PEIXES QUE TE AJUDAM A DAR UMA TURBINADA EM SUA SAÚDE E EM SEU METABOLISMO

O salmão, o arenque, a sardinha, a cavala e outros peixes oleosos contêm ácidos graxos ômega-3, que demonstraram reduzir a inflamação e diminuir o risco de doença cardíaca ( 1 , 2 , 3 ).

Além disso, os ácidos graxos ômega-3 podem ajudá-lo a perder gordura corporal. Em um estudo controlado de seis semanas em 44 adultos, aqueles que tomaram suplementos de óleo de peixe perderam uma média de 0,5 quilos de gordura e experimentaram uma queda no cortisol, um hormônio do estresse associado ao armazenamento de gordura ( 4 ).

Além disso, o peixe é uma excelente fonte de proteína de alta qualidade. A proteína que por sua vez favorece ao aumento de sentimentos de plenitude e aumenta significativamente a taxa metabólica, se comparado a digestão de gordura ou carboidratos ( 5 ).

Para aumentar a perda de gordura e proteger a saúde do coração, inclua um mínimo de 100 gramas de peixe gordo em sua dieta pelo menos duas vezes por semana.

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QUANTO CUSTA QUEIMAR AS CALORIAS DESTES ALIMENTOS?

Muitos acreditam que, depois de suar na malhação, ganham licença para se dar ao capricho de fazer um lanchinho. Mas, na prática, as contas não são tão fáceis: é muito fácil superestimar quantas calorias queimamos em uma sessão e subestimar as calorias que um lanche tem. O resultado é que muita gente (cerca de 68%, de acordo com um estudo coordenado por um pesquisador da Universidade Estadual do Arizona) que quer perder peso fazendo exercício, na realidade, acaba ganhando uns quilinhos a mais. Recorremos então à tabela da Escola de Medicina de Harvard, que mostra quantas calorias se queimam em cada tipo de atividade, desde sexo até ciclismo de longa distância.

Com essa informação, comparamos exatamente quanto custa queimar seus lanchinhos preferidos. Mas atenção: os dados exatos variam de pessoa para pessoa. Os dados abaixo se referem a uma pessoa de 70 quilos. Comparado ao ato de dormir, em que também se queimam calorias, até atividades simples como sentar-se em frente ao computador, mascar chiclete ou ler um livro são equivalente a comer alguns modestos snacks. Você pode se surpreender ao saber que poucas calorias se queimam durante atividades aparentemente energéticas como sexo, ou quantos quilômetros têm que correr para queimar um hambúrguer com batata frita.

O exercício oferece muitos benefícios além da perda de peso, obviamente. Mas, se você quer manter a forma, é bom conhecer os fatos antes de ir à academia ou atacar a despensa.

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Como melhorar e acelerar o metabolismo naturalmente?

Podemos resumir o grau de seu metabolismo a partir do número de calorias que ele gasta durante o dia. O corpo humano necessita de “queimar” as calorias para manter-se vivo, para realizarmos tarefas básicas do dia-a-dia e para as atividades físicas fundamentais para a promoção da saúde. Pessoas com um menor percentual de gordura corporal têm um metabolismo mais elevado do que outros que são menos musculosos, isso porque o músculo utiliza mais caloria para manter-se ativo, se compararmos à gordura.

A avaliação nutricional torna-se fundamental ao nutricionista, uma vez que este através do exame de bioimpedância consegue saber exatamente a quantidade de massa muscular e de gordura que seu corpo possui. É importante lembrarmos que algumas pessoas possuem uma taxa metabólica reduzida (devido à baixa concentração de massa muscular), tendo assim maior dificuldade em permanecer-se magra. Um metabolismo lento na verdade faz com que armazenemos gordura, uma vez que venhamos a consumir uma quantidade de alimentos acima da necessária para suprir nossas necessidades metabólicas.

O primeiro passo para quem busca emagrecer é procurar um nutricionista. Este poderá além de elaborar seu plano alimentar, esclarecer todas as suas dúvidas. Fracionar as refeições definidas pelo nutricionista de acordo com seus hábitos de vida é fundamental para iniciarmos essa nova etapa. Deixar o sedentarismo de lado e buscar uma atividade física que nos agrade, desenvolvendo assim mais massa muscular e realizando a manutenção daquela que já possuíamos. O consumo de alimentos ricos em açúcar em jejum se torna totalmente prejudicial para o metabolismo, assim como o consumo de álcool exageradamente mesmo que esporadicamente. A hidratação correta e o consumo de alimentos com valores nutricionais de alta biodisponibilidade de todos os nutrientes são fundamentais para o metabolismo.

Não seja enganada – Suplementos que prometem milagres agridem sua saúde!

Se atente aos produtos disponíveis no mercado que prometem acelerar o metabolismo “sem esforço”. Eles não proporcionaram nenhuma melhora na qualidade de vida a longo prazo, podendo trazer sim grandes complicações para sua saúde em um futuro bem próximo. Os suplementos devem ser orientados e prescritos somente por médicos especializados e jamais por educadores físicos (bastante comum em academias). O nutricionista e o médico são os únicos profissionais capacitados à orientarem e prescreverem quais os suplementos melhor atenderão às suas necessidades individuais.

Deixo maiores esclarecimentos aos que buscam pelo atendimento do nutricionista.

Texto: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista.
Em Uberlândia/MG – Agende sua consulta: (34) 3255.1237 – 3231.8655 – 3237.4430

Metabolismo Lipídico Durante o Exercício

As principais fontes de energia durante o exercício são os carboidratos e as gorduras, estas possuem capacidade de armazenar energia duas vezes mais que os carboidratos e as proteínas (9kcal/g em relação a 4kcal/g cada).

Em exercícios de média intensidade e longa duração, as gorduras podem fornecer 50% ou mais das necessidades energéticas.

A molécula de gordura possui os mesmos elementos estruturais da molécula de carboidratos: carbono, hidrogênio e oxigênio. Porém, a relação entre hidrogênio e oxigênio é bem maior. As gorduras podem ser classificadas em três grupos: simples, compostas e derivadas.

O fígado é o principal órgão metabolizante das gorduras, consequentemente, grande parte deste macronutriente é transportado (através dos quilomícrons) e armazenado nesse órgão. A recomendação de gordura na dieta, inclusive para atletas que praticam exercícios de média intensidade e longa duração, é de 20 a 25% do valor calórico total diário. Não é porque esta vai ser utilizada em maior escala, que precisa ser consumida em maior quantidade. O processo da utilização da gordura como energia é realizado da seguinte forma:

O primeiro passo é sua hidrólise (quebra) em ácidos graxos e glicerol. Esses subprodutos são transportados para os tecidos ativos. O glicerol sofre transformações e é imediatamente aproveitado como fonte energética. Já os ácidos graxos sofrem primeiro degradação dentro das células, na estrutura geradora de energia: a mitocôndria. Em um processo denominado beta-oxidação, as moléculas de ácidos graxos são transformadas em Acetil-CoA, em geral de 6 a 10 moléculas, que em seguida são transformadas em energia no ciclo de Krebs.

A ocorrência da fadiga em exercícios prolongados (mais de 60-90 minutos de duração) associa-se à depleção das reservas de carboidrato, na forma de glicogênio, no músculo e no fígado. Deve-se, portanto, preservar (poupar) carboidrato durante o exercício, e esta economia é feita através da utilização das gorduras, pois quanto maior for (ou quanto mais tempo durar) o estoque de carboidrato, maior será o período que o indíviduo permanecerá na atividade física.

Fonte: RGNutri

Calorias: o que significam?


Os alimentos tem sido qualificados pela quantidade de calorias que possuem. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer “não como abacate porque é muito calórico”, “vou beber coca-cola zero porque não engorda” ou “troque uma banana por um brigadeiro porque a quantidade de calorias é a mesma”? Esqueça tais dizeres porque a partir de agora você terá acesso a um conhecimento que superará esse tipo de pensamento!

Primeiramente, saiba que as calorias dos alimentos provém dos macronutrientes, sendo que cada grama de carboidrato fornece 4 kcal, de proteína, 4 kcal e de gordura, 9 kcal. Na soma de tais macronutrientes em um dia, tem-se o valor energético total consumido. Assim, as calorias significam o conteúdo energético da dieta e são fundamentais para que o indivíduo desempenhe desde tarefas básicas como dormir, até as mais exigentes como um exercício aeróbio. No entanto, pessoas com sobrepeso ou obesidade devem restringi-las para que não venham a ganhar mais peso ou para emagrecer.

Para entender melhor o assunto é fundamental saber que não comemos apenas calorias e sim, alimentos que possuem nutrientes que agem conjuntamente para a melhora ou piora da saúde. O excesso de gorduras saturadas e trans, por exemplo, pode contribuir para o aumento de doenças cardíacas, do colesterol e da obesidade. Já o aumento de carboidratos provenientes de alimentos refinados como arroz branco, doces e outras guloseimas pode favorecer a diabetes tipo II, o aumento de gordura abdominal e o aumento do estresse oxidativo no corpo.

Em contrapartida, um alimento calórico como o abacate, por exemplo, contém grande quantidade de gorduras benéficas ao corpo que agem reduzindo o colesterol. Já a banana, fornece uma quantidade muito maior de vitaminas, minerais e fibras do que um brigadeiro, somando-se o fato do seu carboidrato ser de “melhor” qualidade.

E também, os alimentos mais naturais já possuem nutrientes que por si só auxiliam na sua metabolização e que cumprem funções benéficas no organismo. Veja um exemplo prático: para acompanhar uma refeição, você escolheria 1 copo de coca-cola zero (0 kcal) ou 1 copo de suco de abacaxi (100 kcal)? O refrigerante citado, apesar de não possuir calorias, pode contribuir para a azia e má digestão devido a sua acidez, tendo quantidades altas de aspartame, ciclamato de sódio e aditivos químicos que podem intoxicar o organismo, além do seu alto teor de sódio, que pode contribuir para a hipertensão. Já o suco de abacaxi, além de possuir vitaminas, minerais e enzimas digestivas que contribuirão para a metabolismo dos nutrientes da refeição e para a excreção de toxinas presentes no corpo, possui fibras que auxiliam no bom funcionamento intestinal. Fica fácil escolher, não é mesmo?

Além disso, a grande oferta de alimentos diet e light pode oferecer perigo aos mais desavisados. Quanto “mais” diet ou light, maior será a quantidade de componentes químicos adicionados ao produto para que se chegue em aspectos sensoriais semelhantes ao do alimento original. Consequentemente, maior será a quantidade de adoçantes (edulcorantes), aditivos químicos e outras substâncias que não cumprem o papel daquelas presentes nos alimentos mais naturais, como as frutas, hortaliças, cereais integrais e leguminosas.

É claro que para indivíduos com sobrepeso e obesidade há a indicação de dietas hipocalóricas, mas as calorias não devem, então, serem tratadas como motivo principal da escolha alimentar, pois a qualidade dos alimentos deve entrar como prioridade na alimentação. Deve-se considerar os nutrientes que cada alimento possui, para que se faça uma dieta equilibrada e para favorecer a saúde.

Texto: Isis Moreira – Colunista do NutriçãoSadia.

Estudo aponta 95 regiões no DNA ligadas ao metabolismo de gorduras


Identificação pode trazer avanços no trato de doenças cardiovasculares.
Regiões do genoma humano estão relacionadas a colesterol e triglicérides

Um estudo realizado por cientistas do Centro Helmholtz em Munique e coordenado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, identificou 95 loci de genes no genoma humano, cada um deles associado com pelo menos um dos fatores fundamentais ao metabolismo de lipoproteínas: colesterol e triglicérides.

Locus (plural, no latim, loci) são regiões em cada cromossomo nas quais um gene pode ou não estar, exercendo ou deixar de cumprir determinada influência em fenótipos. São posições fixas em um cromossomo.

Divulgado na versão online da revista científica Nature, o estudo foi iniciado para responder a duas questões: existem genes nos loci identificados com o metabolismo de lipídios; se existem, poderiam ter alguma relevância no desenvolvimento de terapias.

Christian Gieger, do Instituto de Epidemiologia do Centro Helmholtz, acredita que a resposta às perguntas é positiva. “Nossa análise permitiu apontar variantes genéticas ligadas não só com altos níves de lipídios, mas também com doenças arteriais coronarianas”, afirma o médico.

Do total de loci, 59 foram associadas a uma das quatro feições dos lipidios – colesterol total, LDL (conhecido como “colesterol ruim”), HDL (o “colesterol bom”) e triglicérides – pela primeira vez. “Identificar as novas variantes é provavelmente a parte mais interessante do nosso estudo”, afirma Tanya Teslovich, pós-doutora e pesquisadora na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan.

Tanya cruzou os resultados de 46 estudos diferentes, que representam informações coletadas junto a mais de 100 mil pessoas, por meio de um processo conhecido como meta-análise.
“É comum o argumento que meta-análises com mais de 100 mil testes têm relevância pequena na biologia de doenças complexas”, explica o professor Heinz-Erich Wichmann, diretor do Instituto de Epidemiologia do Centro Helmholtz. “Nosso estudo refuta essa crença, os novos loci descobertos possuem clara relevância clínica e biológica.”

Segundo os pesquisadores, a maior parte das variantes genéticas encontradas são associadas com o colesterol ruim (LDL) e também com doenças cardiovasculares. “Nós queremos que o LDL esteja em nível saudável em nosso corpo, mas agora ele pode também prover a pista para compreender patologias e evitá-las com desenvolvimento de terapias.”

Fonte da matéria: G1

TIREÓIDE X PESO

Apesar do pequeno tamanho, a tireóide é um órgão muito importante no controle do organismo e funcionamento de todas as células do corpo. Esta pequena glândula realiza suas funções fabricando os hormônios conhecidos como tiroxina (T4) e triiodotironina (T3) e secretando-os na corrente sangüínea. Entre as suas funções específicas, a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), exercem profunda influência no metabolismo ósseo e na manutenção da concentração de cálcio e fósforo do organismo.
A quantidade de hormônios tireoideanos que devem ser produzidos pela tireóide é controlada por uma outra glândula que se encontra no cérebro, chamada pituitária ou glândula hipófise que, por sua vez, é controlada pelo hipotálamo.

Hipotiroidismo

À medida que a concentração dos hormônios tireoideanos é reduzida no sangue o organismo funciona mais lentamente. Esta condição é caracterizada pelo hipotireoidismo. Como os hormônios da tireóide afetam praticamente todas as células do corpo, a diminuição na sua fabricação pode provocar uma grande variedade de queixas, tais como: cansaço, depressão, pele ressecada e amarelada, cabelos ásperos, unhas quebradiças, constipação intestinal, anemia, fadiga, perda do apetite, aumento de peso, períodos de menstruação irregular ou ausente, sonolência extrema, lentidão muscular, frequência cardíaca diminuída, lentidão mental, diminuição do crescimento do cabelo, alterações de voz e inchaços por todo corpo (mixidemas), hiperlipidemia, anemia e cãibras. Além disso, a deficiência de hormônio tireóideo diminui a excreção de colesterol pelo fígado, e com isso aumenta os níveis de colesterol sanguíneo.

Parece haver um consenso de que o hipotiroidismo seja mais freqüente no idoso, embora estudos de prevalência nesta faixa etária mostrem índices que variam de 0,4% a 3,8% nos homens e 0,7% a 11,6% nas mulheres. Alguns estudos encontraram níveis elevados de TSH em idosos, o que pode refletir uma prevalência maior de hipotiroidismo, e não uma alteração decorrente do processo de envelhecimento.

As causas do hipotiroidismo podem ser relacionadas à predisposição de origem genética, à ação de anticorpos contra o próprio organismo ou baixa ingestão de iodo (mineral essencial para produção de T3 e T4), entre outros fatores. O conteúdo de iodo na água, nos vegetais e demais elementos de origem animal, depende da quantidade do mesmo no solo e nas rochas da região de origem e, consequentemente, varia de área para área, dentro de um mesmo país. Assim, a deficiência nutricional de iodo é a causa mais freqüente de bócio no mundo, sendo um problema de Saúde Pública em 130 países, afetando 1,5 bilhão de pessoas ou 13% da população mundial.

No tratamento nutricional desta doença busca-se reduzir ou manter o peso (que é um dos sintomas mais comuns desta doença), regular o funcionamento intestinal, evitar o aumento do colesterol LDL sanguíneo e reduzir o inchaço. Além disso, recomenda-se consumir com moderação verduras crucíferas (tais como nabo, repolho, espinafre, couve, pêra e pêssego), pois estes parecem suprimir ainda mais o funcionamento da glândula.

Hipertiroidismo

Quando ocorre um aumento na concentração dos hormônios tireoideanos no sangue, o organismo trabalha de forma mais acelerado. Esta condição é caracterizada pelo hipertireoidismo. Os sinais e sintomas mais freqüentes desta condição são: nervosismo, aumento da sudorese, intolerância ao calor, palpitações, cansaço, perda de peso, diarréia, tremores, exoftalmia (olhos saltados), fraqueza muscular, insônia, entre outros. Esse processo resulta em um estado metabólico hiperativo no qual as funções do corpo, principalmente a digestão aumentam. Como consequência, ocorre má absorção de determinados nutrientes.

Esta é uma doença bastante grave que afeta substancialmente a qualidade de vida, principalmente quando ocorre em indivíduos de baixo nível socioeconômico e cultural. Incide, aproximadamente, 2% das mulheres e 0,25% dos homens. Os estudos populacionais em diferentes regiões mostram ocorrências que variam de 0,2% a 3% na população idosa. Um estudo intra-hospitalar encontrou incidência sete vezes maior de hipertiroidismo após 60 anos de idade.

Para o hipertiroidismo recomenda-se:

– ingerir maiores quantidades de brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, couve, folhas de mostarda, pêssego, pêra, soja, espinafre, nabo, pois estes ajudam a suprimir a produção de hormônios da tireóide;

– evitar o consumo de alimentos estimulantes (chás, cafés, nicotina e refrigerantes), pois estes podem aumentar os sintomas desta doença, tais como palpitações e tremores;

– diminuir o consumo de fibras para evitar a diarréia, como também aumentar o consumo de água para repor as perdas sofridas por este sintoma;

– aumentar o consumo de alimentos na dieta, para suprimir as perdas sofridas devido a esta doença, o que, se não for adequadamente tratado, pode ocasionar uma perda de peso constante e progressiva.

O hipertireoidismo, por ser considerado fator de risco de osteoporose para a mulher, tem despertado grande interesse no estudo do efeito de T3 e T4 sobre o metabolismo ósseo, mas pesquisas indicam que o hipotireoidismo também deve ser incriminado como fator de risco para a osteoporose. As pessoas que têm familiares com problemas na tireóide devem ficar atentas, pois são mais propensas a desenvolver estes distúrbios.

Desta forma, a qualquer sinal de alteração da tireóide procure um médico que lhe auxiliará na escolha do melhor tratamento para mudar este quadro.

Fonte:

– Guia da Saúde Familiar – revista ISTOÉ – Volume 15 – 02/2002

– James F. Balch, M. D. & Phyllis A. Balch, C. N. C. Um guia de saúde abrangente e atualizado – Receitas para a cura através de nutrientes – Um manual prático de A a Z para tratamentos naturais usando vitaminas, ervas e suplementos alimentares. Editora Campus. Rio de Janeiro, 1995.

– GOSWAMI, U.C.; CHOUDHURY, S.: The status of retinoids in women suffering from hyper and hypotiroidism: interrelationship between vitamin A, beta caroteno and thyroid hormones. Internat. J. Vit. Nutr. Res. 69 (2), 1999

– GUYTON; HALL. Tratado de Fisiologia Médica. 9ª ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 1998

– WILLIANS; BANDEIRA. Endocrinologia – diagnóstico e tratamento

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http://members.tripod.com/medworks/Bioquimica
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http://www.lincx.com.br/lincx/orientacao/mulher
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http://www.monitordodiabetes.com.br
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http://www.endocrinologia.com.br/html/tiraduvidas
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– WHO World Health Organization. General Information Buletin;1999.

Esta matéria foi redirecionada da RGNutri.
www.rgnutri.com.br

Com medo das calorias?

Veja como seu metabolismo trabalha com relação à absorção de energia dos alimentos e a importância das calorias para seu corpo.

Por Fausto Fagioli Fonseca

Elas são uma das maiores vilãs do mundo moderno. Não há quem, pelo menos um dia, não tenha se preocupado com elas e seus números assustadores. Elas parecem se multiplicar em cada alimento, e dificultam a vida de quem quer manter uma forma ideal.

Deixando o exagero de lado, as calorias, acredite, não são tão “más” quanto parecem. Pelo contrário, são importantes para nosso metabolismo trabalhar de forma adequada. “As calorias é que fazem o nosso organismo funcionar, são a nossa gasolina. Se o nosso coração bate, ou trocamos a nossa pele, ou reconstruímos as nossas fibras musculares, isso se deve a energia das calorias”, explica Luís Ricardo de Souza Alves, nutricionista esportivo .

Para entender melhor tecnicamente, caloria é a quantidade de calor necessária para elevar um grama de água de 14,5°C para 15,5°C. Cada unidade de caloria equivale a 4.1868 joules, unidade comum usada na física. Mas o que isso tem a ver com os alimentos? Como já disse o nutricionista Luís Alves, são as calorias do alimento que fazem nosso corpo funcionar.

“As calorias são encontradas na forma de energia nos alimentos e são utilizadas pelo organismo para realizar todas as suas funções, como por exemplo: digestão, respiração e atividade física”, completa a nutricionista Thaís Souza, da rede Mundo Verde.

A dúvida que não quer calar

Mas então o que será que faz o corpo ganhar peso? Será que existem calorias boas e calorias ruins? Thaís explica: “Não existem calorias boas ou ruins, a caloria é a energia que fornecemos ao organismo, a partir da ingestão dos alimentos. Os alimentos que ingerimos é que podem ser considerados `bons´ ou `ruins´. Por exemplo, consumir 50 calorias a partir de uma fruta é diferente de ingerir 50 calorias a partir de um doce. As calorias fornecidas serão as mesmas, porém, os nutrientes presentes nos alimentos consumidos serão diferentes”, afirma.

“As calorias não fazem mal. O excesso de calorias que ingerimos é transformada em gordura, ou então não deixam a gordura que já está acumulada no nosso corpo ser usada. E essa gordura em excesso pode nos fazer mal”, completa Alves.

Alimentos gordurosos, como frituras, doces e lanches “pesados” são ricos em calorias, e trarão uma grande quantidade de energia para o corpo, o que tornará mais difícil para o metabolismo dar conta de eliminá-las, mesmo utilizando boa parte delas. É aí que entra a corrida. A prática de uma atividade física pode ajudar a eliminar esse indesejado excesso, responsável pelo aumento de peso.

“No geral, esses exercícios elevam a frequência cardíaca em mais de 110 batimentos por minuto e isso vai fazer com que o organismo produza adrenalina e noradrenalina, que fazem o corpo utilizar a gordura. Além disso, a corrida gasta energia, e o corpo vai retirar essa energia das gorduras e carboidratos”, diz o nutricionista.

Luís acrescenta ainda que a quantidade de calorias necessárias no organismo varia de pessoa para pessoa, e que o aumento de peso acontece quando a energia gasta durante o dia é menor do que a ingerida. “Claro que no final do dia o ideal é ficar com um índice negativo em calorias, ou seja, gastar mais energia do que ingerir. Se for ingerida mais energia do que gasta não tem exercício aeróbio que faça perder peso”.

Qual a importância do fósforo?

Depois do cálcio, o fósforo é o mineral mais encontrado no organismo. Sua maior parte é concentrada em ossos e dentes, mas também está presente no sangue e vários órgãos. Este mineral tem como principais funções atuar em conjunto com o cálcio na formação dos ossos e dentes, manter a integridade do esqueleto e ajudar a formar o esmalte dos dentes e os fortalecer. Porém ele é essencial a todas as células, pois as protege fortalecendo suas membranas (ARAÚJO et al, 2001).

O fósforo tem interação com outros diversos nutrientes auxiliando-os a desempenharem suas funções, como por exemplo, ativar as vitaminas do complexo B, permitindo que elas exerçam seus efeitos benéficos. Também forma compostos com outras substâncias, como as gorduras. Eles se ligam formando os fosfolipídios que têm funções estruturais e metabólicas em todo o organismo (OLIVEIRA, 2007).

Além disso, sem este mineral, o corpo humano não conseguiria converter nutrientes como proteínas, carboidratos e gorduras em energia, pois ele é necessário para formar uma molécula chamada trifosfato de adenosina (ATP) que atua como fornecedora de energia vital para todas as células do organismo (ARAÚJO et al, 2001).

Este mineral possui outros benefícios. Ele atua em processos orgânicos como contração muscular, transmissão de impulsos nervosos do cérebro para o corpo e secreção de hormônios. Sendo assim, o fósforo melhoraria o desempenho físico e combateria a fadiga. Além disso, o fósforo é essencial para manter o PH do sangue e para produzir DNA e RNA, elementos do genoma (ARAÚJO et al, 2001).

Os minerais, assim como as vitaminas, são elementos essenciais à manutenção dos processos metabólicos fazendo parte de algumas enzimas e de hormônios que regulam a atividade fisiológica (VIEBIG e NACIF, 2007).

Metabolismo

O transporte do fósforo acontece por meio das microvilosidades intestinais. A absorção deste mineral é proporcional à sua ingestão, quando esta é feita dentro dos valores recomendados. Dentro dessas condições, parte do fósforo ingerido é filtrado, e cerca de 90% deste fósforo filtrado é reabsorvido. A ingestão de fósforo influencia sua reabsorção e excreção. A reabsorção torna-se aumentada quando a dieta é restrita e diminuída quando o conteúdo dietético de fósforo está aumentado. “À medida que os níveis séricos de fósforo plasmático aumentam, ocorre uma elevação nos mecanismos de filtração e a reabsorção do fósforo, sendo o mecanismo reabsortivo rapidamente saturado e a excreção aumentada em proporção à carga filtrada” (OLIVEIRA, 2007).

Recomendação

Segundo Dietary Reference Intakes (DRI), (1997), a recomendação de fósforo para indivíduo adulto sadio é de 700mg por dia.

Deficiência

A deficiência de fósforo é rara, pois ele está presente em muitos alimentos. Alimentos fontes de proteínas como carnes, tanto as vermelhas quanto as brancas, e laticínios, contém muito fósforo. Ele também é encontrado em alimentos integrais, como pães, massas e cereais. Mesmo com a grande oferta de fósforo nos alimentos, caso a deficiência ocorra, ela pode causar ossos e dentes frágeis, fraqueza, perda de apetite, dores e rigidez nas articulações, maior suscetibilidade a infecções (ARAÚJO et al, 2001) e principalmente causar alteração no metabolismo energético (OLIVEIRA, 2007).

Segue abaixo a quantidade de fósforo em 100g de alguns alimentos:

Alimento (100g)

Fósforo (mg)

Queijo parmesão

745

Manjuba

735

Sardinha

629

Cereais (mistura de trigo, cevada e aveia)

515

Pescada branca

504

Requeijão cremoso

448

Fígado bovino

420

Amendoim

407

Filé mignon

308

Farinha láctea (cereais)

296

Contra filé

287

Atum fresco

254

Aveia

153

Lentilha

104

Feijão carioca

87

Fonte: TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Nota: Durante a atividade física, a transferência de energia no organismo é realizada por meio de ligações químicas que buscam a produção do ATP. O fósforo está presente em outro sistema importante para o praticante de atividade física, o ATP-CP (composto creatina fosfato). Esse composto é uma molécula que estoca fosfato em alta energia e é ativada quanto os estoques de ATP chegam ao fim (VIEBIG e NACIF, 2007).

Referências

ARAÚJO, C. et al [tradução]. Fósforo. In: O poder de cura de vitaminas, minerais e outros suplementos. 1. ed. Reader´s Digest . Rio de Janeiro, 2001. Parte 2, p. 292-293.

DIETARY REFERENCE INTAKES. Nutr Rev 1997.

OLIVEIRA, T.C. Fósforo: função, metabolismo e recomendações. Rev Dig Nutr. Ipatinga, 2007. Nutrir Gerais. v. 1, n. 1. Disponível em Acesso em 05 mai 2009.

TACO – Tabela brasileira de composição de alimentos. Versão 2 – 2. ed. Campinas, 2006.

VIEBIG, R.F.; NACIF, M. A. L. Nutrição aplicada à atividade física e ao esporte. In: SILVA, S. M. C. S.; MURA, J.D.P. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. 1. ed. Roca. São Paulo, 2007. cap. 16, p. 226.


Tratamento da fenilcetonúria?

A fenilcetonúria (PKU) é o mais comum erro congênito no metabolismo dos aminoácidos, e afeta grande número de recém-nascidos. A doença é causada pelo defeito nos genes que codificam uma das duas enzimas: fenilalanina hidroxilase ou a diidrobiopterina redutase. Este defeito genético reduz ou anula a capacidade do organismo de converter a fenilalanina (Phe), aminoácido essencial, em tirosina. É a diferença no grau de metabolização da fenilalanina que origina diversas classificações para a doença.

O diagnóstico para a PKU clássica, a mais encontrada dentre os diferentes tipos de PKU, é caracterizada quando a concentração de Phe na circulação sangüínea é maior que 1.200 mmol/l, em conjunto com concentração de tirosina menor que 118 mmol/l. Pode ser detectada dentre 48 horas do nascimento por meio de uma triagem de testes, conhecidos como “teste do pezinho”.

O acúmulo anormal de fenilalanina no sangue é responsável por graves conseqüências ao sistema nervoso central, como falhas ao andar ou falar, hiperatividade, tremor, microcefalia, falhas no crescimento e retardo mental. Por isso, a intenção do tratamento é reduzir os níveis plasmáticos de Phe para uma concentração semelhante à de crianças sadias (60-180 mmol/l ou 1 a 3 mg/100 ml) a fim de fornecer ao organismo quantidades essenciais para a síntese de proteínas, regeneração e crescimento normal da criança. Este tratamento pode ser controlado com uma dieta pobre em proteína animal. Assim, atingem-se a necessidades protéicas diárias — que, por falta de estudos específicos, considera-se que sejam as mesmas recomendações para indivíduos sadios — por meio de uma mistura de aminoácidos sintéticos, isenta de fenilalanina, ou por hidrolisados protéicos com reduzido teor deste aminoácido. Uma lista de alimentos com a quantidade de Phe pode ser encontrada na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos para Fenilcetonúricos da Universidade de São Paulo.

O Instituto Nacional de Saúde norte-americano recomenda que o acompanhamento dietético deva ser prolongado até a adolescência, por volta dos 12 anos de idade. Depois dessa faixa etária, sugerem-se níveis de Phe entre 2-10 mg/100 ml.

Bibliografia (s)

Universidade de São Paulo. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos para Fenilcetonúricos. Disponível em: http://www.fcf.usp.br/fenilcetonuricos/. Acessado em 19/04/2006.

Marco D, Waitzberg DL. Erros Congênitos do Metabolismo – Fenilcetonúria. In: Waitzberg DL. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. 3 ed. São Paulo; Atheneu, 2000. p. 449-64.

National Institutes of Health. NIH Consensus Panel Recommends Comprehensive Approach to Life Long Care for PKU. Disponível em: http://www.nih.gov/news/pr/oct2000/omar-18.htm. Acessado em 19/04/2006.

Mira NVM, Marquez UML. Importância do diagnóstico e tratamento da fenilcetonúria. Rev Saúde Pública. 2000;34(1):86-96. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102000000100016&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 19/04/2006.

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da criança e do adolescente). Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, e dá outras providências. Disponível em: http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=5873&word=. Acessado em 19/04/2006.

Matéria redirecionada do site NUTRITOTAL

Informes Técnicos – ANVISA
Informe Técnico nº 14, de 8 de abril de 2005

Procedimentos para enquadramento dos alimentos para dietas com restrição de fenilalanina e alimentos com baixo teor de fenilalanina

1. A fenilalanina é um dos oito aminoácidos essenciais encontrados nos alimentos de base protéica. A fenilcetonúria é causada por uma condição genética na qual o aminoácido fenilalanina não é metabolizado adequadamente, levando ao acúmulo de fenilalanina e fenilpiruvato no sangue, na urina e nos tecidos. Afeta principalmente o cérebro causando deficiência mental. O tratamento consiste basicamente no controle dietético com a ingestão de alimentos com baixo teor de fenilalanina desde os primeiros meses de vida.

2. A elaboração de alimentos para fins especiais é regulamentada pela Anvisa desde 1998, por meio da Portaria SVS/MS nº 29 de 13 de janeiro de 1998. Entre esta categoria de alimentos, classifica-se o alimento elaborado para dietas com restrição de proteína, definido como “alimentos especialmente elaborados para atender às necessidades de portadores de erro inatos do metabolismo, intolerâncias, síndromes de má absorção e outros distúrbios relacionados à ingestão de aminoácidos e ou proteínas. Estes produtos devem ser totalmente isentos do componente associado ao distúrbio.”

3. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Fenilcetonúria – Fórmula de Aminoácidos Isenta de Fenilalanina, Portaria SAS/MS nº 847/02 (site externo).htm estabelece no item.7.1 que “ os produtos utilizados no tratamento da fenilcetonúria são complementos alimentares – fórmulas isentas de aminoácidos isentas de fenilalanina. A característica básica dos produtos é a muito baixa concentração de fenilalanina não superior a 0,1 g ou 100 mg de fenilalanina por 100 g do produto.”

4. Considerando o exposto, informamos que os produtos destinados aos portadores de fenilcetonúria devem atender os seguintes requisitos:

i. os produtos que possuem o limite máximo de 0,1 g (ou 100 mg) de fenilalanina por 100 g do produto, são considerados como “ Baixo Teor de Fenilalanina”, devendo constar da designação a expressão: “Baixo Teor de Fenilalanina”.

ii. os produtos para dietas com restrição de fenilalanina devem ser totalmente isentos deste aminoácido, além de atender os requisitos da Portaria SVS/MS nº 29/98. Deve constar da designação do produto a expressão: ““Para dieta com restrição de fenilalanina”.

5. O teor de fenilalanina do produto deve ser declarado na tabela de informação nutricional, logo abaixo da proteína.

6. Os produtos devem atender as exigências de rotulagem geral, nutricional e as estabelecidas na Portaria SVS/MS 29/98.

7. Os produtos têm registro obrigatório de acordo com o Anexo II da Resolução ANVISA nº 23/2000.

METABOLISMO ENERGÉTICO X PACIENTES GRAVEMENTE ENFERMOS

Como ocorre o gasto energético e oxidação de substratos em pacientes gravemente enfermos?

Influence of total parenteral nutrition on fuel utilization in injury and sepsis. Askanazi, J.; Carpentier, Y.A.; Elwyn, D.H.; Nordenström, J.; Jeevanandam, M.; Rosenbaum, S.H.; Gump, F.E.; J.M.; Kinney. Ann Surg 1980; 191(1): 40-46.

Nutrição parenteral total hipertônica à base de glicose e aminoácidos administrada em 18 pacientes com depleção nutricional resultou em uma elevação no quociente respiratório (QR) de 0,83 para 1,05 (p 1,0. Administração de uma carga similar de glicose para 14 pacientes hipermetabólicos (com injúria ou sépticos) resultou em uma elevação no QR de 0,76 para 0,90, enquanto o VO2 aumentou 29% (p Similar metabolic responses to standardized total parenteral nutrition of septic and nonseptic critically ill patients. Zauner, C.; Schuster, B.I.; Schneeweiss, B. Am J Clin Nutr 2001; 74:265-270.

O suporte nutricional é um importante elo entre a resposta à injúria e a recuperação nos pacientes críticos. O estudo tem como meta avaliar o metabolismo energético e de substratos em pacientes críticos sépticos e não-sépticos em estado de repouso e durante administração de nutrição parenteral padronizada.O estudo foi prospectivo, clínico, de coorte, envolvendo 25 pacientes críticos admitidos consecutivamente, com sepse (n = 14) ou sem sepse (n = 11), submetidos a nutrição parenteral total. O gasto energético de repouso (GER) foi medido nos dias 0, 2 e 7 por meio de calorimetria indireta. Os balanços de energia e de substratos foram calculados nos dias 2 e 7. Os resultados demonstraram que o GER não era significantemente diferente entre pacientes sépticos e não-sépticos no dia 0 (2,65 ± 0,49 e 2,36 ± 0,56 KJ.min-1.m-2, respectivamente). Os balanços de energia eram positivos para ambos os grupos nos dias 2 (0,68 ± 0,4 e 0,74 ± 0,6 KJ.min-1.m-2, respectivamente; p > 0,05) e 7 (0,65 ± 0,3 e 0,78 ± 0,5 KJ.min-1.m-2, respectivamente; p > 0,05), Os balanços dos substratos não foram significantemente diferentes entre os grupos nos dias 0, 2 e 7. O GER no dia 0 foi negativamente correlacionado com a gravidade da doença somente nos pacientes sépticos (r = – 0,58, p Immediate metabolic effects of different nutritional regimens in critically ill medical patients. Müller, T.F.; Müller, A.; Bachem, M.G.; Lange, H. Intensive Care Med 1995; 21:561-566.

Efeitos metabólicos dos diferentes regimes calóricos foram investigados em 20 pacientes não-cirúrgicos com insuficiência dos múltiplos órgãos (IMO) em ventilação mecânica numa unidade de terapia intensiva (média do escore do APACHE II = 26).Sete regimes de nutrição parenteral total foram administrados, em diferentes quantidades (14, 28 e 56 Kcal/kg/dia, isto é: fórmulas hipo, iso e hipercalórica, respectivamente) as calorias foram distribuídas na forma de carboidrato (HC), aminoácidos (AA), triglicérides de cadeia longa e triglicérides de cadeia média (TCL/TCM). Cada regime foi administrado durante 12 horas. O metabolismo foi monitorado por meio da medida do gasto energético (GE), da temperatura corporal (TC), da quebra protéica (QP) e dos níveis sangüíneos de glicose e lactato. As medidas foram iniciadas dentro de duas horas após o início da IMO. Is resultados estavam elevados nos seguintes valores médios: GE (31Kcal/kg/dia), TC (38º C,), QP (1,5g/kg/dia), lactato (2,0 mmol/l) e glicose (222 mg/dl). O GE, a TC e os níveis de lactato e de glicose foram significantemente mais baixos na vigência da nutrição hipocalórica do que durante a nutrição iso e hipercalórica (p COMENTÁRIO

O gasto energético e o valor calórico da dieta

A terapia nutricional tem sido crescentemente considerada como parte fundamental no tratamento do paciente crítico. Sabe-se que seu sucesso dependerá da adequação entre o valor calórico administrado e o seu gasto energético.

Muitos métodos são disponíveis para a determinação do gasto energético. A calorimetria indireta destaca-se, visto que permite avaliar o gasto energético e a oxidação de substratos, por meio das trocas dos gases (VO2 e VCO2) nos pulmões. Trata-se de um método seguro, prático, não-invasivo, podendo ser utilizado à beira do leito em paciente ventilando normalmente ou submetido a ventilação mecânica. Desta forma, tem possibilitado um maior conhecimento do complexo metabolismo energético do paciente crítico.

Estudos sobre a fonte de oxidação

Como observado, anteriormente, no clássico estudo de Askanazi et. al., de 1980, pode-se verificar uma diferença na resposta metabólica entre os pacientes críticos e os pacientes com depleção nutricional; estes, quando submetidos a uma hiperalimentação (superior às suas necessidades) demonstraram um comportamento metabólico dentro do normal, que se caracterizou pelo reduzido (adaptativo) gasto energético e por uma preferência para a glicose como fonte oxidativa com simultânea presença de lipogênese (QR > 1,0). O mesmo não ocorreu com relação aos pacientes críticos hipermetabólicos, nos quais a gordura continuou como uma importante fonte de oxidação, mesmo na presença de nutrição hipercalórica a base de glicose.

No recente estudo de Zauner et. al., verificou-se, em dois grupos de pacientes críticos, que independentemente da presença ou não de sepse, a resposta metabólica foi semelhante à verificada no estudo de Askanazi. Chama também a atenção o trabalho de Muller et al., envolvendo três tipos de prescrições de nutrição parenteral em pacientes críticos com insuficiência de múltiplos órgãos (IMO), em que tanto a nutrição hipercalórica, quanto a isocalórica não amenizaram a perda muscular e ainda promoveram uma elevação no gasto energético esta uma condição inadequada, visto que pode aumentar o trabalho ventilatório, muitas vezes indesejado, principalmente em certos pacientes submetidos a ventilação mecânica. Os resultados obtidos neste estudo levaram os autores a concluir que, na fase inicial da IMO, uma terapia hipocalórica seria recomendada.

Anomalia do metabolismo energético na doença grave

Estes e outros estudos têm demonstrado que a doença crítica está associada a uma anomalia importante no metabolismo energético: a resposta metabólica ao estresse é caracterizada por alterações tanto no gasto energético quanto na utilização do substrato. Sabe-se que muitas das alterações observadas são mediadas por uma série de fatores, freqüentemente presentes, tais como febre, resistência à insulina, elevada produção de catecolaminas, cortisol, glucagon, mediadores da resposta inflamatória (interleucinas, fator de necrose tumoral TNF); além dos possíveis efeitos das drogas utilizadas durante o tratamento.

Deve-se considerar a heterogeneidade desta população de pacientes, com relação ao diagnóstico, ao tratamento e a evolução clínica. Todos estes aspectos, de alguma forma, podem desencadear uma variação no gasto energético e na oxidação de nutrientes, entre os diferentes dias de internação. Fica demonstrada a importância e a necessidade de uma constante e apropriada monitorização, para que seja possível adequar a terapia nutricional e, assim, prevenir os efeitos deletérios da hipo ou da hipernutrição e, desta forma, diminuir os custos com o tratamento e com a estadia hospitalar.

Por: Sandra Regina Justino da Silva Doutoranda em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina – UNIFESP/EPM

Fonte: NUTRITOTAL – www.nutritotal.com.br

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Nutrição Parenteral – Nutrição Clínica – Prescribing Adult Parenteral Nutrition – Terapia Nutricional Parenteral – Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica

Ferro X Mulheres Atletas

O ferro é um mineral fundamental para que as células mantenham seu bom funcionamento. Ele é essencial ao transporte de oxigênio, síntese de DNA e metabolismo energético, porém sua deficiência é a que mais prevalece no mundo.

Como componente da hemoglobina nas hemáceas, o ferro permite o transporte do oxigênio para o músculo durante o exercício, por isso, a deficiência deste mineral pode limitar a capacidade de trabalho aeróbio, diminuir a eficiência energética e aumentar a fadiga.

Muitos fatores contribuem para o desequilibrio negativo de ferro em mulheres atletas. Pesquisas indicam que exercícios de endurance induz a uma perda de aproximadamente 2,3mg de ferro/dia pela urina, trato gastrointestinal, e suor.

Um estudo realizado com 56 mulheres comparou o consumo de ferro entre atletas e sedentárias. As mulheres atletas tiveram uma ingestão de ferro total superior as sedentárias, mas, o consumo de alimentos fontes de ferro heme foi semelhante entre os dois grupos. Porém, as atletas apresentaram valores menores nos parâmetros de ferritina e receptor de transferrrina quando comparadas as sedentárias, indicando assim um estado férrico pobre.

Vale ressaltar que um único parâmetro não é completamente efetivo para avaliar o estado de ferro no organismo, entretanto, estudos indicam que o receptor de transferrina sérica e o índice de receptor de transferrina podem ser marcadores valiosos para avaliar tal deficiência.

Fontes:
Malczewska, J et al. The assessment of frequency of iron deficiency in athletes from the transferrin receptor–ferritin index. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 11(1): 42–52, 2001.
Woolf K et al. Iron status in highly active and sedentary young women. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 19: 519-35, 2009.

Nutrição em Pauta – www.nutricaoempauta.com.br

Vamos fazer uma detoxificação?

Detoxificar significa retirar as substâncias potencialmente tóxicas de dentro do organismo. Essas substâncias, chamadas de xenobióticos, podem ser geradas pelo próprio corpo, como resultado das reações de metabolismo, ou ainda provenientes de agentes externos, como agrotóxicos e aditivos químicos.

O acúmulo de xenobióticos no organismo pode levar a danos importantes em nível celular devido ao aumento na produção de radicais livres e substâncias carcinogênicas, comprometendo a saúde e a qualidade de vida.
O processo de detoxificação ou destoxificação ocorre em órgãos como o fígado e intestino, através da ingestão de alimentos ricos em vitaminas e minerais. Na ausência destes nutrientes, a detoxificação fica comprometida, e substâncias tóxicas ficarão acumuladas no organismo, inclusive no tecido adiposo (onde há armazenamento de gordura).

A nutrição é fundamental neste processo. Em dietas desequilibradas, pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados, agrotóxicos e aditivos alimentares tendem a reduzir a capacidade detoxificante do organismo. Como medida de prevenção das conseqüências do acúmulo de xenobióticos, é fundamental que seja feita uma dieta de detoxificação periodicamente, além da inclusão de alimentos detoxificantes na alimentação diária.

Os alimentos que possuem maior potencial de detoxificação são aqueles ricos em vitaminas, minerais e fibras, preferencialmente orgânicos, ou seja, aqueles sem aditivos químicos e agrotóxicos. Frutas, verduras, ervas aromáticas e água são os alimentos com maior potencial de detoxificação, e tem sua ação potencializada quando orgânicos.  Ainda podemos incluir no grupo dos alimentos com capacidade de detoxificação o azeite extra virgem, raízes (inhame, cará, mandioca), arroz integral, castanhas (ex: castanha do pará e nozes) e leguminosas (feijão, fava, grão de bico, soja).

Em alguns casos, para que a dieta de detoxificação obtenha os efeitos desejados, suplementos de vitaminas e minerais, ou o uso de produtos como algas e extratos de plantas naturais (ex: aloe vera) podem ser necessários, mas sempre sob recomendação de um profissional qualificado.

Autora: Nutricionista Vivian Zoller




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