NÃO BEBA CAFÉ EM COPO DE PLÁSTICO

Pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revela que a quantidade de estireno presente nos copos descartáveis é “parcialmente” acima do recomendado pelo Ministério da Saúde.

Os copos plásticos possuem poliestireno (que é um derivado do petróleo) que submetido ao calor libera o estireno, um agente cancerígeno. O contato com o estireno ocorre no momento em que vc bebe o liquido quente, no caso, o café! Além do estireno, o plástico presente em utensílios de plástico e no revestimento interno de embalagens de comidas e bebidas libera, especialmente quando aquecido, uma substância chamada bisfenol A.
O bisfenol é uma toxina que migra para os alimentos e pode então ser ingerido, e que leva a uma série de alterações no metabolismo, como ganho de peso e gordura corporal, dores de cabeça freqüentes, hiperatividade ou agressividade, alteração do crescimento infantil, maturação sexual precoce, dificuldade em engravidar e infertilidade masculina.

Garanta o aquecimento uniforme de novas receitas de microondas!

É comum colocarmos no microondas alguns alimentos como sopas, molhos e caldos para aquecermos, o que nem sempre conseguimos com sucesso uma vez que o aquecimento em alguns casos não é uniforme. Foi pensando neste fato que a empresa Whateverworks criou o Microondas Mixer, garantindo o aquecimento uniforme dos alimentos. Na verdade se trata de uma espátula que pode ser fixa no microondas, que com o movimento circular do prato giratório, permite que ele mexa e aqueça uniformemente sopas, molhos, massas, caldos, etc.

Lembre-se! O Bisfenol, presente nos plásticos, é altamente cancerígeno, e quando submetido à altas temperaturas, libera-se nos alimentos.

Um preço alto que pagamos para que a sociedade moderna tenha mais conveniência e praticidade

Estamos falando do bisfenol-A, mais conhecido como BPA. O BPA é encontrado em grande variedade nos alimentos enlatados. Um estudo realizado pela Consumer Reports encontrou em quase todos os alimentos a presença do (BPA) Bisfenol-A. O BPA, um produto químico dentro de alguns plásticos pode lixiviar para a água ou o alimento lentamente ao longo do tempo, podendo causar graves problemas de saúde como o cancro.

Encontramos a presença de BPA em todas as comidas enlatadas e dentro da grande maioria dos plásticos destinados aos alimentos.

A exposição ao BPA em comidas enlatadas é muito mais ampla do que imaginamos, garrafas de plástico contendo refrigerantes e outros alimentos. O BPA é um composto de resina epóxi, utilizada para o revestimento com o objetivo de manter os alimentos frescos, impedindo de interagir com os metais, alterando o sabor. Ela tem sido associada em alguns estudos com ratos e camundongos com o câncer, obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

No entanto, grupos comerciais da indústria alimentícia defendem o BPA, apontam que estudos de agências governamentais de saúde consideram o BPA seguro e eficaz para o contato com os alimentos. Eles também afirmam que a sua utilização reduziu substancialmente as mortes por intoxicação alimentar.

Porém, em Janeiro, o Food and Drug Administration E.U. (FDA) pela primeira vez expressou alguma preocupações sobre o BPA. A partir de recentes estudos científicos independentes e também curvando-se na crescente preocupação da opinião pública e grupos de consumidores, a agência anunciou que iria tocar $30 milhões em fundos federais do estímulo para estudar os efeitos potenciais do produto químico no corpo humano.

Os resultados sobre os estudos estão sendo ansiosamente aguardados pela indústria e pelos consumidores. O relatório está sendo realizado em colaboração com o National Institutes of Health.

O que eu tenho recomendado em meu consultório até que mais estudos sejam publicados, é de evitarmos o armazenamento de alimentos em embalagens plásticas e alimentos enlatados, assim como o reaquecimento de alimentos nos mesmos.

O estudo realizado por Taylor, mostrou que a substância química é capaz de alterar o DNA, em um processo conhecido como mudança epigenética. Sabemos que cada fita de DNA possui um grupo de moléculas de carbono que se liga aos receptores, ajudando a transformarem genes ligados ou desligados. Na presença do BPA no entanto, muitas dessas moléculas de carbono pode ser removido do DNA, assim como o interruptor.

Pense então nos grupos de carbono como uma espécie de bloqueio, e os receptores de DNA como um portão. Quando o bloqueio é removido, a porta pode se abrir para qualquer um, aumentando o risco para a circulação de estrógeno mais tarde na vida, ingeragindo com o DNA e causando câncer.

Para estudar a forma como o BPA pode afetar crianças no útero, Taylor utilizou camundongos grávidas injetando altas doses do produto químico durante cinco dias em seu ciclo de gestação de 21 dias. Ele descobriu que os ratos expostos ao BPA não continham a “porta” em seu DNA e que seus receptores foram mais suscetíveis ao estrogênio para o resto de suas vidas. Sua pesquisa é limitada uma vez que ele não pode testar o BPA em humanos.

Dentro da comida enlatada, a fina camada de resina epóxi fica entre o alimento e o metal, prevenindo a ferrugem e auxiliando na conservação do alimento. Esta resina é pulverizada no interior da lata e seca quase que instantaneamente. Milhares de empresas, dentre elas a mais famosa Coca-Cola utiliza a substância em suas latas. Sem o BPA, o alimento perece muito mais rápido. Latas sem a química iriam explodir nas prateleiras das lojas quando o conteúdo reagisse com o metal.

O BPA foi sintetizado pela primeira vez em 1891, tornando-se um excelente produto e de ampla variedade de aplicações, que vão desde canoas de plástico até o uso no setor alimentício. A resina de epóxi age como parte da base de compostos de polímero, usado pela primeira vez em 1940 em alimentos enlatados.

Texto: Vinícius Graton – nutricionsita.
nutricaosadia@yahoo.com.br

O bisfenol A (BPA) – Suas aplicações quanto ao uso sobre os alimentos

O bisfenol A (BPA) é um produto químico industrial que tem estado presente em muitas garrafas de plástico rígido, tapaweres utilizadas para armazenarem os alimentos, metais e latas de bebidas desde 1960. Estudos realizados visando avaliar a toxicidade destes produtos, até agora, apoiaram a segurança dos baixos níveis de exposição humanaao BPA. No entanto, com base em resultados de estudos recentes utlizando novas abordagens para os testes realizados (Programa Nacional de Toxicologia do Instituto Nacional de Saúde e FDA) têm demonstrado preocupação com os efeitos potenciais do BPA no cérebro, no comportamento e no desenvolvimento de fetos, bebês e crianças jovens.
Em cooperação com o Programa Nacional de Toxicologia, FDA’s National Center for Toxicological Reserch estão sendo realizados em profundidade novos estudos visando responder a perguntas e esclarecer as principais dúvidas sobre os riscos do BPA.

A FDA está tomando medidas razoáveis para reduzir a exposição humana ao Bisfenol A sobre o fornecimento de alimentos. Para estas medidas estão desenvolvendo as seguintes atividades:

  • Ações de apoio da indústria para parar de produzir o BPA presente em frascos de bebê e copos infantis destinados a alimentação para o mercado nos Estados Unidos.
  • Facilitar o desenvolvimento de alternativas ao BPA para o revestimento em latas de fórmula infantil e apoiar os esforços para substituir ou minimiazar os níveis de BPA em outros alimentos.
  • A FDA estão apoiando mudanças na área visando regulamentar e supervisionar a ABP.
  • A FDA está buscando esclarecer ao público as novas pesquisas realizadas envolvendo a BPA.

Pesquisadores inventam plástico biodegradável a partir do lixo. Descoberta foi feita por cientistas de São Paulo.

Cientistas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) inventaram um plástico duplamente ecológico. Além de ser feito a partir do lixo de usinas de açúcar e de fábricas de suco, o material é biodegradável, e em poucos meses se desfaz na natureza.

A produção do bioplástico começa com a fome de bactérias que vivem no solo. Elas são colocadas em um tanque e superalimentadas. A comida em excesso é transformada em pequenos grãos que são acumulados como estoque de energia. Este material é justamente o bioplástico.

Quando estão bem gordinhas, as bactérias são dissolvidas. O que sobra é um pó, biodegradável, ideal para fazer utensílios e embalagens descartáveis. Ao contrário do plástico feito de petróleo, que fica no meio ambiente durante séculos, o bioplástico vira comida de bactéria de novo, em pouco tempo.

“Ele desaparece em cerca de 6 meses. Sem poluir”, explica Maria Filomena Rodrigues, pesquisadora de biotecnologia.

Plástico biodegradável já existe, feito de cana-de-açúcar ou de milho, por exemplo. Mas aqui, os cientistas deram um passo à frente. Em vez de usar matéria-prima nobre que pode virar alimento ou combustível, esse novo material dá um destino para resíduos que hoje vão para o lixo, como restos de fruta das fábricas de suco e bagaço de cana das usinas de álcool.

Os pesquisadores do IPT trabalham para encontrar uma fórmula para produzir esse tipo de plástico a partir de qualquer material orgânico. “Seria muito interessante porque você contribuiria pra reduzir o volume de resíduos no meio ambiente e, ao mesmo tempo, estaria obtendo um produto com alguma aplicação industrial”, afirma Maria Filomena Rodrigues.

Veja o vídeo.

Do G1, com informações do Jornal Nacional