UMA ESTRATÉGIA NUTRICIONAL: DIETA CETOGÊNICA

Pois é, nada como o conhecimento para auxiliar na busca por uma vida mais saudável. Você ainda não sabe, mas a dieta cetogênica pode ser perfeita pra você! Porém, não é tão simples quanto parece, ela é EXTREMAMENTE restritiva! Por quê? ZERO CARBOIDRATOS, eles são abolidos na intenção de provocar o processo de cetose em nosso organismo.

Quando o corpo não possui mais nenhuma fonte de açúcar proveniente da alimentação (carboidratos), e o armazenamento de glicogênio já se esgotou, o organismo inicia um complexo processo, quebrando as gorduras e transformando-as em ácidos graxos e glicerol, o que representa fonte de energia na ausência do açúcar. Alimentos comuns à essa dieta são as carnes, ovos, verduras e legumes crus, peixes de água fria, abacate, etc.

Quando criada por volta dos anos 20, o ideal da dieta cetogênica era bem diferente do utilizado hoje por médicos e nutricionistas, ela foi criada com a intenção de fazer parte do tratamento de pacientes com câncer, e até hoje é usada como coadjuvante ao tratamento. Porém, para emagrecimento, ela também é extremamente interessante, de acordo com a individualidade e resultado de cada um. Mas lembre-se que, é de extrema importância o acompanhamento de um bom especialista.

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Proteína da banana e #Aids

Proteína da banana pode prevenir a transmissão sexual da Aids, diz estudo.

Estudo americano publicado nesta segunda-feira revela que uma classe de proteína presente nas bananas, isso mesmo, nas bananas pode prevenir a transmissão sexual do vírus da Aids. Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a lectina BanLec é um inibidor natural do HIV “tão potente quanto duas das principais drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença”. A pesquisa foi publicada na mais recente edição da revista especializada Journal of Biological Chemistry. A mesma explica que o BanLec é responsável em bloquear a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas.

Lectinas: As lectinas como a BanLec têm despertado interesse cada vez maior nos pesquisadores justamente por serem uma classe de proteína que se liga a carboidratos e é capaz de identificar invasores. Assim, quando um vírus aparece, ela se liga a ele impedindo a propagação de infecções. No caso do HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus, bloqueando sua propagação no corpo humano. A pesquisa defende ainda que, por sua forma de ação, a BanLec pode oferecer uma “proteção mais ampla”.

Qual o problema encontrado nas drogas anti-HIV?
“O problema com algumas drogas anti-HIV é que o vírus pode sofrer mutações e tornar-se resistente, mas isso é muito mais difícil na presença das lectinas. Elas podem se ligar aos carboidratos presentes em diversas partes da cobertura do HIV, e isso presumivelmente exigirá múltiplas mutações para que o vírus consiga livrar-se delas”, explicou Michael Swanson, um dos autores do trabalho.

Muito mais barato
Essa não seria a única vantagem da BanLec, que seria também mais barata do que os atuais recursos utilizados, como os coquetéis anti-Aids. Os cientistas de Michigan defedem no relatório que a descoberta de novas formas de prevenção e controle da Aids são essenciais, justamente porque a cada duas pessoas que adquirem acesso ao tratamento com o coquetel de drogas, cinco contraem o vírus.

“O HIV ainda é rampante nos Estados Unidos e a explosão em países pobres continua a ser um problema sério por causa do tremendo sofrimento humano e do custo para tratar os pacientes”, disse outro autor da pesquisa, David Marvovitz.

O uso de um microbicida à base de BanLec, em forma de gel ou creme a ser espalhado nos órgãos sexuais masculinos e feminino, pode ser um grande ganho no combate à disseminação da Aids. Mas o grupo de Michigan enfatiza que ainda levará até que o uso clínico do BanLec seja possível.

Fonte da informação: BBC Brasil.

Mulher – Em busca do corpo perfeito

Em busca de melhorar a estética do corpo, cada vez mais mulheres estão fazendo o uso de suplementos durante a malhação. Apesar de serem vendidos sem prescrição médica em academias, internet e até por personal trainers, essas substâncias podem causar diversos efeitos colaterais quando consumidas sem a devida orientação.

De acordo com a nutricionista Rida Sabbagh, os suplementos só devem ser usados quando há acompanhamento de um médico.

Sabbagh explica que os suplementos podem ser usados como complementação alimentar e que o ideal é não usar as substâncias e sim ter uma alimentação adequada. “É claro que com a correria do dia-a-dia muita gente não tem tempo de comer corretamente, então um médico pode avaliar que determinado paciente precisa de suplementos”, contou. Sobre os efeitos colaterais por uso indevido, a nutricionista alerta para o risco de tumores no rim, fígado, útero, ovários e mama. Além de poder sobrecarregar o rim.

A jornalista Fabiana Teixeira, 34 anos, faz uso de suplementos com acompanhamento de um nutricionista. “Como eu não tenho uma alimentação adequada para o meu treinamento, meu médico me indicou o uso de suplementos”, afirmou. Ela costuma ir à academia todos os dias, quando não consegue fazer seus exercícios não usa os suplementos.

As substâncias mais usadas por mulheres são as proteínas, as que dão massa muscular e o BCA, que é indicado para atletas de alta performance. Segundo o personal trainer Jeorge Silva Araújo, antes elas tinham medo de engordar ao consumir algum suplemento. “Com a chegada de produtos específicos para mulheres, aumentou muito o número de usuárias”, disse. O medo da celulite, estria e pele flácida também é um dos motivos para o uso dos suplementos.

O ex-atleta e proprietário de academia André Ibrahim Issa Halah, acredita que é possível ter um bom condicionamento físico sem o uso de suplementos e que o esporte pode passar de aliado a inimigo da saúde em certos casos. “O meu conceito de saúde é encontrar um equilíbrio entre a vida social, o trabalho e o esporte. O exagero sempre faz mal”, disse.

Anvisa faz alerta para consumidores

Nos Eua, o órgão responsável por regulamentar o consumo divide as substâncias em três classes, alimentos, suplementos e medicamentos. Já no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) usa somente duas classes, alimentos e medicamentos. “Os suplementos estão em alimentos, por isso são vendidos livremente no mercado, o que é um erro”, afirmou a nutricionista Rida Sabbagh. Mesmo substâncias não aprovadas pela Anvisa podem ser facilmente importadas por meio de vendas pela internet, como é o caso da creatina.

A nutricionista alerta para o uso desses produtos não aprovados pela Anvisa, pois muitos contêm anabolizantes e componentes químicos que causam dependência.

O ex-atleta Halah se preocupa com essa prática. “Esse é um mercado que rola muito dinheiro. Suplementos parecidos são usados irregularmente na engorda de bois, só que isso está acontecendo com os nossos filhos”, disse.

Fonte: http://www.gazetaderibeirao.com.br/

Conheça Melhor os Ovos

Definição
Produto do ovário de aves, répteis e peixes

Tipos

Pequeno (35g) não é encontrado no mercado, médio (50g), grande (62g), extra (68g) e jumbo (75g) esporádico desgasta muito o animal.

Composição nutricional

  • Clara: proteína (lisosina, ovomucina, albumina, globulina e ovidina).
  • Gema: 5% colesterol, 66% triglicerideos, lipoproteínas e carotenóides
  • Casca: proteínas fibrosas (escleroproeínas) e carbonato de cálcio. A Casca é porosa.

 

%
Água
PTN
LIP
Outros
Ovo inteiro 100 65,5 11,8 11,0 11,7
Casca 58 88,0 11,0 0,2 0,8
Gema 31 48,0 17,5 32,5 2,0

Características do ovo

  • Fresco: gema centralizada e clara densa
  • Menos fresco: gema centralizada
  • Deteriorado: clara liquidificada e gema dança

O ovo velho libera enxofre. Durante a estocagem, o ovo que contém uma casca porosa sofre ação das oscilações de temperatura e de microorganismos que vão alterar o pH da clara. O aumento do pH e a liberação dessas substâncias interferem na viscosidade da clara, tornando-a liquefeita. Quando isto ocorre, a gema perde a sua centralização e pode ser afetada quimicamente. A partir daí, a gema libera substâncias suforadas e entra em estado de putrefação.

Estocagem

Por 50 dias à 2ºC e por 18 dias em 37ºC.

Efeitos do calor

  • Coagulação: a clara coagula a 62ºC e a gema coagula a 65ºC. A gema
    leva mais tempo para coagular-se devido a sua alta concentração de gordura.
  • Ovotranferrina: perde enxofre, tendo como produto sulfidril dissulfidro.
    Não se deve cozinhar o ovo por mais do que 10 minutos de ebulição, pois, caso contrário, ocorre perda de enxofre e o odor torna-se desagradável.
  • Destrói microorganismos: Salmonella, que habita na cloaca da ave.
  • O calor aumenta a retenção de biotina (B1) e riboflavina (B2) para 80%.

Funções do ovo na culinária

Promove estrutura as preparações ,
Oferece liga aos ingredientes)
Promove aeração as preparações

Produtos industrializados a partir do ovo

Ovo líquido, ovo em pó, ovo congelado (não forma clara em neve), ovo spray e ovolete (batido com leite e farinha).

O consumo excessivo de proteína e insuficiência renal

Texto: Vinícius Graton, nutricionista, pós-graduando em Nutrição Clínica.

As complicações desencadeadas pelo consumo excessivo de proteína alimentar na doença renal tem sido estudado há muitos anos, mas ainda não há evidências suficientes que comprovem que a alta ingestão de proteína possa causar danos renais em indivíduos saudáveis, e que, portanto, possuem um funcionamento normal dos rins. Diversos estudos já mostraram que a alimentação do brasileiro tem proporção de proteínas mais alta do que o recomendado.

Sabemos que os rins eliminam os produtos derivados do metabolismo das proteínas (uréia, amônia e outros resíduos nitrogenados). Dessa forma o consumo elevado vem a aumentar a taxa de filtração glomerular, ocasionando em aumento da pressão dentro dos glomérulos. Com o tempo, isso pode fazer com que a função renal seja prejudicada progressivamente. Freqüentadores de academias e outros praticantes de atividade física freqüentemente são orientados por pessoas não preparadas, sem formação acadêmica (personal trainer, orientadores, educador físico) a fazerem o uso de suplementos alimentares como as proteínas. Consomem uma quantidade que julgam ser necessárias para a hipertrofia sem mesmo consultarem um profissional especializado – o nutricionista.

Devido a tal falha na alimentação, o atleta pode até mesmo ter um ganho considerado de massa muscular, porém o mesmo irá apresentar uma função renal prejudicada. Prejuízo este causado progressivamente. Deparo-me freqüentemente com meus pacientes me pedindo para que eu suplemente proteína a eles. Muitas vezes a simples alteração na alimentação já é suficiente para que tal necessidade seja alcançada, levando a um quadro de hipertrofia. No entanto, muitos parecem não acreditar que somente a alimentação é suficiente para a hipertrofia. Tal teimosia leva então a temida sobrecarga renal (sobrecarga do fígado) por ser o órgão responsável pela metabolização de aminoácidos. Vale lembrar que em alguns casos a suplementação é sim necessária, devendo sempre ser orientada e calculada pelo nutricionista.

É importante lembrar que, mesmo não havendo comprovações científicas de danos renais com a ingestão elevada de proteína, podem ocorrer outros problemas.

Por exemplo, quando há excesso de proteína na circulação sangüínea, esse nutriente será degradado e depois armazenado na forma de gordura, contribuindo para o desenvolvimento da aterosclerose e doenças cardíacas. Além disso, uma alimentação com altas concentrações de proteínas limita a ingestão de outros nutrientes essenciais, necessários para o organismo humano suprir a quantidade energética diária, pois, na maioria das vezes, a dieta deixa de ter variedade de alimentos. Outro agravante é que o consumo em excesso de proteína causa amento da excreção de cálcio e, portanto, diminui a utilização desse mineral.

Portanto, estudos em longo prazo precisam ser realizados para verificar essa relação, mas, até o momento, não é necessária a restrição na ingestão de proteína em indivíduos saudáveis. Já para indivíduos que têm a função renal debilitada, uma dieta restrita no consumo de proteína pode ser benéfica.

Bibliografia (s): Knight EL, Stampfer MJ, Hankinson SE, Spiegelman D, Curhan GC. The impact of protein intake on renal function decline in women with normal renal function or mild renal insufficiency. Ann Intern Med. 2003;138(6):460-7. Disponível em: http://www.annals.org/cgi/reprint/138/6/460.pdf. Acessado em 13/09/06. Martin WF, Armstrong LE, Rodriguez NR. Dietary protein intake and renal function. Nutr Metab (Lond). 2005 Sep 20;2:25. Disponível em: http://www.nutritionandmetabolism.com/content/2/1/25. Acessado em 13/09/06. St Jeor ST, Howard BV, Prewitt TE, Bovee V, Bazzarre T, Eckel RH; Nutrition Committee of the Council on Nutrition, Physical Activity, and Metabolism of the American Heart Association. Dietary protein and weight reduction: a statement for healthcare professionals from the Nutrition Committee of the Council on Nutrition, Physical Activity, and Metabolism of the American Heart Association. Circulation. 2001;104(15):1869-74. Disponível em: http://circ.ahajournals.org/cgi/content/full/104/15/1869. Acessado em 13/09/06. The National Academies Press. The Role of Protein and Amino Acids in Sustaining and Enhancing Performance. Institute of Medicine (IOM). 1999. Disponível em: http://darwin.nap.edu/books/0309063469/html/137.html. Acessado em 13/09/06. Petzke KJ, Elsner A, Proll J, Thielecke F, Metges CC. Long-term high protein intake does not increase oxidative stress in rats. J Nutr. 2000;130(12):2889-96. Disponível em: http://jn.nutrition.org/cgi/content/full/130/12/2889. Acessado em 13/09/06. Millward DJ. Optimal intakes of protein in the human diet. Proc Nutr Soc. 1999;58(2):403-13. Itoh R, Nishiyama N, Suyama Y. Dietary protein intake and urinary excretion of calcium: a cross-sectional study in a healthy Japanese population. Am J Clin Nutr. 1998;67(3):438-44. Disponível em: http://www.ajcn.org/cgi/reprint/67/3/438. Acessado em 13/09/06. Araújo ACM, Soares YNG. Pattern of utilization of protein supplements in academies in Belém, Pará. Rev. Nutr. 1999;12(1):81-89. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52731999000100007. Acessado em 13/09/06. Slywitch E. Proteínas. In: Slywitch, E. Alimentação sem carne. São Paulo: Palavra Impressa, 2006. Amorim MMA, Junqueira RG, Jokl L. Adequação nutricional do almoço self-service de uma empresa de Santa Luzia, MG. Rev Nutr Campinas. 2005;18(1):145-56. Savio KEO, Costa THM, Miazaki E, Schmitz BAS. Avaliação do almoço servido a participantes do programa de alimentação do trabalhador. Saude Publica. 2005;39(2):148-55. Pesquisa de orçamentos familiares: 2002 – 2003. Análise da disponibilidade domiciliar de alimentos e do estado nutricional no Brasil. IBGE; Rio de Janeiro, 2004. Disponível em: ‘http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2002analise/pof2002analise.pdf. Acessado em 14/09/06. Pesquisa de orçamentos familiares: 2002 – 2003. Aquisição alimentar domiciliar per capita. Brasil e grandes regiões. IBGE; Rio de Janeiro, 2004. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2002aquisicao/pof2002aquisicao.pdf. Acessado em 14/09/06. The National Academy Press. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients) (2005). Disponível em: ‘http://www.nap.edu/books/0309085373/html/1324.html. Acessado em: 14/09/06.

Suplementação Protéica em Atletas: Quando Utilizar?

A necessidade de reposição protéica para atletas visando a melhora do desempenho vem de longa data. A lenda sobre Milo de Crotona, um grande lutador grego que viveu em meados de 500 a.c., confirma a preocupação com a dieta rica em proteínas já na antiguidade. Segundo a mitologia, tal lutador tinha sua força atribuída ao consumo elevado de carne – 8,5 kg em um único dia (UCHIDA et al, 2008).

Hoje em dia, a idéia de que atletas precisam de uma dieta rica em proteína para construir e reparar os músculos é muito bem aceita, e também há evidências de que as necessidades protéicas sejam aumentadas entre praticantes de atividade física (SBME, 2009, ADA, 2009). Os músculos são constituídos basicamente de proteínas e seu envolvimento é fundamental para o desempenho em todos os esportes. Constatou-se também o fato de que o exercício regular acarreta numerosos efeitos específicos no metabolismo protéico do organismo (ADA, 2009).

A recomendação da ingestão de proteína da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, para indivíduos atletas que visam o aumento de massa muscular é de 1,6 a 1,7 g/kg de peso por dia. Já para os esportes em que o predomínio é a resistência, o indicado seria 1,2 a 1,6g/kg de peso por dia.

No entanto, alguns fatores são importantes para otimizar o crescimento muscular, dentre eles: assegurar que a ingestão energética na dieta seja suficiente, que, pelo menos, uma quantidade pequena de proteínas e/ou de carboidratos seja consumida imediatamente após cada sessão de treinamento e que o indivíduo descanse bastante entre as sessões de treinamento (HAWLEY; TIPTON; MILLARD-STAFFORD, 2006).

Uma série de estudos indica que a ingestão de proteína com carboidrato durante o período imediato pós-exercício pode beneficiar o atleta por ajudar na síntese de proteínas musculares e na reposição do glicogênio muscular (LEVENHAGEN, 2002; BURKE, 2004; RENNIE, 2004).

Estudos recentes vêm demonstrando efeitos benéficos da suplementação protéica durante o exercício. Recentemente dois estudos sugeriram que o acréscimo de uma pequena quantia de proteína (~2% de proteína de soro de leite) a uma bebida com eletrólitos melhorava a capacidade de endurance comparado à ingestão isolada de uma bebida esportiva (SAUNDERS; KANE; TODD, 2004; IVY et al, 2003).

Sendo assim, alguns estudos sugerem que o consumo de proteínas com carboidrato durante o exercício melhora o desempenho no endurance. Mais estudos devem ser realizados para definir essa discussão, mas deve-se lembrar que não há nenhum mecanismo definido que mostre que a ingestão protéica durante o exercício melhora o desempenho.
O consumo de pequenas quantidades (10-20 g) de proteína de alta qualidade após o exercício promove a síntese de proteína muscular comparada aos carboidratos isoladamente e pode intensificar a resposta do organismo ao treinamento de longa duração (LEVENHAGEN, 2002; BURKE, 2004; RENNIE, 2004).

Referências bibliográficas

ADA – American Dietetic Association. Position of the american dietetic association dietitians of Canada, and the American College of Sports Medicine: Nutrition and Athletic Performance. J Am Diet Assoc. v1.09. p 509-527, 2009
BURKE, L.M., KEINS, B., IVY, J.L. Carbohydrates and fat for training and recovery. J. Sports Sci. 22:15-30, 2004.
HAWLEY, J.A., TIPTON, K.D., MILLARD-STAFFORD, M.L. Promoting training adaptations through nutritional manipulations. J Sports Sci. 24:1-13, 2006.
HERNANDEZ, A.J., NAHAS, R.M. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte, v 15, n 3, p 3-12, 2009.
IVY, J.L., RES, P.T., SPRAGUE, R.C., Widzer, M.O. Effect of a carbohydrate-protein supplement on endurance performance during exercise of varying intensity. Int. J. Sports Nutr. Exerc Metab. 13:382-395, 2003.
Levenhagen, D.K., et. al. Postexercise protein intake enhances whole-body and leg protein accretion in humans. Med Sci Sports Exerc. 24:828-837, 2002.
RENNIE, M.J., et. al. Control of the size of the human muscle mass. Annu Rev Physiol. 66:799-828, 2004.
SAUNDERS, M.J., KANE, M.D.,Todd, K.M. Effects of a carbohydrate-protein beverage on cycling endurance and muscle damage. Med. Sci. Sports Exerc. 36:1233-1238, 2004.
Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ações ergogências e potenciais riscos para a saúde. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva. v. 9, n. 2, mar/abr 2003.
UCHIDA, M.C., BACURAU, A.V.N., AOKI, M.S., BACURAU, R.F.P. Consumo de aminoácidos de cadeia ramificada não afeta o desempenho de endurance. Rev Bras Med Esporte, v 14, n 1, p 42-45, 2008.
Fonte: RGNUTRI

Proteínas reduzem nível de hormônio da fome, diz estudo

Um estudo realizado por cientistas americanos sugere que o consumo de proteínas suprime o efeito da grelina, conhecido como o hormônio da fome, o que explicaria a perda de peso provocada por dietas ricas em proteínas.

A grelina é produzida pelo estômago e atua no cérebro dando a sensação de fome quando o estômago está vazio. Ao ingerir alimentos, a secreção de grelina diminui, acabando com a sensação de fome. Os pesquisadores analisaram o nível de produção da grelina em 16 participantes saudáveis depois da ingestão de líquidos ricos em três substâncias: carboidratos, proteínas e gorduras (lipídios). Os resultados indicaram que o consumo do líquido a base de proteína teve o maior efeito na supressão da grelina em um período de seis horas. Em segundo lugar vieram os carboidratos e em último a gordura.

Longo prazo

A pesquisa, publicada na edição de janeiro da revista científica Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, revela ainda que nas três primeiras horas depois da ingestão, os carboidratos causaram a maior supressão do hormônio. No entanto, nas três horas seguintes depois da ingestão de carboidrato, o nível de grelina voltou a subir, além do nível considerado normal. “A nossa descoberta sobre um rebote no nível de grelina acima do normal depois do consumo de carboidratos pode oferecer uma base fisiológica para as concepções das dietas pobres na substância, que sugerem que ingerir carboidratos provoca uma crise de fome precoce”, diz o estudo. Os autores apontam ainda para as limitações do estudo, conduzido com um número reduzido de participantes e com substâncias líquidas, e não alimentos comuns. Apesar disso, de acordo com o estudo, a pesquisa pode ajudar a identificar os mecanismos que contribuem para a perda de peso nas dietas ricas em proteínas e o aumento de peso naquelas ricas em gorduras. Uma das dietas ricas em proteínas mais conhecida é a dieta de Atkins, que sugere que é possível perder peso cortando o consumo de carboidratos.

Dietas como a de Atkins podem elevar riscos de ataque cardíaco

Dietas que restringem o consumo de carboidrato, como a famosa dieta do dr. Atkins, podem aumentar o risco de obstrução das artérias e levar a um ataque cardíaco. Esse conceito já era difundido por muitos especialistas, mas a confirmação foi dada por um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Para a pesquisa, cardiologistas do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC), em Boston, analisaram os efeitos de três dietas em ratos de laboratório. Enquanto um grupo foi submetido a altos níveis de gordura, outro recebeu um regime à base de pouco carboidrato e muita proteína. Um terceiro grupo serviu como controle.

Após seis semanas, a equipe observou que os riscos de arteriosclerose, nome dado à obstrução das artérias, foram duas vezes maiores entre os roedores privados de carboidratos, com chances de 5,4% e 2,2%, respectivamente. Doze semanas depois, a proporção se manteve, mas com riscos de 15,3% e 8,8%.

Segundo Anthony Rosenzweig, diretor de Pesquisa em Cardiologia do BIDMC, “é muito difícil compreender através de estudos clínicos a forma como as dietas afetam a saúde vascular”, já que seus efeitos não são acusados por indicadores como o colesterol. “Por enquanto, parece que uma dieta moderada e balanceada, aliada a exercícios regulares, é provavelmente o melhor para a maioria das pessoas”.

Fonte: Veja.com
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/

É aconselhável tirar a carne vermelha do cardápio?

A resposta é não. A carne vermelha é rica em proteínas, ferro, zinco e vitamina B12. Resumindo, elementos essenciais para o bom andamento da saúde. Quem segue algum tipo de filosofia que exclui tal alimento do cardápio, como os vegetarianos, precisa repor as substâncias de outras formas, seja por meio de suplementos químicos ou redobrando a atenção sobre outras fontes alimentares dos nutrientes oferecidos pela carne como, por exemplo, derivados da soja e vegetais verdes escuros.