Azeite: Uma excelente fonte de gorduras monoinsaturadas saudáveis

O azeite é o óleo natural extraído das azeitonas, o fruto da oliveira.

Cerca de 14% do óleo é de gordura saturada , enquanto 11% são poliinsaturados, como os ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 ( 1 ). Mas o ácido graxo predominante no azeite é uma gordura monoinsaturada chamada ácido oleico, que representa 73% do teor total de óleo. Estudos sugerem que o ácido oleico reduz a inflamação e pode até ter efeitos benéficos em genes ligados ao câncer (2 Fonte Confiável3 Fonte Confiável4 fonte confiável5 Fonte Confiável). As gorduras monoinsaturadas também são bastante resistentes ao calor elevado, tornando o azeite extra-virgem uma escolha saudável para cozinhar, mas não fritar ou assar.

Quando gorduras e óleos são expostos a altas temperaturas, eles podem ser danificados.

Isto é particularmente verdadeiro para óleos que são ricos em gorduras poliinsaturadas, incluindo a maioria dos óleos vegetais como soja e canola . Quando superaquecidos, podem formar vários compostos prejudiciais, incluindo peróxidos lipídicos e aldeídos, que podem contribuir para o câncer (1 fonte confiável2 Fonte Confiável).

Quando cozidos, estes óleos liberam alguns compostos carcinogênicos que podem contribuir para o câncer de pulmão quando inalados. Simplesmente de pé em uma cozinha como esses óleos são usados ​​pode causar danos ( 3 ,4 fonte confiável). Se você quiser minimizar sua exposição a compostos potencialmente perigosos e carcinogênicos, cozinhe apenas com gorduras estáveis ​​em fogo alto.

Existem duas propriedades dos óleos de cozinha que mais importam:

  • Ponto de fumo: A temperatura na qual as gorduras começam a se decompor e a se transformar em fumaça.
  • Estabilidade oxidativa: quão resistentes são as gorduras a reagir com o oxigênio.

Ponto de fumo moderadamente alto

A ponta de fumaça de um óleo é a temperatura na qual ele começa a se degradar e produz fumaça visível. Quando isso acontece, as moléculas de gordura se separam e se transformam em vários compostos prejudiciais. Mas os outros oligoelementos do óleo, como vitaminas e antioxidantes, também podem começar a queimar e liberar fumaça – às vezes a temperaturas mais baixas do que o próprio óleo.

Normalmente, uma parte dos ácidos graxos em um óleo são ácidos graxos livres. Quanto mais ácidos graxos livres existirem em um óleo, menor será seu ponto de fumaça (16 Fonte Confiável).

Como os óleos refinados são mais baixos em nutrientes-traço e ácidos graxos livres, eles geralmente têm um ponto de fumaça mais alto. Além do mais, o aquecimento faz com que mais ácidos graxos livres se formem – então o ponto de fumaça desce quanto mais tempo você cozinha. Embora seja difícil determinar o ponto exato de fumaça de um óleo, um intervalo pode fornecer uma boa estimativa. Algumas fontes colocam o ponto de fumaça do azeite em algo em torno de 190-207 ° C ( 17 ). Isso faz com que seja uma escolha segura para a maioria dos métodos de cozimento, incluindo a maioria das frigideiras.

Evite óleos vegetais ricos em Ômega-6

Embora os óleos vegetais existam há milhares de anos, a produção em massa de óleos refinados só começou no início do século XX. Estes incluem óleo de soja, óleo de canola , óleo de milho, óleo de semente de algodão e alguns outros.

O problema é que os estudos demonstram que a maioria das pessoas está consumindo muita gordura do tipo ômega-6 ( 19 ). Em excesso, o ômega-6 pode levar ao aumento do LDL (mau) colesterol para se tornar mais facilmente oxidado e contribuir para a disfunção endotelial – dois fatores responsáveis pelo surgindo das doenças cardíacas ( 20 , 21 , 22 , 23 , 24 , 25 , 26 , 27 , 28 ).

Embora tenhamos estas informações, sabemos no entanto que mais pesquisas são necessárias antes de se chegar a conclusões sólidas – a maioria dos pesquisadores já concordam no entanto que o consumo de ômega-6 aumentou significativamente no século passado.

Se você está preocupado com ômega-6, limite então a ingestão de óleos vegetais, como óleo de soja , milho e canola. Em vez disso, escolha azeite e outros óleos com baixo teor de ômega-6.

Qual gordura melhor para usar afim de refogar os alimentos?

Uma pequena quantidade de óleo para refogar os alimentos antes do preparo não é ruim.

O óleo de soja pode ser substituído por outros tipos como o de girassol, coco, azeite ou manteiga, mas é importante ressaltar que qualquer tipo de óleo se torna cancerígeno ao atingir o ponto de fumaça, ou seja, quando ele chega a uma certa temperatura, adquire substâncias nocivas. Indico sempre aos meus pacientes o uso da manteiga para o preparo dos alimentos, desde que em pequena quantidade.

Vale lembrar que o preparo rápido mantém as propriedades benéficas dos alimentos. Minha sugestão sempre dada aos meus pacientes é: para refogar, prefira manteiga. Para regar saladas e pratos prontos, prefira azeite extra-virgem.

 

 

30 POLIFENOIS DIFERENTES DO AZEITE EXTRA-VIRGEM

O alto teor de ácidos graxos monoinsaturados do azeite foi indicado como benéfico para a saúde.

Níveis abundantes de um ácido conhecido como ácido oleico, tem aumentado o colesterol bom e diminui o “mau” colesterol. Mais de 30 polifenóis diferentes (também chamados de compostos fenólicos) são encontrados no azeite extra virgem, incluindo lignanas e os secoiridóides, conhecidos como oleuropeína e oleocanthal.

Inicialmente pensaram que o ácido oleico fosse responsável pelo os benefícios para a saúde cardiovascular, mas isso não foi o que eles encontraram. Em vez disso, várias pesquisas sugerem fortemente que muitos dos benefícios do azeite de oliva são atribuíveis aos seus polifenóis, que são compostos naturais que inibem a oxidação e prolongam o prazo de validade.

A presença de polifenóis de combate à doença parece explicar porque outros óleos monoinsaturados-ricos não estão perto de combinar os benefícios de saúde do óleo de oliva.

O hidroxitirosol é um dos polifenóis presentes na maioria dos azeites e fornece benefícios cardiovasculares. Este polifenol e outros que são abundantes em tirosol que neutralizam os radicais livres, reduzem a pressão arterial e aterosclerose. Nas pesquisas, o risco de mortalidade por qualquer causa foi reduzido por 23% os eventos cardiovasculares em 28% e a incidência de acidente vascular cerebral em 40%. Sendo afirmado e reconhecido que o alto teor de polifenóis do azeite extra virgem é um importante fator na redução documentada no risco de doença cardiovascular e outros benefícios.

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AZEITE DE OLIVA REDUZ O RISCO DE DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA, DIZ ESTUDO

O estudo incluiu 40.142 indivíduos espanhóis participantes da Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer e Nutrição (estudo EPIC, do inglês, European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition), sem histórico de doenças crônicas, incluido doenças cardiovasculares.

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Os pesquisadores aplicaram um questionário para coletar informações sobre o consumo alimentar habitual ao longo de 12 meses anteriores. Trata-se de um questionário validado que incluiu uma lista de 662 alimentos comuns e receitas de cada região. As porções de cada alimento consumido, incluindo o azeite adicionado às saladas e no cozimento de alimentos, foram quantificadas através de medidas caseiras padronizadas. No recrutamento, foram coletadas informações sobre o peso, altura, circunferência da cintura, fatores sócio-demográficos e de estilo de vida, incluindo nível de escolaridade, o uso de tabaco, consumo de álcool, atividade física e história clínica. Os participantes do estudo foram acompanhados durante 10,4 anos.

Para cada 10 g/dia de azeite oliva consumido houve redução significativa de 7% no risco de DAC. Essa associação inversa foi mais pronunciada em não fumantes (11% de redução do risco de DAC), nos indivíduos que nunca ou pouco consumiram bebida alcoólica (25% de redução do risco de DAC) e em consumidores de azeite virgem (14% de redução do risco de DAC).

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“O azeite de oliva é bem conhecido por suas propriedades cardioprotetoras, no entanto, os dados epidemiológicos que mostravam que o seu consumo reduzia eventos coronarianos ainda eram limitados. Este é o maior estudo de coorte para avaliar a relação entre o consumo de azeite de oliva e incidência de eventos coronarianos, demonstrando redução significativa no risco de DAC a cada 10g/dia de consumo de azeite de oliva”, destacam os autores.

“Nossas descobertas ressaltam a necessidade de preservar o uso culinário do azeite de oliva dentro da tradição da dieta mediterrânea”, concluem.

Buckland G, Travier N, Barricarte A, Ardanaz E, Moreno-Iribas C, Sánchez MJ, et al. Olive oil intake and CHD in the European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition Spanish cohort. Br J Nutr. 2012:1-8.

AZEITE – SANTO REMÉDIO! INCLUA EM SEU DIA-A-DIA!

O azeite de oliva é um tipo de óleo extraído da azeitona, o fruto da oliveira. O alimento é milenar e a árvore começou a ser plantada na Ásia Menor. No século 16 A.C, os fenícios levaram o azeite para Grécia e o cultivo da oliveira passou a ganhar importância a partir do século 4 A.C. Chamado de “ouro líquido” pelos mediterrâneos, o azeite está no ranking de alimentos essenciais ao cardápio de quem quer uma vida mais saudável. Uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine comprovou que a dieta mediterrânea, cuja base é o azeite de oliva extravirgem, castanhas, peixes e vegetais, é capaz de reduzir em 30% o risco de doenças cardiovasculares. O azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como aumenta o bom colesterol (HDL). Isso ocorre graças a presença de antioxidantes, gorduras monoinsaturadas do azeite. Mas seus benefícios não ficam restritos a saúde cardiovascular, proteção do cérebro e dos ossos, combate do diabetes e até emagrecimento entram na sua lista de ganhos para a saúde.

Tipos de azeite de oliva
O alimento só pode ser considerado azeite de oliva se for obtido exclusivamente a partir da azeitona, sem misturas de óleos de outras naturezas. As versões virgens são aquelas obtidas por meio de processos mecânicos ou físicos feitos em condições que não alterem o azeite e que em todo o processo ele não tenha sofrido tratamentos além da lavagem, decantação, centrifugação e filtração. Há três tipos de versões virgens próprias para o consumo. São elas:

Azeite extravirgem: Um óleo saboroso com acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 1%. Ele é a melhor opção, pois possui mais fotoquímicos que têm propriedades antioxidantes.

Azeite virgem: O alimento possui sabor e aroma marcantes e tem acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 2%.
Azeite virgem corrente: Tem um gosto bom e acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 3,3%

Azeite virgem corrente: Tem um gosto bom e acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 3,3%

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O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, um tipo de gordura que é benéfico à saúde do organismo. Elas são um nutriente importante por não atuarem na elevação do colesterol mau, LDL, e contribuírem para melhorar os níveis circulantes do colesterol bom, HDL. Esta gordura também tem efeito anti-inflamatório, que pode evitar problemas no cérebro, entre muitos outros benefícios.

O óleo também é cheio de vitamina E que tem um efeito antioxidante que inibe a síntese do colesterol ruim e evita a oxidação celular, contribuindo para maior sobrevida de células saudáveis no organismo. O azeite também carrega uma série de compostos antioxidantes, como os polifenois, no entanto a versão extravirgem é a mais rica nessas substâncias, porém os outros tipos também possuem boas quantidades.

A vitamina K é outro nutriente que ganha muito destaque no azeite tanto que em uma porção de azeite (30 gramas), é possível consumir 129% da dose recomendada da vitamina por dia. Esse nutriente é fundamental para manter os ossos saudáveis e também atua no processo de coagulação sanguínea.

Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 30 gramas (duas colheres de sopa), deste óleo carrega:

55% das gorduras totais
19% das gorduras saturadas
129% de vitamina K
43% de vitamina E
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

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Regula o colesterol: Os tocoferois, substâncias antioxidantes presentes no azeite, parecem ter um efeito inibitório na síntese de colesterol ruim, o LDL, reduzindo seus níveis e outros fatores causadores de doenças cardiovasculares. Este óleo apresenta as gorduras monoinsaturadas, que também são benéficas para o órgão cardíaco. Essas gorduras ajudam a regular o colesterol, pois aumentam os níveis de HDL, o colesterol bom, e não elevam o LDL.

Protege o coração: Os antioxidantes diminuem a síntese do colesterol ruim, LDL, que em excesso se acumula dentro das paredes das artérias do coração, formando as placas de gordura e tornando os vasos mais estreitos. O estreitamento ou entupimento dos pequenos vasos sanguíneos é a principal característica da aterosclerose, que é estabelecida quando o fluxo sanguíneo para o coração fica prejudicado. Sem o sangue necessário, o coração fica carente de oxigênio e de nutrientes vitais para que ele opere de forma adequada. O processo também pode elevar a pressão arterial, favorecendo o risco de infartos e derrames. Uma pesquisa da Universidade de Navarra, na Espanha, concluiu que uma dieta rica em azeite de oliva virgem pode prevenir ou até mesmo reverter a aterosclerose.

Ajuda a emagrecer: Muitas pessoas podem até estranhar que um óleo seja capaz de ajudar a diminuir o ponteiro da balança, mas o azeite de oliva assume esse posto. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Viena, na Áustria, e Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, concluiu que o azeite de oliva contribui para a perda de peso. O estudo apontou os compostos de aroma deste óleo como os responsáveis pelo emagrecimento, pois eles são capazes de regular a saciedade. Após uma refeição, o tempo que a sensação de saciedade dura depende de uma série de fatores, porém o nível de açúcar no sangue influencia significativamente. Quanto mais rápido ele cai, ou seja, quanto mais rápido as células absorverem a glicose do sangue, mais cedo a pessoa começa a sentir fome. A pesquisa concluiu que o azeite de oliva possui substâncias de aroma que reduzem a absorção de glicose do sangue para as células do fígado. Porém, o óleo não faz milagres, para perder peso é importante ter uma dieta balanceada e praticar atividades físicas.

Protege o cérebro: Outro benefício dos antioxidantes presentes no azeite está relacionado ao cérebro. Segundo apontam alguns estudos estas substâncias são eficazes na prevenção de danos cerebrais causados pela oclusão de artérias cerebrais, como derrames. Também existem pesquisas preliminares que apontam a possibilidade de o azeite contribuir na melhora de funções cognitivas.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha, descobriu que existe um composto presente no azeite chamado hidroxitirosol é capaz de impedir a degeneração dos neurônios, retardando o processo de envelhecimento cerebral.

Outra pesquisa realizada pela Universidade de Bordeaux e o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisas Médicas, na França, sugere que o consumo do azeite de oliva pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas mais velhas. Os pesquisadores observaram os registros médicos de 7625 pessoas de 65 anos ou mais e categorizaram o consumo de azeite de oliva extravirgem omo “sem uso”, “uso moderado” – o uso do azeite apenas para cozinhar, temperar ou com pão – e “uso intenso”. Depois de pouco mais de cinco anos do começo da análise, houve a ocorrência de 148 AVCs. Ao considerar dieta, prática de atividades físicas, índice de massa corpórea e outros fatores de risco para o acidente vascular cerebral, os estudiosos descobriram que aqueles que usaram regularmente o azeite de oliva para cozinhar e temperar tiveram 41% menos chances de ter um AVC, quando comparados a aqueles que nunca usavam o azeite. Apenas 1,5% dos idosos que consumiam azeite tiveram o acidente, contra 2,6% dos que nunca consumiam.

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Previne e combate o diabetes: O azeite de oliva é um aliado no combate à diabetes por ser anti-inflamatório e conter substâncias antioxidantes. Quando as inflamações diminuem, a captação de insulina na célula é melhor. Isto faz com que não seja necessário produzir tanta insulina, ajudando os portadores de diabetes tipo 2, pois o organismo deles têm uma tendência a precisar de mais insulina para enviar às células a mesma quantidade de glicose de uma pessoa saudável.

Um estudo publicado na revista científica Diabetes Care concluiu que uma dieta suplementada com azeite de oliva virgem diminuiu a incidência de diabetes tipo 2 em indivíduos com alto risco cardiovascular após quatro anos de acompanhamento. A incidência de diabetes foi reduzida em 51% nos indivíduos que consumiram o azeite em comparação com aqueles que tiveram uma dieta com baixo teor de gordura.

Diminui a dor: O azeite de oliva também pode estar relacionado a redução de dor crônica. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Monell, nos Estados Unidos, descobriu que o azeite possui uma molécula que inibe a atividade de enzimas envolvidas em inflamações. Trata-se do oleocathal, composto com ação igual a do analgésico, portanto há a possibilidade de o consumo regular deste óleo proporcionar alívio para quem sofre de dores crônicas, como dores nas articulações, nas costas e dores musculares, em geral.

Bom para os ossos: A saúde dos ossos também pode ser beneficiada pelo consumo de azeite, evitando assim fraturas e doenças como a osteoporose. Segundo pesquisadores do Instituto Linus Pauling, nos Estados Unidos, há uma relação entre a osteoporose e a vitamina K, presente no azeite de oliva. Este nutriente contribui para manter os ossos saudáveis. Uma pesquisa do Nurses? Health Study, nos Estados Unidos, acompanhou 72 mil mulheres durante dez anos e descobriu que aquelas do grupo com níveis de vitamina K baixos tinham 30% mais chances de quebrar o quadril do que aquelas com altos níveis do nutriente.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade de Endocrinologia Americana também percebeu os benefícios do azeite para os ossos. Após dois anos avaliando 127 homens com idades entre 55 e 80 anos, os cientistas concluíram que aqueles que consumiram um cardápio de dieta mediterrânea com azeite de oliva virgem e baixa caloria ? io cardápio também tem como base o consumo de nozes e peixes – também tiveram um aumento nos índices de osteocalciona e outros formadores de ossos. Os índices de osteoporose na região do Mediterrâneo, onde seus moradores têm uma alimentação composta por boas quantidades de azeite de oliva, são baixos.

Diminui o risco de câncer: Diversos estudos apontaram que o azeite de oliva exerce um efeito protetor contra determinados tumores malignos. Já foi provado que os riscos de câncer de mama diminuem quando a pessoa inclui este óleo em uma dieta saudável. Uma pesquisa da Universidade de Granada, na Espanha, concluiu que os polifenois presentes no azeite destroem uma proteína responsável por acionar o gene HER2, que é o responsável por iniciar a forma mais frequente do câncer de mama.

Os riscos de câncer de intestino também são reduzidos. Em sua composição o azeite possui tocotrienois, antioxidantes que, segundo estudos, diminuem a proliferação de células tumorais.

As chances de desenvolver o câncer de cólon e reto ficam menores quando o azeite é consumido. De acordo com um estudo publicado a revista da Sociedade Europeia de Oncologia isto ocorre porque ele é rico em gorduras monoinsaturadas que diminuem a produção de prostaglandinas derivadas de ácido araquidônico, o qual tem um papel significativo na produção e no desenvolvimento de tumores.

Quantidade recomendada de azeite
A quantidade recomendada de azeite de oliva são duas colheres de sopa por dia, o equivalente a 30 gramas. O melhor é que o azeite seja a sua fonte de gordura diária ao invés da margarina, manteiga ou maionese, pois esses alimentos não possuem as gorduras monossaturadas presentes no óleo das oliveiras e tão benéficas ao organismo.

Como consumir o azeite?

O azeite pode ser consumido in natura finalizando as preparações como saladas, pratos como peixe, massas, carnes, entre outras. Ao consumir um pão procure comê-lo com azeite trata-se de uma alternativa mais saudável do que consumi-lo com manteiga ou margarina, fontes de gordura saturada. Extremamente versátil, ele também pode ser usado na preparação de receitas de molhos e até em pratos cozidos ou frituras.

-Ao natural ou aquecido?

Alguns especialistas defendem que o azeite deve ser consumido apenas em finalizações de pratos, como para temperar a salada ou os legumes cozidos. Isto porque ao serem expostos a altas temperaturas, os ácidos graxos deste óleo iriam saturar. Assim, os riscos do consumo do azeite aquecido seriam todos aqueles causados pelo consumo de gorduras saturadas, inclusive o aumento da prevalência de doenças cardiovasculares. Por outro lado, outros profissionais da saúde argumentam que o tempo em que o azeite fica exposto ao fogo não é o suficiente para que ele perca todos os seus nutrientes e que é melhor cozinhar com ele do que com outros alimentos menos saudáveis, como a manteiga ou o óleo de soja. Apesar da polêmica, todos os especialistas concordam que a melhor maneira de consumir o azeite é in natura.

-Cuidados ao armazenar o azeite

Quanto mais jovem o azeite for, melhor para o consumo. Muitas de suas propriedades são termo e fotossensíveis, ou seja, oxidam-se na presença de calor e luz. É importante ficar atento para a data de validade e não deixá-lo próximo do fogão quando for cozinhar, a fim de evitar que ele aqueça e perca propriedades. O mesmo vale para a embalagem, quando ela é de aço ou de vidro escurecido, evita a passagem de luz e preserva os compostos benéficos.

-Evite o azeite composto

O azeite composto é feito com a mistura entre outros tipos de óleo e o azeite de oliva. Ele não é interessante porque estes outros óleos podem ser ricos em gorduras saturadas, prejudiciais para o organismo quando consumidas em excesso. Em alguns casos somente 10% do azeite composto é de azeite, é por isso que muitas vezes o preço é bem abaixo de um azeite de oliva puro. Portanto, é essencial olhar o rótulo antes de fazer a compra.

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Quais alimentos ricos em ômega-3 você consome?


Quando falamos sobre os nutrientes essenciais para a saúde do coração, jamais podemos deixar de destacarmos aqueles que são ricos em ácidos graxos ômega-3. Centenas de estudos mostram que esses ácidos graxos essenciais são capazes de prevenirem doenças cardiovasculares, alguns cientistas estão comprovando agora sua eficácia também para o cérebro e sistema nervoso.

Nem todos os ômega-3 são iguais. Temos aqueles com maiores benefícios à saúde encontrados em peixes como o salmão e a cavala, onde temos os dois ácidos graxos de cadeia longa (decosahexaenóico (DHA) e eicosapentaenóico (EPA). De origem vegetal, temos o ômega-3 proveniente das sementes de linhaça, azeite e algumas folhas verdes – que não possuem essas cadeias de ácidos graxos específicos. Estes são também extremamente importantes para nossa saúde, no entanto estes não possuem os mesmos efeitos sobre o corpo humano como o de seus primos, os peixes.

Ambos os tipos de ômega-3 são essenciais para nossa saúde, isso porque o corpo humano não é capaz de produzi-los naturalmente por conta própria. Os benefícios no entanto de quem consome regularmente os peixes está mais do que comprovado, estes possuem menos chance de desenvolverem problemas cardíacos. A diferença entre os dois grupos de ômega-3 está agora no centro de um debate na União Européia, sendo necessários maiores estudos que comprovem a eficiência do ômega-3 proveniente de sementes e vegetais.

Texto: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista.

Compare o azeite de oliva com o de dendê

O azeite de oliva oferece a vitamina E, que é um dos protetores contra as doenças cardiovasculares e o azeite de dendê oferece muito mais vitamina A, boa para os olhos
design Adriana Nakata | foto SHEILA OLIVEIRA

1. Variação de tons
A cor esverdeada do azeite de oliva denuncia sua matéria-prima, a azeitona. Já o de dendê é obtido do frutinho avermelhado de uma palmeira.
2. Vitamina do coração
O azeite de oliva oferece a vitamina E. Esse nutriente é mais um dos protetores
contra doenças cardiovasculares. A dose diária recomendada é de 15 miligramas.

  • Azeite de oliva: 1 miligrama
  • Azeite-de-dendê: 0

3. Gordura benéfica
Outro motivo para eleger o azeite de oliva o melhor amigo do peito: ele contém maiores doses da monoinsaturada, aquela que limpa as artérias.

  • Azeite de oliva: 5,8 gramas
  • Azeite-de-dendê: 3,2 gramas


4. Nem tão boa assim

O dendê contém bastante gordura saturada. Como essa molécula é acusada de provocar aterosclerose, tempere seus quitutes com ele moderadamente.

  • Azeite-de-dendê: 4 gramas
  • Azeite de oliva: 1,04 grama

5. Pitadas de ferro
Embora não seja o melhor fornecedor desse mineral, o dendê oferece bem mais, comparado com o de oliva. Mulheres precisam de 18 miligramas e homens de 8.

  • Azeite-de-dendê: 0,44 miligrama
  • Azeite de oliva: 0,03 miligrama


6. Bom para os olhos

É o azeite-de-dendê que oferece muuuito mais vitamina A. As recomendações de consumo por dia são de 700 microgramas para mulheres e 900 para homens.

  • Azeite-de-dendê: 473 microgramas
  • Azeite de oliva: 0


7. De onde vêm?

Muito usado na culinária nordestina, o dendê tem origem africana e há relatos de que veio para o Brasil trazido pelos escravos. O azeite de oliva, por sua vez, é originário da região do Mediterrâneo e chegou aqui pelas mãos dos europeus.

Fonte: SAÚDE é vital!
http://saude.abril.uol.com.br/edicoes/0261/nutricao/conteudo_87841.shtml

Alimentação com azeite ajuda a controlar fome entre refeições

Óleo informa cérebro de que é preciso parar de comer. Descoberta pode inspirar novos tratamentos. A inclusão de azeite de oliva na alimentação ajuda o organismo a manter a sensação de satisfação e a prolongar o tempo entre as refeições, segundo estudo publicado hoje pela revista “Cell Metabolism”.

O azeite de oliva e outros óleos não saturados – considerados saudáveis – contêm grande quantidade de um tipo de gordura chamada ácido oléico. A pesquisa, realizada por um grupo de cientistas de diferentes partes do mundo, revelou que nos ratos o ácido oléico que chega ao intestino delgado entra nas células que o revestem – por meio de um transportador chamado CD36 – e lá se transforma no lipídio OEA (oleiletanolamida).

Estudos prévios, também em ratos, tinham mostrado que o OEA contribui para reduzir a fome, já que seu consumo reduz a freqüência das refeições e, assim, o peso e os níveis de colesterol e triglicerídios no sangue dos animais. A partir do intestino delgado, o OEA viaja pelas células nervosas até o cérebro, onde informa que o suficiente já foi ingerido e que é preciso parar de comer.

Daniele Piomelli, professor de farmacologia na Universidade da Califórnia e diretor do estudo, explica que se trata de um dos muitos sistemas do corpo para controlar a ingestão, e que uma dieta inadequada pode acabar com ele. Uma alimentação, por exemplo, rica em gorduras saturadas, onde o ácido oléico quase não está presente. As gorduras saturadas são aquelas que são sólidas a temperatura ambiente, como a manteiga e a banha, e que a indústria alimentícia costuma usar em seus produtos.

Explicação

Assim, o descobrimento do papel do ácido oléico no controle da fome abre a possibilidade de que o fato de algumas pessoas comerem demais possa estar em alguma alteração desse mecanismo. Segundo os cientistas, seria possível desenvolver estratégias tanto nutricionais quanto farmacológicas para reforçar esse dispositivo de controle do apetite em casos de obesidade ou outro tipo de desordem alimentícia.

A descoberta, segundo Piomelli, permitirá criar uma nova classe de medicamentos que aproveitem os mecanismos naturais do organismo para controlar o apetite.

Indústria alimentícia fere legislação e coloca saúde do consumidor em risco

Confiante na boa procedência dos produtos e correta postura dos empresários do setor, o cliente não sabe que por trás de determinados itens há diversas irregularidades e aproveitamento de brechas na lei. Ciente desta situação, a PRO TESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor percorreu as gôndolas de supermercados em busca de produtos inadequados.

Confira alguns dos achados:

Picolés
Publicada pela Anvisa em 2005, a RDC nº 266, que trata a regulamentação de picolés, é extremamente falha, apontam profissionais da PRO TESTE. São poucos os parâmetros e não há denominação de venda uniforme e clara. A Portaria nº 379 da Anvisa, de 1999, revogada por esta mais recente, era bem mais completa, informam.

Entre os principais problemas, a PRO TESTE destaca a não obrigatoriedade da informação sobre data de validade e lote juntos, nem mesmo da informação de um número de telefone (SAC).

A temperatura de conservação descrita é muito permissiva. Um risco, tendo em vista que a temperatura baixa é importante não só para manter as características sensoriais do sorvete, como para inibir microrganismos. Segundo a PRO TESTE, a temperatura ideal é de até –18°C.

A legislação atual também não cita as matérias-primas, enquanto que a anterior limitava a quantidade de sólidos totais. Também não há limite para a quantidade de açúcares adicionados, o que pode resultar em problemas para a saúde do consumidor.

Com relação aos microorganismos, a legislação exige a verificação de coliformes fecais, estafilococos e salmonelas, que não são bactérias psicotrófilas, e não especifica nada sobre mesófilos, bolores, leveduras ou listéria. Esta última, vale destacar, tem capacidade de se desenvolver em baixas temperaturas. Outro fator agravante é o fato do picolé não passar por outro processo que elimine possíveis microrganismos, como o cozimento, além da pasteurização.

Peixe Fresco
A portaria do Ministério da Agricultura que define padrões de qualidade e de identidade para os peixes frescos no Brasil é também falha e se omite em pontos importantes. Além de não apresentar os limites aceitáveis para trimetilamina – um exame essencial para avaliar o frescor do peixe -, não determina a temperatura ideal para armazená-los, que seria de 4ºC.

A legislação também não exige que as etiquetas que acompanham os peixes vendidos a granel tragam informações indispensáveis ao consumidor, tais como data de validade ou modo de conservação.

Para controle de microrganismos, é necessário recorrer à resolução da Anvisa que aborda os limites microbiológicos para todos os alimentos, inclusive o peixe fresco. Esta resolução, no entanto, esquece de delimitar os valores máximos para mesófilos, psicotrófilos, clostrídios, B. cereus, coliformes fecais, E coli ou listéria, colocando a saúde do consumidor em risco.

Por todas estes problemas, a PRO TESTE notificou o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, ligado ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento e à Anvisa, órgão responsável pela fiscalização dos peixes que chegam às mesas dos consumidores.

Azeite
Foram encontradas em duas marcas de azeite de oliva extravirgem fraude e má qualidade, com produtos fora das especificações e denominação contidas no rótulo. Outro problema foi que a legislação brasileira que aborda os parâmetros de qualidade de azeite de oliva deve atender aos requisitos do Codex Alimentarius, um regulamento internacional produzido por especialistas da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), que define padrões sobre alimentos para preservar a saúde da população.

O texto destas normas, embora bastante completo, não foi incluído na legislação brasileira. Ele apenas é indicado, e o texto só está disponíveis em inglês, francês ou espanhol, dando margem para interpretações duvidosas.

Guaraná
A análise dos refrigerantes de guaraná comercializados no país levou a PRO TESTE à conclusão de que as normas que regem a bebida deveriam ser muito mais completas. Na rotulagem, por exemplo, falta à obrigatoriedade de informações importantes para os consumidores, como data de fabricação, número de telefone (SAC), modo correto de armazenamento do produto e teor de cafeína.

Também não está estabelecido o limite para o açúcar. Com isso, a quantidade encontrada nos refrigerantes foi muito elevada, especialmente se considerarmos que a bebida não é a única fonte diária de açúcar de absorção rápida, cuja quantidade máxima a ser consumida é de 30 gramas para uma dieta de 2.000kcal diárias. Já no caso dos edulcorantes, a PRO TESTE considera a legislação muito permissiva para os limites de sacarina e ciclamato e acredita que os limites possam ser reduzidos pela metade.

Outro problema encontrado foi a presença de aditivos. Embora a norma da Anvisa apresente os limites para os aditivos permitidos nos refrigerantes de guaraná, entre os quais os conservantes ácido benzóico e ácido sórbico, o baixo pH dos guaranás dispensaria o uso destes aditivos.

Por fim, uma norma da Anvisa determina apenas que os coliformes fecais devem estar ausentes nos refrigerantes de guaraná, não estipulando limites para microrganismos que possam indicar falhas de fabricação ou conservação, como bolores, leveduras e mesófilos.

Sopas em Pacote
A ingestão elevada de glutamatos traz uma série de desconfortos que variam conforme a dose ingerida e a quantidade que se consome de uma só vez, pois é mais perigoso ingerir uma dose elevada uma única vez do que em várias refeições doses menores.

Congestão facial, sensação de queimação no rosto, dor de cabeça, náuseas, palpitações, suores frios, tonteira e sensação de fraqueza são alguns dos principais sintomas. Há suspeitas de que o consumo excessivo de glutamatos possam desencadear ou agravar doenças degenerativas do cérebro, como isquemia, Alzheimer e Parkinson.

Com todos esses problemas, a legislação brasileira permite o uso de glutamatos sem estipular um limite. Conclusão: o teste realizado pela PRO TESTE encontrou concentração muito alta nas sopas, que além do risco para a saúde, permitem mascarar o sabor dos alimentos, encobrindo uma eventual matéria-prima sem qualidade.

A Associação sugere que o estabelecimento de uma norma simples preservaria o consumidor e está exigindo junto à Anvisa providências sobre o tema.

Lasanha congelada
Como não existem normas próprias para massas alimentícias congeladas prontas para consumo, a PRO TESTE já solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária a criação desta legislação.

Referência(s)
Codex Alimentarius FAO/WHO Food Standards. Disponível em www.codexalimentarius.net/web/procedural_manual_es.jsp. Acessado em 23/09/2008.
PRO TESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Disponível em http://www.proteste.org.br/. Acessado em 24/09/2008.