Fast Food Orgânico? Sim, conheça a Burgerville.

Burgerville, é o nome da rede. Foi fundada em 1961 na cidade de Vancouver por George Propstra, filho de um imigrante Alemão; sempre teve como sua maior preocupação oferecer em seu restaurante alimentos preparados com ingredientes frescos, fornecidos exclusivamente por fornecedores regionais. Hoje, com seus 48 anos de existência, possuiu uma rede com 39 lojas, quase todas no estado do Oregon, mantendo o mesmo posicionamento desde sua crianção: Alimentos frescos, fornecedores locais, negócio sustentável.

A Burgerville nunca deixou de fazer hambúrgueres e alimentos calóricos; mas, sempre fez com um cuidado a mais. Por quê?

1. Os ingredientes utilizados são mais frescos que os dos concorrentes; só trabalham com fornecedores que estejam inseridos dentro de um raio de até 288 quilômetros. Ou seja, são todos de fazendeiros da região, conhecidos, respeitados e amigos.
2. Só utilizam em seus alimentos, ingredientes que sejam obrigatoriamente orgânicos, sem gorduras trans e carnes sem hormônios ou antibióticos.
3. E finalmente; entendem o seu papel no Mundo e na sociedade. Têm um quadro de 1.600 colaboradores que são todas da região, muitas vezes da mesma família. Como só compram de fornecedores locais, fomentam a economia da região. Só utilizam energia limpa e eólica, ou seja, através do vento e garantem a reciclagem de todos os ingredientes utilizados na produção dos seus alimentos.
Ainda limitados no estado do Oregon, conseguem espantar de lá o McDonald’s que não consegue se estabelecer na região.

Fonte: Marketing na Cozinha.

De demônio a anjo em 48 horas


Vendo-o brincando feliz com seus irmãos é difícil acreditar que Billy Bethel de 9 anos seja o mesmo menino que somente 20 meses atrás estava atemorizando a família. Ele maltratava seus irmãos mais velhos, George, 13, e Roxy, 11, conta sua mãe Jenny de 39 anos. Se eles estivessem assistindo TV, ele de repente começava a puxar-lhes os cabelos, mordendo-os e batendo neles. Sem motivo e com maldade.


Roxy é bastante artístico, mas se Billy achasse qualquer um de seus desenhos, ele os rabiscava e amassava todos. A mãe também era alvo de sua raiva, normalmente Jenny conseguia dominá-lo, mas à medida que ele foi crescendo isso ficava cada vez mais difícil. Quando os “chiliques” começavam, seus olhos ficavam fixos e se transformava num pequeno demônio.

As coisas não eram melhores na escola, todo dia Jenny, que por acaso trabalhava na escola de Billy, morria de medo de saber a última coisa horrível que ele tinha aprontado. Seus chiliques significavam que nenhuma criança estava segura ao lado dele. A situação chegou a tal ponto que ficava com vergonha de pegá-lo na porta da escola junto com os outros pais no final do dia. Ela preferia encontrá-lo dentro da escola para não ter o que enfrentar os olhares acusadores dos outros pais. Acabou que Jenny tirou Billy da escola.

Ele estava constantemente sendo ameaçado de ser expulso. A última gota foi quando disseram que ele não podia brincar com as outras crianças e deveria ficar dentro da sala de aula durante os intervalos. Com a família em crise, Jenny decidiu tomar as rédeas em suas próprias mãos. Billy já tinha uma terapia de comportamento, sem sucesso. Um dia após ter sido atacada por Billy, ela foi ao computador e escreveu “problemas de comportamento” em um site de busca. Assim, Jenny descobriu uma organização chamada “Grupo de suporte a crianças hiperativas” (Hyperative Children’s Support Group) (HACSG).

Todos os membros da família sofrem de alergias. Ela já teve eczema e seu marido é alérgico a ovos e camarão e os filhos não toleram laticínios. Assim, quando leu sobre a relação que certas crianças tem a flavorizantes e conservantes, Jenny e seu marido foram a um seminário pela HACSG. Aprenderam sobre os perigos escondidos atrás dos aditivos de alimentos, flavorizantes, estabilizantes e conservantes.

Ela e a família fizeram uma dieta livre de tais substâncias. Após 48 horas as diferenças começavam a aparecer. O comportamento de Billy mudou radical e instantaneamente. Jenny não se lembrava quando foi a última vez que Billy teve um chilique. Tais produtos podem levar à hiperatividade. Foi realizado um teste em 2001 com crianças de três anos que apresentavam comportamento antissocial após tomarem sucos de frutas com aditivos.

A cada ano se receita Ritalina para 250 mil crianças portadoras da síndrome de atenção (ADHD), além de outras drogas similares. O especialista Nick Giovanelli acredita que 2/3 destas crianças poderiam melhorar o comportamento simplesmente com mudança de dieta. Crianças com essa síndrome podem tem problemas subjacentes causando todo tipo de problema. Sempre se deveria consultar um nutrólogo primeiro – drogas só como último recurso.

Você sabia que 70% de portadores da síndrome de ADHD apresentam deficiência de zinco e ácidos graxos essenciais – Omega 3 e 6?

Cuidado com esses aditivos

E 123 (amaranto) – corante vermelho ligado à hiperatividade, asma, eczema e rinite – achado em mistura para bolos, cristais de gelatina e recheios com sabores de frutas.
E 226 (sulfito de cálcio) – conservante que pode causar problemas bronquiais e choques anafiláticos. Achados em alimentos prontos como hambúrgueres e biscoitos.
E160 (anato) – corante que pode causar irritação e purido. Achado em manteiga, queijos, cereais e fast-food.
E221 (sulfito de sódio) – conservante ligado à hiperatividade presente em refrigerantes, gelatinas e bolos.
E621 (MSG) (glutamato monossódico) – flavorizante, intensificados de sabor, que leva à hiperatividade no peito, dores de cabeça e náuseas. Presente em batatas com sabores, comida chinesa e caldo de carnes, sopa de pacote, salgadinhos de pacote, biscoito, etc.

Alimentos do mal:
Carnes e peixe:
– Fiambrada, carne enlatada;
– Carnes e peixe defumados.
Laticínios:
– Milkshakes coloridos e flavorizados;
– Iogurtes coloridos e flavorizados;
– Margarinas com cores e sabores artificiais (todas).
Pães e farinha:
– Bolos e biscoitos industrializados e de padaria;
– Cereais com adição de cores e sabores (em geral com altos índices de açúcar e sal);
– Sopas de pacote, molhos, bolos, e sobremesas;
– Remédios e vitaminas com corantes artificiais;
– Vegetais e frutas enlatadas com adição de cor;
– Pasta de dente colorida;
– Café e chás instantâneos;
– Chocolate;
– Bebidas adoçadas;
– Refrigerantes e sucos com cores e adoçantes do bem.

Alimentos do bem:
Carnes e peixes:
– Carne e peixe fresco;
– Peixe branco congelado;
– Peixe enlatado no óleo ou salmoura.
Laticínios:
– Leite e ovos frescos;
– Iogurte natural;
– Manteiga pura;
– Queijos brancos sem flavorizantes.
Pães e farinha:
– Pão e farinha integral;
– Massa de farinha integral;
– A maioria dos cereais sem corantes e flavorizantes, como cornflakes, miscelânea e branflakes.
Miscelânea:
– Mel;
– Alguns doces de loja sem aditivos e corantes;
– Limonada natural sem gás.

Tradução por Dra. Elisa Cattapan
Fonte: Revista inglesa Real Life.

Alguns fatores que afetam no ganho de peso descontrolado

Por que ganho peso tão facilmente? O estilo alimentar, os hábitos alimentares, a convivência com outras pessoas que também possuem hábitos alimentares errados e a falta de atividade física sem dúvida são algum dos fatores que influenciam no ganho de peso. Talvez estes sejam os principais problemas nas sociedades atuais. O estilo de vida.

O consumo descontrolado de alimentos hipercalóricos muitas vezes passa despercebido pela vida de muitos. Percebemos cada vez mais o aumento de porções, aumento do saco de pipoca servido no cinema, aumento dos lanches fast-food, aumento das porções nos restaurantes, aumento do tamanho do copo de refrigerante servido em restaurantes e cinemas, assim por diante.

O que percebemos com tais mudanças é que as porções e as calorias que tais estabelecimentos oferecem pode na grande maioria das vezes exceder em muito nas necessidades calóricas de uma pessoa por um dia todo. Ou seja, se uma determinada pessoa necessita durante todo o dia de um total de 1800 calorias, esta simplesmente consegue nos dias atuais consumir todas estas calorias ou quase todas em um único lanche, nos dias de hoje. A porção dos alimentos e as calorias aumentaram significativamente, disparando assim o gatilho da obesidade.

Outro ponto chave que devemos falar é a densidade calórica de muitos alimentos consumidos hoje. Ou seja, o consumo de pequenas porções durante todo o dia, porém com uma alta densidade calórica, muitas vezes acompanhada de pobres nutrientes, resultando em um maior risco de alimentação.

A grande variedade de alimentos que temos disponíveis a qualquer momento e ainda por um preço muitas vezes acessível a todos sem dúvida é outro ponto chave para a obesidade, contribuindo em muito para a ingestão de calorias.

Texto: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista.

Procon recebe denúncia contra McDonalds e Habibs

A cena se repete. Músicas alegres, cenários coloridos e muitos brinquedos. Nas publicidades do McDonalds e do Habibs para promover seus respectivos combos infantis, as estrelas são os brindes. Em 30 segundos de comercial, os filmes mal focam nos alimentos contemplados na promoção – o apelo é quase que totalmente direcionado para convencer crianças a colecionar os “agarradinhos” do McDonalds e os “bichinhos” da rede Habibs.

Em janeiro, ambas as redes foram notificadas pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, que considera as peças abusivas por serem dirigidas ao público infantil. As duas empresas responderam em fevereiro, mas não deixaram de veicular a campanha nas emissoras de TV. Por isso, em abril o caso foi denunciado ao Procon de São Paulo.

Segundo comunicado oficial do McDonalds, a publicidade estimula o consumo de alimentos saudáveis, pois mostra combos compostos por produtos como sucos, cenouras em formato aperitivo e nuggets de frango no lugar do tradicional trio refrigerante, batata frita e hambúrguer. O mesmo argumentou o Habibs, que ainda afirmou que todos os produtos são assados, evitando o consumo de frituras.

“O problema é que a publicidade continua se dirigindo à criança, que não tem discernimento para determinar o que consumir e de que forma consumir. Também observamos que o foco das publicidades não era o produto em si, mas o que os pequenos poderiam ganhar se comprassem aquele produto. A abusividade está, sobretudo, na forma como essas companhias tentam atrair o público infantil, contribuindo para a formação de hábitos muito pouco saudáveis, sempre baseados na cultura do excesso”, explica Isabella Henriques, advogada e coordenadora geral do Criança e Consumo.

Fidelização

No caso do McDonalds, o Projeto Criança e Consumo também questionou a campanha da promoção “Traga um amigo!”, que dizia: “É assim: Na compra do seu McLanche Feliz, o do seu amigo sai pela metade do preço. Afinal, amigos foram feitos para ficar juntos!” O comercial foi veiculado durante o Festival Internacional de Cinema Infantil em São Paulo e em emissoras de TV até dezembro de 2009.

A representação encaminhada ao Procon ainda adverte para o uso dos sites institucionais das empresas como forma de publicidade. Na ocasião do lançamento do filme Avatar, concorrente ao Oscar de 2010, por exemplo, todos os brindes do combo McLanche Feliz eram personagens do filme.

“A estratégia de marketing dessas empresas é sempre vincular produtos da indústria cultural com grande penetração nesse público como forma de chamar a atenção das crianças. Elas acabam pedindo para consumir nessas redes para ter os brindes dos filmes, desenhos e personagens com os quais se identificam”, diz Isabella.

Regulamentação

Pesquisas indicam que, antes dos oito anos, a maioria das crianças não consegue entender a diferença entre publicidade e programação de TV. Até aproximadamente os 12 anos, elas também não compreendem inteiramente o poder de persuasão da comunicação mercadológica. Ainda assim, mais de 50% das campanhas do setor alimentício veiculadas na TV são voltadas para esse público.

No ano passado, 22 empresas da indústria brasileira de alimentos assumiram um compromisso público para restringir as estratégias de marketing infantil. O Habibs não é signatário desse documento. Já o McDonalds está entre os signatários, além de ter divulgado mundialmente um código de ética com relação à publicidade em 2007.

A coordenadora geral do Criança e Consumo reforça que a iniciativa das empresas assumirem compromissos públicos é louvável e muito importante, mas que é necessário verificar se essas ações representam a mudança necessária – a de não dirigir comunicação mercadológica para o público menor de 12 anos de idade. Segundo a legislação em vigor no Brasil, com base em artigos da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a publicidade direcionada a crianças é abusiva, portanto ilegal.

fonte: Instituto Alana
Texto: ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição

Vídeo gravado por consumidor comparando deterioração de lanches

Tudo bem que o vídeo não foi realizado em nenhum laboratório e sim por um consumidor comum, que resolveu armazenar diversos lanches, dentre eles, o mais famoso lanche da rede de fast-food Big-Mac e suas batatas fritas. O que o vídeo mostra é uma deterioração em tempo da ação de fungos em quase todos os lanches.

Lembrando: O vídeo não foi realizado por nenhum profissional capacitado e muito menos em um ambiente ideal para a análise.

http://www.youtube.com/v/j-ljW5YEdao&hl=pt_BR&fs=1&

Junk food pode viciar tanto quanto cocaína

Cientistas americanos chegaram a uma conclusão que serve de alerta para quem abusa das comidas gordurosas e altamente calóricas, conhecidas como junk food. Estudos com ratos mostraram que esse tipo de alimentação em excesso pode viciar tanto quanto a cocaína. É o que mostra a reportagem do correspondente Flávio Fachel. Não há chuva que diminua a fila nas carrocinhas de comida que se multiplicam por Nova York. O cheiro da fumacinha da chapa se espalha pelo quarteirão e atrai a multidão. “Não dá para resistir, o cheiro é bom”, diz um homem.

Algum ingrediente exclusivo? O dono da barraca diz: “É o nosso segredo, meu amigo. Não vamos contar”. Pode até ser. Mas a Ciência acha que está perto de desvendar esse mistério. O açúcar e a gordura despertam no cérebro uma espécie de satisfação imediata. Prazer mesmo. Isso, a ciência já sabia. O que os pesquisadores descobriram agora é que esse tipo de comida, cheia de calorias tem muito mais poder do que se imaginava. Cientistas da Flórida deram a cobaias a dieta típica de lanchonetes americanas: bacon, salsicha, torta, cobertura de bolo e chocolate.

Quando os ratos comiam esses alimentos, o cérebro era inundado por dopamina, um neurotransmissor que ativa entre outras áreas aquela que é responsável pelo prazer. No experimento, os cientistas descobriram que, com o tempo, essas áreas se deterioravam e os ratos procuravam mais comida calórica para recuperar a sensação de prazer perdida.

Em outras palavras, ficaram viciados. Segundo os pesquisadores, ainda não dá para dizer que o mesmo pode acontecer com humanos. Mas o resultado do experimento pode ajudar na produção de remédios contra a obesidade. O que os cientistas descobriram em ratos, uma mãe já suspeitava. É difícil convencer o menino a comer outra coisa. Ela diz: “Cachorro quente tem poder, sim”.

Obesidade

Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.

“No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida.”

A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente. O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar. Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão. O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer – como o provocado por comida, sexo ou drogas. Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é “inundado” com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.

A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal “Nature Neuroscience”.

Next time you eye that hot dog or bag of chips, check yourself. It could just be a slippery slope. A new study published in Nature Neuroscience Sunday by scientists at the Scripps Research Institute found that junk food has the same kind of addiction as other bad stuff such as cigarettes, cocaine and yes, even opium — well, at least in rats. One hot dog could lead to the next one and the binging in turn contributes to obesity.

The findings were based on a 40-day study on three groups of rat models. One ate a normal rat-food diet, while the second was given junk food once a day. The third group was kept on an a high fat-diet of foods such as sausage, bacon and cheesecake.

Although no significant behavioral changes were observed in the first two groups, the third group of rats began putting on weight dramatically and always went for the junk stuff. They soon became compulsive eaters. When the high-fatty foods were replaced by a nutritious diet, they went on a hunger strike for two weeks. Even electric shocks couldn’t deter the binging.

The overeating of bad food triggered the drop of dopamine receptors in the brains of the obese rats, the researchers found. In humans, drug addiction and obesity have been linked with declining levels of the same receptors.

The findings just corroborate what many of us probably already knew — It’s not always very easy to look the other way when you see that tray of donuts in the office. It’s still hard to tell whether rat and human brains work the same way. But, this could be a good step toward more extensive research and treatment for obesity.

Assista ao vídeo abaixo:
http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf

Muita calma nessa hora – Slow Food

Slow Food defende refeições demoradas e tranquilas e a valorização de ingredientes regionais

“Propomos a vacina de uma adequada porção de prazeres sensuais garantidos, a ser utilizada em lento e prolongado deleite.” Extraída do manifesto do Slow Food, de 1989, a frase é um convite a sentar e comer em paz, sozinho ou junto de pessoas queridas, consciente de cada garfada.

Criado nos anos 80 na cidade italiana de Bra, pelo sociólogo Carlo Petrini, o conceito do Slow Food vai além de saborear os alimentos sem pressa. O termo define uma associação internacional de defesa e apoio à cultura de comidas e bebidas tradicionais de uma região. Entre seus objetivos estão o resgate e a valorização da produção artesanal e ecologicamente correta, as receitas e os ingredientes típicos e, ainda, o convívio e a consciência a respeito do que é consumido.

Pensar na comida e fazer a refeição com tranqüilidade, sem calcular obsessivamente as calorias ou o tempo até o próximo compromisso, parece algo bem distante da rotina de muita gente. Mas foi justamente ao combater a alimentação industrializada e rápida que o Slow Food ganhou músculos.

Um episódio é emblemático para ilustrar os primeiros passos do movimento. Em 1986, na Praça da Espanha, uma referência cultural e um dos principais pontos turísticos de Roma, foi inaugurada uma loja da rede McDonald’s. Esperava-se o alvoroço costumeiro, como acontecia em muitos locais do planeta tomados pela teia do fast food. Mas, surpresa, boa parte do povo italiano ficou ofendido. Teve início ali uma série de protestos em defesa da cultura gastronômica do país e contra a comida rápida e industrializada. Foi nesse contexto que Carlo Petrini fundou o slow food, na tentativa de defender as raízes culturais e nutricionais.

Quando se fala em sentar-se à mesa para apreciar receitas tradicionais, a idéia é de uma atmosfera tranquila. Vêm à tona lembranças familiares e pratos que fazem parte tanto da memória sensorial quanto da cultura de uma região. A tradição culinária de uma localidade, passada de geração em geração, faz parte do patrimônio intangível de um povo e é um dos pontos principais do Slow Food. E a filosofia do lento caramujo se espalha rapidamente.

Slow Food no Brasil

Hoje a associação está presente em 122 países e conta com mais de 80 000 associados. Alimentos típicos são “guardados” por um projeto chamado Arca do Gosto – um catálogo mundial que identifica produtos ameaçados de extinção, mas ainda com potencial produtivo e possibilidades reais de comercialização. A intenção é documentar alimentos importantes cultural e gastronomicamente. Já se integram à arca 750 itens de dezenas de países.

No Brasil, o primeiro membro da Arca do Gosto foi o bastão de guaraná dos índios Sateré-Mawé, em 2002. Recentemente foram abarcados o berbigão, a cagaita, o cambuci, o licuri, a mangaba, a ostra de Cananeia e o pequi. Até o momento, estão listados 21 produtos brasileiros.

Outro projeto da associação são as Fortalezas. Funciona assim: a partir da seleção feita para a Arca do Gosto são definidos ingredientes que o Slow Food vai trabalhar junto aos produtores artesanais, para ajudar no desenvolvimento local, no padrão de qualidade e na garantia de sua viabilidade futura. No fim da cadeia produtiva, a Fortaleza ainda busca a colocação destes produtos no mercado. Os brasileiros umbu da região de Uauá (sertão baiano) e palmito da palmeira juçara, produzido pelos índios guaranis do litoral norte de São Paulo, estão entre os contemplados. Junto com o feijão canapu, da região de Picos, no Piauí. Veja outros componentes.

A agenda do caramujo

A associação Slow Food, em parceria com organizações afins, promove a discussão sobre produtos que merecem ser preservados, por meio de palestras, degustações e visitas a produtores. Isso acontece no mundo todo. Neste mês, Brasília sedia o encontro Terra Madre Brasil, entre os dias 19 e 22, no Complexo Cultural da Funarte. Segundo os organizadores, Carlo Petrini, fundador do movimento, deve participar da programação que inclui atrações abertas ao público e outras voltadas para associados.

O Terra Madre Brasil é o braço brasileiro de uma rede mundial integrada ao Slow Food, a Rede Terra Madre.

Fonte da matéria: http://comida.ig.com.br/

Informações de rótulos são falsas

Cadeias de fast-food servem, em média, mais 18% das calorias do que dizem ter, revela estudo – É apenas uma amostra, mas pode ser reveladora. Nos Estados Unidos, um estudo publicado este mês na revista “Journal of The American Dietetic Association”, a maior organização de nutricionistas do mundo, revelou uma verdade inesperada: as refeições baixas em calorias servidas nos restaurantes e os congelados light comprados nos supermercados podem conter mais calorias do que os rótulos indicam. Um grupo de investigadores da Universidade de Tufts, Massachusetts, EUA, analisaram 29 refeições com menos de 500 calorias servidas em cadeias de fast food e em restaurantes tradicionais da área de Boston – mas com distribuição em todo o território dos Estados Unidos – e concluíram que têm em média mais 18% das calorias anunciadas. Já as dez refeições congeladas baixas em calorias continham mais 8% de calorias do que as indicadas no rótulo. “Todos os produtos industrializados e que implicam manipulação humana” podem ser sujeitos “a erros” nos rótulos, alerta a presidente da Associação Portuguesa de Dietistas, Graça Raimundo. “Mesmo os produtos naturais e frescos têm alterações nutricionais devido à forma como são produzidos. Questões como a fertilização dos terrenos ou o controlo de qualidade condicionam o valor nutricional”, acrescenta.

Uma pessoa que precise de duas mil calorias por dia, se as aumentar 5% pode engordar 4,5 kg apenas num ano, alertam os autores da investigação. No entanto, “são necessários mais estudos para ver se é um problema nacional [dos EUA]”, apontou a cientista responsável e especialista em nutrição, Susan B. Roberts. “O importante é perceber de que modo as empresas que produzem estes produtos alimentares chegam aos valores nutricionais publicados. Este trabalho técnico deve ser desenvolvido por dietistas que nem sempre estão presentes nas equipas técnicas destas empresas. Esta é a realidade em Portugal e nos Estados Unidos”, aponta Graça Raimundo. Nos dois países, “o controlo não é sistemático, é mais esporádico. Nos restaurantes, a produção não é em massa e é muito difícil fazer o controlo”, alerta.

Estudo em Portugal
– Os especialistas em nutrição ouvidos pelo i defendem a realização de um estudo semelhante em Portugal. “Estamos habituados a confiar nos rótulos dos alimentos devido à fiscalização [europeia], mas devia haver uma instituição credível a elaborar um estudo idêntico para tranquilizar a população”, defende a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, surpreendida com o resultado “num país com controlo rigoroso”. Em Portugal, “as pessoas desconfiam dos rótulos”, acrescenta a especialista em obesidade e comportamento alimentar, Isabel do Carmo. “Estes resultados suportam o fortalecimento da política de rotulagem nutricional dos alimentos”, remata Vítor Hugo Teixeira, professor de Composição Nutricional de Alimentos da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

Alexandra Bento concorda e lembra que a rotulagem nutricional não é obrigatória e deveria ser mais explicativa. Como exemplo aponta que as embalagens trazem geralmente informação nutricional para quantidades de 100 gramas/mililitros, o que não corresponde à quantidade do produto. “Se a informação fosse fornecida por dose, tudo seria mais claro, pois o consumidor não seria obrigado a fazer contas.”

Fonte: http://www.ionline.pt/

O bom e o mau no fast food

Quando a fome aperta e o tempo é curto, encontrar uma refeição saudável e nutritiva pode ser uma verdadeira batalha. Mas quem vence e quem perde esse combate entre nutrientes?

A missão era simples: visitar uma praça de alimentação de um shopping munida de um bloco e duas nutricionistas a tiracolo. Nosso objetivo era analisar os cardápios de redes de fast food para concluir quais eram as melhores e as piores opções. Não foi tarefa fácil. A Nutrição é um território complexo e o caminho para fazer escolhas saudáveis dentro de restaurantes de refeições rápidas, com pratos entupidos de gorduras saturadas e calorias vazias, pode ser tortuoso. Encontrei as nutricionistas Glaucia Midori, do Ganep Nutrição Humana, e Gabriela Ghedini, do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no Shopping Paulista, em São Paulo, ao meio dia e meia – a “hora do rush” do almoço – numa sexta-feira. Falta de tempo, correria, estresse, fome. A combinação desses fatores pode ser fatal na escolha do cardápio.

“Tudo bem almoçar um lanche de vez em quando.

O problema é fazê-lo todos os dias”, afirma Glaucia. O acompanhamento também deve ser levado em conta. Prefira as saladas às batatas-fritas e não hesite em trocar o refrigerante por suco de frutas. Assim, começamos nossa jornada, que durou pouco mais de duas horas e rendeu visitas a seis redes de fast food e dois pratos eleitos para cada um: o bom e o mau.

Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.



Fonte: Revista Viva Saúde

Universitárias estressadas comem mais doces e fast food, indica estudo

O estresse pode fazer as mulheres jovens aumentar o consumo de doces e fast food e reduzir a ingestão de frutas e verduras, segundo estudo da Universidade de Bielefeld, na Alemanha. Por outro, lado, os pesquisadores não observaram o mesmo comportamento entre os homens.

Avaliando mais de 1,8 mil estudantes no primeiro ano de universidades da Alemanha, da Polônia e da Bulgária, os pesquisadores descobriram que as jovens que comiam mais alimentos ricos em carboidratos, como biscoitos e doces, apresentavam maiores níveis de estresse. E o consumo de frutas e verduras era menor entre as mulheres mais depressivas.

Baseados nos resultados, os especialistas defendem que intervenções orientadas para o estresse percebido e sintomas depressivos incluam a questão da alimentação. “Adicionalmente, esforços para reduzir os sintomas depressivos e o estresse entre as estudantes do sexo feminino podem levar ao consumo de alimentos mais saudáveis e/ou vice-versa”, concluíram.

Fonte: http://blogboasaude.zip.net/

Dieta de junk food durante gravidez prejudica criança, diz estudo


Um estudo realizado em ratos sugere que uma alimentação à base de junk food por mães durante a gravidez e a amamentação pode prejudicar, a longo prazo, a saúde da criança.
Segundo os pesquisadores da Royal Veterinary College, em Londres, uma dieta de junk food por parte de mãe pode causar problemas como obesidade, alto nível de colesterol e glicose e diabetes na criança.

A pesquisa ressalta ainda que alguns dos danos causados à saúde do bebê podem ser irreversíveis, mesmo que a criança tenha hábitos alimentares saudáveis.

“Parece que dieta da mãe durante a gravidez e amamentação é muito importante para a saúde da criança a longo prazo”, disse Stephanie Bayol, que liderou o estudo.

“Sempre falamos que você é o que você come, mas na verdade pode ser verdade que você é o que sua mãe comeu”, disse a pesquisadora.

O estudo está publicado na edição de julho da revista científica The Journal of Physiology.

Pesquisa

Apesar de o estudo ter sido realizado em ratos, o professor Neil Stickland, que participou da pesquisa, afirma que não há razão para que os mesmos princípios não possam ser aplicados no caso dos humanos.

“Os humanos e os ratos dividem sistemas fisiológicos similares e essa é uma boa razão para assumir que os efeitos observados nos ratos possam ser repetidos nos humanos”, disse Stickland.

Para realizar a pesquisa, os cientistas dividiram um grupo de ratas grávidas em dois: um foi alimentado com comida processada, doces e frituras e o outro com uma dieta saudável.

Em seguida eles compararam a saúde dos filhotes dessas ratas.

Os resultados indicaram que os filhotes das mães com dieta à base de junk food tinham um alto nível de colesterol e triglicerídeos – dois fatores que contribuem para doenças cardíacas. Além disso, os filhotes apresentaram ainda níveis altos de glicose e insulina, que aumentam as chances de a criança desenvolver a diabetes tipo 2.

Os pesquisadores analisaram os ratos além da fase adolescente e observaram que aqueles nascidos de mães que tiveram a dieta mais pobre continuavam mais gordos do que os das mães que se alimentaram bem durante a gravidez. Els observaram ainda que, além de mais gordos, esses filhotes tinham uma camada de gordura ao redor dos rins.

Influência

De acordo com a médica Pat Goodwin, da instituição Wellcome Trust, que financiou o estudo, a pesquisa reforça a teoria de que são muitos os fatores que podem contribuir para uma pessoa se tornar obesa.

“A gravidez pode ser um período difícil para as mães, mas é importante que elas saibam que sua alimentação pode afetar o bebê”, disse.

No entanto, o nutricionista e pesquisador Simon Langley-Evans, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, afirmou que o estudo não prova que a dieta da mãe pode afetar a saúde da criança além do efeito nos desejos e no apetite.

“Não estou convencido de que eles demonstram isso – tudo o que eles mostraram pode ser resultado de obesidade causada pelo aumento do apetite”, afirmou.

“O que a pesquisa mostra é que a influência precoce da mãe é muito importante”, concluiu.

Fonte: BBC