BENEFÍCIOS DA LINHAÇA NA SAÚDE CARDÍACA

Se você é vegetariano ou não come peixe, a semente de linhaça pode ser sua melhor fonte de gorduras ômega-3. Elas são uma rica fonte de ácido alfa-linolênico (ALA), um ácido graxo ômega-3 principalmente à base de plantas ( 2 ).

ALA é um dos dois ácidos graxos essenciais que você deve obter através da alimentação que ingere, pois seu corpo não os produz.

Estudos em animais mostraram que o ALA nas sementes de linhaça impediu que o colesterol fosse depositado nos vasos sangüíneos do coração, reduzisse a inflamação nas artérias e reduzisse o crescimento do tumor ( 3 , 4 , 5 ).

Um estudo da Costa Rica envolvendo 3.638 pessoas descobriu que aqueles que comiam mais ALA tinham um risco menor de ataque cardíaco do que aqueles que consumiam menos ALA ( 6 ).

Além disso, uma grande revisão de 27 estudos envolvendo mais de 250.000 pessoas descobriu que o ALA estava associado a um risco 14% menor de doença cardíaca ( 7 ).

Numerosos estudos também ligaram o ALA a um menor risco de acidente vascular cerebral ( 89 , 10 ).

Além disso, uma revisão recente de dados observacionais concluiu que o ALA tinha benefícios para a saúde cardíaca comparáveis ​​ao ácido eicosapentaenóico (EPA) e ao ácido docosahexaenóico (DHA) , duas das gorduras ômega-3 mais conhecidas ( 11 ).

Em UBERLÂNDIA/MG agende sua consulta comigo ligando nos telefones (34) 3255-1237 / 3231-8655 – Me chamo Vinícius Graton, sou Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica.

PEIXES QUE TE AJUDAM A DAR UMA TURBINADA EM SUA SAÚDE E EM SEU METABOLISMO

O salmão, o arenque, a sardinha, a cavala e outros peixes oleosos contêm ácidos graxos ômega-3, que demonstraram reduzir a inflamação e diminuir o risco de doença cardíaca ( 1 , 2 , 3 ).

Além disso, os ácidos graxos ômega-3 podem ajudá-lo a perder gordura corporal. Em um estudo controlado de seis semanas em 44 adultos, aqueles que tomaram suplementos de óleo de peixe perderam uma média de 0,5 quilos de gordura e experimentaram uma queda no cortisol, um hormônio do estresse associado ao armazenamento de gordura ( 4 ).

Além disso, o peixe é uma excelente fonte de proteína de alta qualidade. A proteína que por sua vez favorece ao aumento de sentimentos de plenitude e aumenta significativamente a taxa metabólica, se comparado a digestão de gordura ou carboidratos ( 5 ).

Para aumentar a perda de gordura e proteger a saúde do coração, inclua um mínimo de 100 gramas de peixe gordo em sua dieta pelo menos duas vezes por semana.

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QUAIS SÃO OS ALIMENTOS RICOS EM FERRO?

O consumo de alimentos ricos em ferro, como as carnes vermelhas ou o pão de cevada, por exemplo, podem ajudar a curar a anemia quando ela é causada pela deficiência de ferro no sangue. Porém, os alimentos ricos em ferro são importantes em todas as fases da vida e devem ser consumidos com frequência, especialmente, em gestantes, bebês e idosos, pois estes grupos possuem uma necessidade maior de ferro no organismo.

Tabela de alimentos ricos em ferro
Segue uma tabela com os alimentos ricos em ferro separados por fonte animal e vegetal:

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Alimentos ricos em ferro para anemia
Os alimentos ricos em ferro para anemia incluem:

  • Alimentos ricos em ferro de origem animal, como as carnes vermelhas, o ovo ou a farinha de peixe, pois o ferro destes alimentos é absorvido com facilidade;
  • Alimentos ricos em ferro de origem vegetal como o feijão, as ervilhas ou a salsa. Estes alimentos devem ser consumidos sempre com uma fonte de vitamina C como laranja, morango ou pimentão, para melhorar a absorção de ferro. Por exemplo, comer arroz com feijão preto e laranja de sobremesa;

Além dos alimentos ricos em ferro para anemia, é também importante seguir outras dicas de alimentação como:

  • Evitar comer alimentos ricos em cálcio com as principais refeições, como iogurtes, pudim, leite ou queijo porque o cálcio é um inibidor natural da absorção do ferro;
  • Evitar comer alimentos integrais ao almoço e jantar, pois os fitatos presentes nos cereais e fibras dos alimentos integrais, diminuem a eficiência da absorção do ferro presente nos alimentos;
  • Evitar comer doces, vinho tinto, chocolate e algumas ervas para fazer chá, porque possuem polifenóis e fitatos, que são inibidores da absorção do ferro;
  • Cozinhar em uma panela de ferro é uma forma de aumentar a quantidade de ferro de alimentos pobres, como o arroz, por exemplo.

Misturar frutas e legumes nos sucos também pode ser uma excelente forma de enriquecer a dieta em ferro. Duas ótimas receitas ricas em ferro são o suco de abacaxi batido no liquidificador com salsinha fresca e o bife de fígado acebolado.

Necessidade diária de ferro
A necessidade diária de ferro, como se pode verificar na tabela, varia consoante a idade e gênero, pois as mulheres têm uma maior necessidade de ferro que os homens, especialmente durante a gravidez.

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As necessidades diárias de ferro aumentam na gravidez porque aumenta a quantidade de sangue no organismo e, por isso, é necessário ferro para produzir mais células do sangue, assim como o ferro é necessário para o desenvolvimento do bebê e da placenta. Atingir as necessidades de ferro na gestação é muito importante, mas pode ser necessário suplementação de ferro na gravidez, que deve ser sempre aconselhada pelo nutricionista.

Os efeitos do consumo de peixes e carnes na demência

Pesquisadores observaram que quanto maior o consumo de peixes, menor a incidência de demência em idosos da América Latina, China e Índia. O consumo de carne, porém, mostrou resultados opostos. Esta pesquisa, com duração de quatro anos, foi realizada com aproximadamente 15 mil idosos (≥ 65 anos), residentes nas áreas rurais e urbanas do Peru, México, China e Índia, e apenas nas áreas urbanas de Cuba, República Dominicana e Venezuela.

Os participantes responderam a uma entrevista em sua própria residência, sobre suas características sócio-demográficas, estado de saúde (com exame físico e neurológico para diagnóstico de demência, presença de doenças crônicas e hábito de fumar), hábitos alimentares (com perguntas padronizadas sobre o consumo semanal de peixes e carnes).

Após análise dos resultados, foi possível verificar que houve maior prevalência de indivíduos com hipertensão e doenças cardiovasculares nos centros mais desenvolvidos da América Latina, particularmente em Cuba. Contrariamente, o Peru apresentou os índices mais baixos de hipertensão. O país também continha menos fumantes, já em Cuba, na Índia e na China, o hábito de fumar era mais comum entre as pessoas mais velhas. Dentre toda a amostra, houve 1340 casos de demência. A prevalência da doença variou de 6,3% a 11,7%, sendo os maiores valores encontrados nos países da América Latina. O consumo diário de peixes foi maior entre os idosos da Venezuela (50,4%) e China (29,1%), e menores entre os participantes da Índia (7,6%) e República Dominicana (7,9%). Com relação ao consumo diário de carne, os menores valores foram da Venezuela (15,1%) e os maiores da República Dominicana (54,8%), China (54,4%), Peru (38,9%) e Cuba (36,8%).

Aqueles com maiores nível educacional e poder aquisitivo relataram consumir mais carne e peixe, em todos os países analisados. Não houve associação entre o consumo de peixe ou carne com história de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1 e 2, hábito de fumar ou depressão. Em todos os países, exceto Índia, houve uma associação inversa entre o consumo de peixes e a incidência de demência (mas não com o grau da doença). O consumo de outros alimentos componentes da dieta não interferiu nos resultados. “Este foi o primeiro estudo com resultados significativos sobre a menor prevalência de demência entre aqueles com maior consumo de peixes em uma amostra populacional de cinco países da América Latina, China e Índia”, dizem os autores, uma vez que as evidências sobre este efeito protetor dos peixes era limitado aos países desenvolvidos.

A associação direta entre o consumo de carne e presença de demência só foi presente entre a população idosa de Cuba e do Peru. Em Cuba ainda houve uma associação significativa entre a gravidade da doença e a quantidade de carne consumida entre as pessoas com demência. “Não tivemos informações sobre os tipos de peixe e carne consumidos, tamanho das porções e nem a respeito do método de preparo. Estes fatores poderiam ser bastante relevantes. Embora os resultados do estudo sejam válidos, não devem ser generalizados à população mundial, somente para aqueles grupos populacionais com hábitos dietéticos e de vida similares aos dos países estudados”, concluem os autores.

Fonte da matéria: NUTRITOTAL – www.nutritotal.com.br

Indústria alimentícia fere legislação e coloca saúde do consumidor em risco

Confiante na boa procedência dos produtos e correta postura dos empresários do setor, o cliente não sabe que por trás de determinados itens há diversas irregularidades e aproveitamento de brechas na lei. Ciente desta situação, a PRO TESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor percorreu as gôndolas de supermercados em busca de produtos inadequados.

Confira alguns dos achados:

Picolés
Publicada pela Anvisa em 2005, a RDC nº 266, que trata a regulamentação de picolés, é extremamente falha, apontam profissionais da PRO TESTE. São poucos os parâmetros e não há denominação de venda uniforme e clara. A Portaria nº 379 da Anvisa, de 1999, revogada por esta mais recente, era bem mais completa, informam.

Entre os principais problemas, a PRO TESTE destaca a não obrigatoriedade da informação sobre data de validade e lote juntos, nem mesmo da informação de um número de telefone (SAC).

A temperatura de conservação descrita é muito permissiva. Um risco, tendo em vista que a temperatura baixa é importante não só para manter as características sensoriais do sorvete, como para inibir microrganismos. Segundo a PRO TESTE, a temperatura ideal é de até –18°C.

A legislação atual também não cita as matérias-primas, enquanto que a anterior limitava a quantidade de sólidos totais. Também não há limite para a quantidade de açúcares adicionados, o que pode resultar em problemas para a saúde do consumidor.

Com relação aos microorganismos, a legislação exige a verificação de coliformes fecais, estafilococos e salmonelas, que não são bactérias psicotrófilas, e não especifica nada sobre mesófilos, bolores, leveduras ou listéria. Esta última, vale destacar, tem capacidade de se desenvolver em baixas temperaturas. Outro fator agravante é o fato do picolé não passar por outro processo que elimine possíveis microrganismos, como o cozimento, além da pasteurização.

Peixe Fresco
A portaria do Ministério da Agricultura que define padrões de qualidade e de identidade para os peixes frescos no Brasil é também falha e se omite em pontos importantes. Além de não apresentar os limites aceitáveis para trimetilamina – um exame essencial para avaliar o frescor do peixe -, não determina a temperatura ideal para armazená-los, que seria de 4ºC.

A legislação também não exige que as etiquetas que acompanham os peixes vendidos a granel tragam informações indispensáveis ao consumidor, tais como data de validade ou modo de conservação.

Para controle de microrganismos, é necessário recorrer à resolução da Anvisa que aborda os limites microbiológicos para todos os alimentos, inclusive o peixe fresco. Esta resolução, no entanto, esquece de delimitar os valores máximos para mesófilos, psicotrófilos, clostrídios, B. cereus, coliformes fecais, E coli ou listéria, colocando a saúde do consumidor em risco.

Por todas estes problemas, a PRO TESTE notificou o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, ligado ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento e à Anvisa, órgão responsável pela fiscalização dos peixes que chegam às mesas dos consumidores.

Azeite
Foram encontradas em duas marcas de azeite de oliva extravirgem fraude e má qualidade, com produtos fora das especificações e denominação contidas no rótulo. Outro problema foi que a legislação brasileira que aborda os parâmetros de qualidade de azeite de oliva deve atender aos requisitos do Codex Alimentarius, um regulamento internacional produzido por especialistas da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), que define padrões sobre alimentos para preservar a saúde da população.

O texto destas normas, embora bastante completo, não foi incluído na legislação brasileira. Ele apenas é indicado, e o texto só está disponíveis em inglês, francês ou espanhol, dando margem para interpretações duvidosas.

Guaraná
A análise dos refrigerantes de guaraná comercializados no país levou a PRO TESTE à conclusão de que as normas que regem a bebida deveriam ser muito mais completas. Na rotulagem, por exemplo, falta à obrigatoriedade de informações importantes para os consumidores, como data de fabricação, número de telefone (SAC), modo correto de armazenamento do produto e teor de cafeína.

Também não está estabelecido o limite para o açúcar. Com isso, a quantidade encontrada nos refrigerantes foi muito elevada, especialmente se considerarmos que a bebida não é a única fonte diária de açúcar de absorção rápida, cuja quantidade máxima a ser consumida é de 30 gramas para uma dieta de 2.000kcal diárias. Já no caso dos edulcorantes, a PRO TESTE considera a legislação muito permissiva para os limites de sacarina e ciclamato e acredita que os limites possam ser reduzidos pela metade.

Outro problema encontrado foi a presença de aditivos. Embora a norma da Anvisa apresente os limites para os aditivos permitidos nos refrigerantes de guaraná, entre os quais os conservantes ácido benzóico e ácido sórbico, o baixo pH dos guaranás dispensaria o uso destes aditivos.

Por fim, uma norma da Anvisa determina apenas que os coliformes fecais devem estar ausentes nos refrigerantes de guaraná, não estipulando limites para microrganismos que possam indicar falhas de fabricação ou conservação, como bolores, leveduras e mesófilos.

Sopas em Pacote
A ingestão elevada de glutamatos traz uma série de desconfortos que variam conforme a dose ingerida e a quantidade que se consome de uma só vez, pois é mais perigoso ingerir uma dose elevada uma única vez do que em várias refeições doses menores.

Congestão facial, sensação de queimação no rosto, dor de cabeça, náuseas, palpitações, suores frios, tonteira e sensação de fraqueza são alguns dos principais sintomas. Há suspeitas de que o consumo excessivo de glutamatos possam desencadear ou agravar doenças degenerativas do cérebro, como isquemia, Alzheimer e Parkinson.

Com todos esses problemas, a legislação brasileira permite o uso de glutamatos sem estipular um limite. Conclusão: o teste realizado pela PRO TESTE encontrou concentração muito alta nas sopas, que além do risco para a saúde, permitem mascarar o sabor dos alimentos, encobrindo uma eventual matéria-prima sem qualidade.

A Associação sugere que o estabelecimento de uma norma simples preservaria o consumidor e está exigindo junto à Anvisa providências sobre o tema.

Lasanha congelada
Como não existem normas próprias para massas alimentícias congeladas prontas para consumo, a PRO TESTE já solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária a criação desta legislação.

Referência(s)
Codex Alimentarius FAO/WHO Food Standards. Disponível em www.codexalimentarius.net/web/procedural_manual_es.jsp. Acessado em 23/09/2008.
PRO TESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Disponível em http://www.proteste.org.br/. Acessado em 24/09/2008.