de cálculo renal e aumento da excreção de ácido úrico. Sendo assim pacientes com histórico de gota, pedras nos rins ou doenças renais não devem ultrapassar 1g por dia (MAHAN & ARLIN, 2002), exceto sob orientação médica.

Considerando todas as ações bioquímicas e enzimáticas da vitamina C, os sintomas de deficiência incluem: cabelos fracos e quebradiços, hemorragias, fraqueza muscular, gengivites, anemia, falta de apetite, inchaço nas articulações, confusão mental, histeria e até mesmo esquizofrenia (MAHAN & ARLIN, 2002).

O clássico sintoma da deficiência da vitamina C é o escorbuto, afetando o sistema mesenquinal, uma vez que esta substância é fundamental na síntese do colágeno. Este quadro clínico é acompanhado pela redução da concentração de vitamina C no plasma e leucócitos. A incidência desta doença foi diminuída, a partir do século XVII, com a introdução da batata ( vinda da América do Sul) como fonte de vitamina C na dieta alimentar européia. Hoje em dia é uma doença muito rara, porém uma alimentação sem ingestão de verduras e frutas frescas pode causar esta doença. (AZULAY, 2003).

Os alimentos fontes de vitamina C incluem vegetais folhosos, legumes e frutas. Exemplos:

Alimento

Vitamina C (mg/100g)

Acerola

1677,5

Pimentão vermelho cru

190

Goiaba

184

Kiwi

98

Brócolis crú

93,2

Brócolis cozidos

74,6

Maracujá

70

Mamão papaya

61,8

Repolho crú

57

Morango

56,7

Laranja

53,2

A vitamina C é sensível ao calor, luz e oxigênio. Nos alimentos, pode ser parcialmente ou completamente destruída por um armazenamento longo ou pelo cozimento. Dessa maneira, o cozimento dos alimentos deve ser no menor tempo possível, para que não sejam oxidados, e ainda com pouca água, ou no vapor com consumo imediato.

A recomendação diária de vitamina C de acordo com a Recommended Dietary Allowances para população masculina com idade acima de 18 anos é de 90 mg e para a população feminina com idade acima de 18 anos é de 75 mg. Os limites máximos de ingestão de Vitamina C de acordo com as Dietary Reference Intake e ANVISA para homens e mulheres com idade acima de 18 anos são de 2000mg. (DRIs, 2000)

Referências:
SILVA, CRM; NAVES, MMV. Suplementação de vitaminas na prevenção de câncer. Rev. Nutr., Ago 2001, vol.14, no.2, p.135-143
FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9 ed. São Paulo: Atheneu, 1998.
VITOLO, M.R.Nutrição: da gestação à adolescência. Rio de Janeiro, Reichman & Affonso Editores, 2003.
HILLSTRONS, R.J; AMMONS, AKY; LYNCH, SM. Vitamin C Inhibits lipid oxidation in human HDL. J Nutr2003, 133:3047-3051
MAHAN, K.L.; ARLIN, T.M. Vitaminas. In: KRAUSE, M.V. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10.ed. São Paulo: Roca, 2002. cap.6, p.71103.
AZULAY, M.M.;LACERDA, C.A.M.;PEREZ M.A;FILGUEIRA A.L.;CUZZI L. Vitamina C. An. Bras. Dermatol. V.78 no.3 Rio de Janeiro , 2003
OLIVEIRA, J.E.P; MILECH, A. Diabetes Mellitus: clínica, diagnóstico, tratamento multidisciplinar. São Paulo: Atheneu, 2004
Fonte desta matéria: Equipe RGNutri
http://www.rgnutri.com.br/

Leite: muito além do cálcio

Não fosse o bastante esbanjar o mineral dos ossos, a bebida ainda é farta em vitaminas que protegem os olhos, previnem a anemia e melhoram a concentração (Por Regina Célia Pereira)

No último grande evento de alimentação que aconteceu em São Paulo, o III Congresso Brasileiro de Nutrição e o Ganepão 2009, o leite protagonizou uma das discussões mais relevantes. A nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Universidade de São Paulo, elencou algumas das preciosidades do líquido branco que muita gente nem desconfia. Por essas e outras, ele, sem dúvida alguma, merece um brinde e não pode ficar fora do seu cardápio.

Proteína da boa

“O leite oferece proteína de altíssima qualidade, que é muito bem aproveitada no nosso organismo”, ressalta Silvia. Esse nutriente é fundamental para a construção de tecidos e, por isso, colabora para a beleza dos cabelos, das unhas e da pele. Sem falar que ajuda a preservar os músculos. Estudos recentes mostram ainda uma ligação entre os aminoácidos do leite, ou seja, suas partículas proteicas, e a redução da pressão arterial.

Mix vitaminado

A festejada vitamina A, que protege os olhos, também faz parte da composição dessa bebida. Lá estão também as vitaminas B2, fundamental para a produção de energia, e B12, que atua no combate à anemia e ajuda a melhorar a concentração. Tem mais: a vitamina D, fundamental para a saúde óssea e que todo mundo associa tanto ao sol, é outra que dá as caras no leite. Mais um ponto para ele, uma rara fonte (quando se fala em alimento) dessa substância.

Minerais ao montes

Para enriquecer a lista de superpoderes do suco leitoso, a professora Sílvia mencionou nutrientes menos conhecidos, como o zinco e o selênio. O primeiro fortalece o sistema imunológico e favorece a cicatrização. Já o selênio tem ação antioxidante, isto é, contribui para a integridade celular. E, claro, não dá para falar dessa bebida sem mencionar o cálcio. “A absorção do mineral por meio dela é muito boa. Pois ainda que muitos vegetais, como é o caso dos brócolis, contenham grandes quantidades do nutriente, nem sempre ele é tão bem aproveitado no nosso organismo”, salientou a nutricionista.

Aproveite tudo!

Para não desperdiçar nadica dessa riqueza, a sugestão de Sílvia é distribuir o consumo do leite ao longo do dia. “Estudos mostram que a absorção dos nutrientes da bebida e seus derivados é melhor em pequenas porções.” No caso específico do cálcio, uma boa orientação é evitar o consumo excessivo de café e chá preto, que, por causa da cafeína, costumam atrapalhar um pouco o desempenho do mineral. Mas, veja bem, não é preciso banir nenhum dos dois do cardápio. Basta não exagerar.

Fonte: http://saude.abril.com.br/ – Fotografias Ilustrativas Fonte: http://www.flickr.com/photos/eldano/2914416183/ – http://www.flickr.com/photos/cannelle-vanille/3533400416/

Oxidação e Redução – Por que a maçã escure após cortada?

Na reação de oxidação ocorre a perda de elétrons, enquanto a reação de redução consiste em ganhar elétrons.

A Oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio à substância, quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons. Exemplo: as saladas de frutas tendem a se escurecer quando entram em contato com o ar, isso porque o oxigênio age promovendo a oxidação das frutas. Uma dica para que isso não ocorra é adicionar suco de limão ou laranja, pois a vitamina C presente nas frutas cítricas impede a ação oxidante do oxigênio sobre a salada.

A Redução, por sua vez, é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio, quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons. Exemplo: Quando o Óxido de Cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para que ocorra sua redução o Gás Hidrogênio entra em contato com o Óxido de Cobre super aquecido e, como resultado, ele perde oxigênio e vai aos poucos se tornando rosa, pois está sendo reduzido a Cobre.

Reação de Óxido-redução: Sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química. Esse fenômeno recebe o nome de Reação redox ou Óxido-redução. Óxido-redução são reações que transferem elétrons entre substâncias fazendo com que o número de oxidação (nox) de uma substância aumente enquanto o nox de outra substância diminui. Esse processo não deve ser confundido com as ligações iônicas (onde há transferência de elétrons de uma substância a outra) e sim como um processo de oxidação de uma substância e a redução de outra. Podemos dizer então que em uma reação a substância que perde elétrons e sofre oxidação é designada agente redutor enquanto a substância que ganha elétrons e sofre redução é designada agente oxidante.

Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. O ferro, por exemplo, é extraído pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono (CO), num alto-forno. Nessa reação, o minério perde oxigênio para formar o ferro (Fe) e o CO recebe oxigênio para formar o CO2 (dióxido de carbono). A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox, na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem), e o oxigênio do ar é reduzido.

Outro exemplo de reação redox é o da prata em contato com o ar. Os objetos de prata tendem a perder seu aspecto brilhante com o passar do tempo, se tornando embaçados e com coloração escura. Esse fato ocorre porque os átomos de prata da superfície do objeto reagem com outras substâncias, como o oxigênio. Dizemos então que a prata se oxidou, ou seja, passou por uma reação de óxido-redução.

Por Líria Alves
Graduada em Química

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