Fast Food Orgânico? Sim, conheça a Burgerville.

Burgerville, é o nome da rede. Foi fundada em 1961 na cidade de Vancouver por George Propstra, filho de um imigrante Alemão; sempre teve como sua maior preocupação oferecer em seu restaurante alimentos preparados com ingredientes frescos, fornecidos exclusivamente por fornecedores regionais. Hoje, com seus 48 anos de existência, possuiu uma rede com 39 lojas, quase todas no estado do Oregon, mantendo o mesmo posicionamento desde sua crianção: Alimentos frescos, fornecedores locais, negócio sustentável.

A Burgerville nunca deixou de fazer hambúrgueres e alimentos calóricos; mas, sempre fez com um cuidado a mais. Por quê?

1. Os ingredientes utilizados são mais frescos que os dos concorrentes; só trabalham com fornecedores que estejam inseridos dentro de um raio de até 288 quilômetros. Ou seja, são todos de fazendeiros da região, conhecidos, respeitados e amigos.
2. Só utilizam em seus alimentos, ingredientes que sejam obrigatoriamente orgânicos, sem gorduras trans e carnes sem hormônios ou antibióticos.
3. E finalmente; entendem o seu papel no Mundo e na sociedade. Têm um quadro de 1.600 colaboradores que são todas da região, muitas vezes da mesma família. Como só compram de fornecedores locais, fomentam a economia da região. Só utilizam energia limpa e eólica, ou seja, através do vento e garantem a reciclagem de todos os ingredientes utilizados na produção dos seus alimentos.
Ainda limitados no estado do Oregon, conseguem espantar de lá o McDonald’s que não consegue se estabelecer na região.

Fonte: Marketing na Cozinha.

Doenças Crônicas do Desenvolvimento Mundial – Uma reflexão necessária.

Cerca de oitenta por cento dos novos casos de cânceres, diabetes e doenças cardiovasculares não estão sendo registrados unicamente em países ricos, mas também nas partes mais pobres do globo terrestre, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta explosão se deve a uma consequência da importação de estilos de vida de países ocidentais.

Segundo a OMS, as áreas mais afetadas até o momento foram o sudeste da Ásia e do Pacífico ocidental, enquanto que o Oriente Médio destaca-se pelo inchaço das taxas da obesidade. A epidemia da obesidade é inevitável, a menos que políticas para reduzir substancialmente o consumo de gorduras e açúcares e estímulo a atividade física sejam implantados nos países.

Atualmente existem cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo classificados como obesos, com índice de massa corporal (IMC). A ascensão no mundo em desenvolvimento é ainda mais surpreendente porque esses países também são devastados pela fome, no entanto, não impede que a obesidade seja algo exclusivo de pessoas bem alimentadas. É importante lembrarmos ainda que a obesidade muitas vezes mascara subjacentes deficiências de vitaminas e minerais.

A alimentação das pessoas se modifica conforme os mesmos se desenvolvem economicamente, se deslocando para cidades e comendo alimentos de alta densidade calórica, muitas vezes em restaurantes de estilo ocidental e de alimentos rápidos. Como resultado, as pessoas ganham peso, tornando-se mais suscetíveis às complicações das doenças crônicas, como o diabetes, doenças cardíacas e câncer, aumentando a pressão sobre os sistemas de saúdes já sobrecarregados.

Em 2005, cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram de diabetes, com quase oitenta por cento das mortes decorrentes em países de baixa e média renda, segundo a OMS.

Texto: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista
Agende sua consulta e tenha seu plano alimentar elaborado individualmente com alimentos funcionais e nutrientes específicos para promoção de sua saúde.

Alguns fatores que afetam no ganho de peso descontrolado

Por que ganho peso tão facilmente? O estilo alimentar, os hábitos alimentares, a convivência com outras pessoas que também possuem hábitos alimentares errados e a falta de atividade física sem dúvida são algum dos fatores que influenciam no ganho de peso. Talvez estes sejam os principais problemas nas sociedades atuais. O estilo de vida.

O consumo descontrolado de alimentos hipercalóricos muitas vezes passa despercebido pela vida de muitos. Percebemos cada vez mais o aumento de porções, aumento do saco de pipoca servido no cinema, aumento dos lanches fast-food, aumento das porções nos restaurantes, aumento do tamanho do copo de refrigerante servido em restaurantes e cinemas, assim por diante.

O que percebemos com tais mudanças é que as porções e as calorias que tais estabelecimentos oferecem pode na grande maioria das vezes exceder em muito nas necessidades calóricas de uma pessoa por um dia todo. Ou seja, se uma determinada pessoa necessita durante todo o dia de um total de 1800 calorias, esta simplesmente consegue nos dias atuais consumir todas estas calorias ou quase todas em um único lanche, nos dias de hoje. A porção dos alimentos e as calorias aumentaram significativamente, disparando assim o gatilho da obesidade.

Outro ponto chave que devemos falar é a densidade calórica de muitos alimentos consumidos hoje. Ou seja, o consumo de pequenas porções durante todo o dia, porém com uma alta densidade calórica, muitas vezes acompanhada de pobres nutrientes, resultando em um maior risco de alimentação.

A grande variedade de alimentos que temos disponíveis a qualquer momento e ainda por um preço muitas vezes acessível a todos sem dúvida é outro ponto chave para a obesidade, contribuindo em muito para a ingestão de calorias.

Texto: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista.

Cuidado com a mídia e com as informações que são exibidas


Gostaria de fazer uma crítica aos programas televisivos, que abordam a alimentação/nutrição como matéria. O mais assistido sem dúvida alguma vem a ser o “Globo Reporter”, na minha opinião um programa ótimo, porém que vem abordando a ciência da nutrição não com o seu devido respeito frente seus telespectadores. Sempre que o assunto abordado é a nutrição, já posso aguardar grandes questionamentos sobre os alimentos exibidos, e são muitas pessoas que fazem das matérias exibidas uma verdade absoluta. O que me fez escrever parte desta matéria foi a última matéria do Globo Reporter, onde exibiu-se uma senhora afirmando que o chá da casca de laranja seca seria ótima para tratar a febre.

É fundamental que não tenhamos uma reação exagerada a cada novo estudo publicado e muito menos quando algo é dito por pessoas sem qualquer respaldo na comunidade científica. Conheço muitas pessoas que não podem ver algo na televisão ou lerem uma revista para já irem seguindo tudo que é falado. Quase nunca se preocupando em consultarem um especialista para avaliarem qual o peso da informação.

É normal que muitos tenham uma visão idealista da ciência, como se cada descoberta fosse a expressão de uma verdade absoluta, na qual é necessário acreditar absolutamente, sem outras provas. Entretanto, é importante que se seja dito em cada matéria, que a ciência funciona exatamente ao contrário desse processo: como tijolos em uma parede, cada estudo, tomado isoladamente, tem pouco valor intrínseco.

É o conjunto das descobertas que dá coerência a um assunto dado. Por exemplo, promover hábitos saudáveis de vida para a prevenção de doenças não é um ato de fé ou uma opinião pessoal.

Trata-se antes de tudo um fato incontestável: milhares de estudos científicos realizados ao longo dos cinquenta últimos anos com moléculas isoladas, modelos animais e também com grandes amostras de população humana permitiram demonstrar que o tabagismo aumenta em mais de 30 vezes (3.000%) o risco de câncer do pulmão, que a obesidade predispõe a muitas doenças crônicas ou ainda que o consumo abundante de frutas e legumes reduz significativamente o risco de vários tipos de câncer.

Assim, existe realmente um consenso científico sobre o fato de que os hábitos de vida são responsáveis por uma grande proporção das doenças que afetam atualmente a população.

Ao contrário, encontramos muitas vezes informações que são, antes de tudo, baseadas em opiniões e não em fatos. Uma opinião é, por definição, algo subjetivo, uma interpretação dos fatos fundada sobre uma crença ou sobre uma visão pessoal, o que – deve-se dizer – não tem nada de científico. Por exemplo, afirmar que a poluição é uma das principais causas de câncer não é uma afirmação científica; é uma opinião pessoal: mesmo que a poluição tenha certamente impactos negativos importantes sobre o nosso ambiente e, por consequencia, sobre a nossa saúde, centanas de estudos mostram que ela é responsável por apenas 2% de todos os tipos de câncer.

“É preciso utilizarmos nosso senso crítico de informações obtidas proveniente de sites comercias que fazem promoção de produtos (suplementos alimentares, extratos naturais, etc.) supostamente aptos para prevenir ou até, em certos casos, para curar doenças tão graves quanto o câncer.

É fundamental que todos nós venhamos a privilegiar as informações confiáveis que vêm de profissionais da saúde reconhecidos, como pesquisadores, nutricionistas e médicos. Então, ao assistir o próximo programa televisivo, ou ao ler uma matéria do jornal ou revista, tenha grande senso crítico da matéria abordada, procure sempre um especialista antes de ir colocando em prática tudo que lemos ou vemos.

Vinícius Graton Costa – nutricionista.
Texto adaptado do livro: A Saúde pelo prazer de comer bem

Uma reflexão sobre nossas crianças


Você já se perguntou se os atuais pais de crianças em idade pré-escolar sabem dizer se suas crianças estão acima do peso ou já mesmo na obesidade? Um recente estudo sugere que não sabem.

O estudo mostrou que 71% dos pais participantes que estavam com sobrepeso acreditava que suas crianças também obesas estavam saudáveis ou mais leve que o peso saudável. Os pais subestimaram o peso de seus filhos antes mesmo de terem procurado a ajuda de um especialista. Na verdade, menos de 8% dos pais relataram terem ouvido de um especialista que a criança estava acima do peso ou que a mesma estava ganhando peso rápido demais.

Os especialistas têm de realmente abraçar a idéia de que falar com famílias sobre o peso de suas crianças é fundamental. Não se engane acreditando que crianças gordinhas são bonitinhas, lindinhas e saudáveis porque não são. O momento da infância é um momento crítico em que bons hábitos podem ser definidos, refletindo-se em muito no futuro dessa criança, proporcionando-a grande chance de ser um adulto saudável ao longo da vida.

O conceito de que crianças superam o seu peso em algum ponto ou outro de suas vidas pode ter sido verdade talvez a 10 ou 15 anos atrás. No entanto, cada vez mais estamos vendo que uma vez que uma criança entra no grupo de risco (acima do peso), ela realmente tenderá a ser um adulto obeso ao longo de sua vida. Isso porque tendências modernas dos dias atuais não estimulam mais a prática de exercícios e ainda temos uma abundância de alimentos hipercalóricos disponíveis facilmente para todos.

Texto: Vinícius Graton – nutricionista.
nutricaosadia@yahoo.com.br

Destruindo autoestima de mulheres com o estereótipo de beleza

Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. Sua aceitação é ampla e culturalmente difundida no ocidente, sendo um grande motivador de preconceito e discriminação.

Quando as mulheres se sentiam no trono do sistema masculino, o mundo da moda as aprisionou no mais grave e sutil estereótipo.

O estereótipo do belo, no mundo da moda, começou a ser formado pela exceção genética. Para maximizar as vendas e gerar uma atração fatal entre as mulheres, o mundo fashion começou a usar o corpo de jovens completamente fora do padrão comum como protótipo de beleza. Uma entre dez mil jovens de corpo magérrimo e fácies, quadris, nariz, busto e pescoço estritamente bem-torneados tornou-se ao longo dos anos o estereótipo do belo. Que conseqüências no inconsciente coletivo!

A exceção genética virou a regra. As crianças transportaram as bonecas Barbies com seu corpo impecável para o teatro da vida, e as adolescentes transformaram as modelos em um padrão de beleza inalcançável. Esse processo gerou, em centenas de milhões de mulheres, uma busca compulsiva do estereótipo, como se fosse uma droga. Elas, que sempre foram mais generosas e solidárias que os homens, se tornaram, sem perceber, carrascas de si mesmas. Até as chinesas e japonesas estão mutilando sua anatomia para se aproximar da beleza das modelos ocidentais.

Sabiam disso?

Tal modelo penetrara como uma bomba silenciosa no inconsciente coletivo, implodindo a auto-imagem, causando um terrorismo contra a autoestima, algo jamais visto na história. No passado, os estereótipos não tinham graves conseqüências coletivas porque ainda não éramos uma aldeia global. Quando as mulheres pensavam que estavam voando livremente, o sistema tosou-lhes as asas com a “síndrome da Barbie”.

Lúcia, uma jovem tímida, mas versátil, criativa, excelente aluna, está com 34 quilos, embora tenha 1,66 metro de altura. Seus ossos saltam sob a pele, formando uma imagem repulsiva, mas ela se recusa a comer com medo de engordar.

Márcia, uma jovem sorridente, extrovertida, uma menina encantadora, está com 35 quilos e tem 1,60 metro de altura. Sua face cadavérica leva seus pais e amigos ao ápice do desespero, mas ela do mesmo modo se recusa a se alimentar.

Bernadete está com 43 quilos e mede 1,70 metro de altura. Gostava de conversar com todo mundo, mas se isolou do namorado, dos amigos e do bate-papo na internet.

Rafaela pesa 48 quilos e mede 1,83 metro. Jogava vôlei, gostava de ir à praia e correr sobre a areia, mas agora está morrendo de inanição.

Durante essa leitura, quatro jovens desenvolveram anorexia nervosa.

Algumas superam seus transtornos, outras o perpetuam. E se vocês perguntarem a elas por que não comem, ouvirão: “Porque estamos obesas”. Bilhões de células suplicam que se alimentem, mas elas não têm compaixão do seu corpo, que não tem força para fazer exercícios físicos nem para andar. O desespero para alcançar o estereótipo do belo fê-las adoecer profundamente e estancou o que jamais conseguimos estancar naturalmente: o instinto da fome.

Se essas pessoas vivessem em tribos onde o estereótipo não tivesse um peso intenso, não adoeceriam. Mas vivem na sociedade moderna, que não apenas difunde a magreza insana, mas supervaloriza determinado tipo de olhos, pescoço, busto, quadris, o tamanho do nariz – enfim, um mundo que exclui e discrimina quem está fora do modelo. E o pior é que tudo isso é feito sutilmente.

Não nego que possa haver causas metabólicas para os transtornos alimentares, mas as causas sociais são inegáveis e indesculpáveis. Há cinqüenta milhões de pessoas com anorexia nervosa no mundo, um número que nos remete às proporções do número de mortos da Segunda Guerra Mundial.

O sistema social é astuto, grita quando precisa se calar e se cala quando precisa gritar. Nada contra as modelos e os inteligentes e criativos estilistas, mas o sistema se esqueceu de gritar que a beleza não pode ser padronizada.

Onde estão as gordinhas nos desfiles? Onde estão as jovens com quadris menos bem-torneados? Onde estão as mulheres de nariz saliente? Por que neste templo se escondem as jovens com culotes ou estrias? Não são elas seres humanos? Não são elas belas? Por que o mundo fashion, que surgiu para promover o bem-estar, está destruindo a autoestima das mulheres? Essa discriminação socialmente aceita não é um estupro da auto-estima? Não é tão violenta quanto a discriminação contra os negros?

Caros amigos leitores, retirei estas palavras acima de um magnífico livro chamado “O Vendedor de Sonhos” de Augusto Cury. Não se trata de um livro de distúrbios alimentares, muito menos de nutrição. Se trata de um livro magnífico que nos faz recapitularmos sobre nossas vidas. Adaptei também algumas frases acima, pois se trata se um diálogo que acontece no livro entre personagens. O livro retrata uma história fictícia, mas as frases acima não. Retratam a triste e verdadeira realidade em que vivemos.

Para conhecer este magnífico livro, clique aqui.

Texto: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista.