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SISTEMA ENDÓCRINO

O sistema endócrino é um sistema complexo de glândulas. Glândulas são órgãos pequenos mas importantes, cuja função é produzir hormônios. Hormônios são substâncias que ajudam a controlar as atividades do seu corpo. Os hormônios controlam a reprodução, o metabolismo (“queima” dos alimentos e eliminação de resíduos), o crescimento e o desenvolvimento. Os hormônios também controlam a maneira pela qual você responde ao meio ambiente, e ajudam a regular a quantidade exata de energia e nutrientes que o seu corpo precisa para funcionar.

Quais são as glândulas endócrinas?

As glândulas endócrinas incluem a tireóide, as paratireóides, o pâncreas, os ovários, os testículos, as supra-renais, a hipófise e o hipotálamo, dentre outras.

Tireóide

A tireóide é uma glândula pequena que fica localizada na região anterior do pescoço, em frente à passagem do ar (traquèia) e abaixo do pomo-de-Adão. Os hormônios da tireóide controlam o seu metabolismo, que é a capacidade do corpo quebrar os nutrientes provenientes dos alimentos para armazená-los na forma de gordura, e também a capacidade de “queimar” esses nutrientes para produzir energia.

A tireóide produz 2 hormônios, o T3 (ou tri-iodotironina) e o T4 (ou tiroxina). As doenças da tireóide resultam do excesso ou da falta desses hormônios.

Os sintomas do hipotireoidismo (falta de hormônios tireoidianos) incluem: falta de energia, batimentos cardíacos muito lentos, pele seca, intestino preso, e sensação de frio o tempo todo. Em crianças, o hipotireoidismo comumente leva à diminuição do crescimento. Bebês nascidos com hipotireoidismo podem apresentar atraso do desenvolvimento e retardo mental se não tratados adequadamente. Em adultos, o hipotireoidismo freqüentemente provoca um ganho discreto de peso. Um aumento da tireóide, ou bócio, pode ocorrer.

O hipertireoidismo (hormônio tireoidiano em excesso) pode resultar em bócio com aumento exagerado dos olhos (exoftalmia), o que é conhecido como Doença de Graves. Os sintomas do hipertireoidismo incluem: ansiedade, batimentos cardíacos muito rápidos (taquicardia), diarréia, perda de peso sem motivo, fome demasiada, suor excessivo, tremores e fraqueza muscular. Um aumento do tamanho da tireóide (bócio) e inchaço atrás dos olhos, que empurra os olhos para a frente, tornando-os maiores e mais saltados, são características comuns desse distúrbio.

Pâncreas

O pâncreas é uma glândula grande, localizada no abdome, atrás do estômago, cuja função é ajudar a manter os níveis normais de açúcar (glicose) no sangue. O pâncreas secreta a insulina, que é um hormônio que controla a passagem da glicose do sangue para o interior das células, onde será usada para a produção de energia. O pâncreas também secreta o glucagon, que aumenta o nível de glicose no sangue quando este se encontra baixo demais. O glucagon faz com que o fígado libere glicose no sangue.

O diabetes mellitus é um desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente, devido a uma resistência do corpo à ação da insulina (diabetes tipo 2). Sem insulina suficiente para fazer a glicose passar para o interior das células, esta glicose acaba se acumulando no sangue, onde atinge níveis maiores que o normal.

No diabetes tipo 1, mais comum em pessoas jovens e magras, o paciente precisa tomar injeções de insulina.

No diabetes tipo 2, que acomete principalmente pessoas de meia-idade com excesso de peso, o paciente pode ser tratado com exercício, dieta e outras medicações, mas algumas vezes pode precisar tomar injeções de insulina também.

Uma condição chamada hiperinsulinismo é causada pelo excesso de insulina, e leva à diminuição da glicose no sangue para níveis abaixo do normal (hipoglicemia). Existe uma forma hereditária, ou congênita, que provoca hipoglicemias em bebês. Algumas vezes, essa doença pode ser tratada com medicações, mas freqüentemente é necessária a remoção cirúrgica de parte ou todo o pâncreas. Um tumor do pâncreas que secreta insulina (insulinoma) é uma causa menos comum de hipoglicemia. Os sintomas da hipoglicemia incluem: ansiedade, suor em excesso, fraqueza, fome, confusão, sensação de “cabeça vazia” e taquicardia. O baixo nível de glicose no sangue estimula a liberação de hormônios como o glucagon, a adrenalina e o hormônio de crescimento, que ajudam a glicose a retornar aos níveis normais.

Hipófise

A hipófise (antigamente conhecida como pituitária) é algumas vezes chamada de “glândula-mestra”, devido à sua grande influência em outros órgãos do corpo. Sua função é complexa e fundamental para o bem-estar geral do indivíduo.

A hipófise é dividida em 2 partes:

a anterior (ou adeno-hipófise)
posterior (ou neuro-hipófise)

A hipófise anterior produz vários hormônios:

a) Prolactina (PRL)

Estimula a produção de leite nas mulheres, após o parto, e pode afetar os níveis de hormônios provenientes dos ovários (em mulheres) e dos testículos (em homens).

b) Hormônio de Crescimento (GH, do nome em inglês: Growth Hormone)

Estimula o crescimento nas crianças e é importante para manter uma composição corporal saudável na vida adulta, pois atua na manutenção da massa muscular, da densidade mineral óssea e da distribuição de gordura pelo corpo.

c) Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH)

Estimula a produção de um importante hormônio pelas glândulas supra-renais, o cortisol. Este é considerado um “hormônio do stress”, e ajuda a manter os níveis normais de glicemia e pressão arterial, e por isso é indispensável à sobrevivência.

d) Hormônio Estimulador da Tireóide (TSH)

Estimula a tireóide a produzir e secretar hormônios tireoidianos, os quais regulam o metabolismo corpóreo, a produção de energia, o crescimento e desenvolvimento e a atividade do sistema nervoso central.

e) Hormônio Luteinizante (LH)

Regula a produção dos hormônios sexuais: testosterona nos homens e estrógenos nas mulheres.

f) Hormônio Folículo-Estimulante (FSH)

Promove a produção de esperma nos homens e estimula os ovários a liberar óvulos nas mulheres. O LH e o FSH agem em conjunto para permitir a função normal das glândulas sexuais: ovários e testículos.

Já a hipófise posterior armazena e secreta 2 hormônios diferentes

a) Ocitocina

Provoca a ejeção (“descida”) do leite em mulheres que estão amamentando e a contração uterina durante o trabalho de parto.

b) Hormônio Anti-Diurético (ADH, ou Vasopressina)

Regula o balanço da quantidade de água no corpo. Quando este hormônio não é secretado corretamente, isso pode levar à perda exagerada de água através da urina, o chamado diabetes insipidus. Isso pode levar a problemas renais sérios, e até à falência dos rins (insuficiência renal) se não for instituído o tratamento adequado.

OBS.: Não confunda diabetes mellitus com diabetes insipidus. Diabetes mellitus é a elevação dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, devido a falhas na produção ou na ação da insulina. Diabetes insipidus é a perda excessiva de água pelos rins, devido a problemas com a produção ou com a ação do hormônio anti-diurético (ADH).

Como a glândula hipófise produz hormônios que regulam o funcionamento de praticamente todas as demais glândulas endócrinas do organismo, é fácil deduzir que doenças da hipófise podem se manifestar com o excesso ou a deficiência de hormônios os mais diversos, tanto da hipófise como das glândulas-alvo. Por exemplo: a produção aumentada de hormônio de crescimento pode levar ao gigantismo (crescimento exagerado), e a deficiência desse mesmo hormônio pode causar nanismo (baixa estatura).

Supra-Renais

As glândulas supra-renais, ou adrenais, ficam localizadas acima dos rins. Cada supra-renal é, na verdade, 2 glândulas, visto que é formada por uma porção interna (medula adrenal) e uma porção externa (córtex adrenal). Os hormônios do córtex adrenal são essenciais à manutenção da vida; os hormônios da medula adrenal, não.

O córtex adrenal produz os seguintes hormônios:

a) Cortisol (glicocorticóide)

Ajudam no controle dos níveis de glicose no sangue, aumentam a queima de gorduras e proteínas para produção de energia e aumentam na vigência de stress (como, por exemplo, na presença de febre, doenças graves e acidentes com trauma).

b) Aldosterona (mineralocorticóide)

Controla o volume de sangue e ajuda a regular a pressão arterial, agindo nos rins para estimulá-los a reter sódio e água.

c) Andrógenos adrenais

Importantes para algumas características sexuais secundárias, tanto em mulheres como em homens.

Exemplos de doenças causadas por problemas do córtex adrenal são: a Síndrome de Cushing, causada pelo excesso de cortisol, e a Síndrome de Addison, provocada pela deficiência do cortisol.

A medula adrenal produz adrenalina (ou epinefrina) e noradrenalina (ou norepinefrina), hormônios também secretados pelas terminações nervosas e que aumentam a freqüëncia dos batimentos cardíacos, abrem as vias aéreas para melhorar a entrada de oxigênio, e aumentam o fluxo sangüíneo para os músculos, geralmente quando uma pessoa encontra-se em situação ameaçadora, assustada, excitada ou sob stress intenso. Portanto, esses hormônios melhoram a capacidade da pessoa proteger-se, através da fuga ou da luta (to fight or to flight).

Paratireóides

Localizadas atrás da glândula tireóide, no pescoço, as paratireóides são 4 pequenas glândulas que produzem hormônios importantes para a regulação dos íons cálcio e fósforo no sangue. As paratireóides são indispensáveis para o desenvolvimento ósseo adequado, visto que o cálcio e o fósforo são os principais minerais componentes da matriz óssea. Em resposta à pouca quantidade de cálcio na dieta, por exemplo, as paratireóides secretam o paratormônio (PTH), que retira cálcio dos ossos para que o nível sangüíneo de cálcio continue normal. Os níve is de cálcio no sangue precisam ser mantidos estáveis porque são importantes para a condução nervosa e a contração muscular.

Se as paratireóides forem removidas, como pode acontecer em algumas situações (por exemplo, cirurgia para retirada da tireóide), o cálcio do sangue cai para valores muito baixos (hipocalcemia), o que produz diversos sintomas, tais como: arritmias cardíacas, espasmos e cãibras musculares, formigamento (parestesias) nas mãos e pés e dificuldade para respirar. Esse quadro, provocado pela deficiência de paratormônio, é chamado hipoparatireoidismo.

Existem doenças que podem provocar o excesso de PTH, ou hiperparatireoidismo, como alguns tumores das paratireóides ou alguns distúrbios renais graves. Nesse caso, observam-se: dores ósseas, pedras nos rins, aumento do volume de urina, fraqueza muscular e fadiga crônica, podendo em alguns casos ocorrer fraturas severas devido ao enfraquecimento dos ossos pela retirada de cálcio.

Hipotálamo

O hipotálamo é uma parte do cérebro que fica exatamente acima da glândula hipófise. O hipotálamo produz hormônios que agem diretamente na hipófise, estimulando ou inibindo a liberação dos hormônios hipofisários. Alguns dos hormônios hipofisários são: o GHRH (que estimula a liberação do GH), o TRH (que estimula a liberação do TSH), o CRH (que estimula a liberação do ACTH) e o GnRH (que estimula a liberação de LH e FSH). O hipotálamo também produz o neurotransmissor dopamina, que inibe a liberação de prolactina pela hipófise. Portanto, o hipotálamo, por controlar diretamente a função da glândula-mestra, a hipófise, constitui o elo de ligação entre o sistema nervoso central (cérebro) e o sistema endócrino.

Ovários

Os ovários são glândulas localizadas no abdome inferior das mulheres, responsáveis pela produção dos 2 mais importantes hormônios sexuais femininos: o estrógeno e a progesterona. Esses hormônios são responsáveis pelo desenvolvimento e a manutenção dos caracteres sexuais secundários femininos (ou seja, o crescimento das mamas, o aparecimento dos ciclos menstruais, a pilificação de padrão feminino e a distribuição de gordura corporal típica). Também são fundamentais para a reprodução, pois controlam o ciclo menstrual (junto com o LH e o FSH), liberam óvulos ciclicamente (ovulação) e ajudam a criar as condições necessárias para a gestação. Os ovários produzem, ainda, a inibina (que inibe a liberação de FSH pela hipófise e ajuda no desenvolvimento dos óvulos) e uma pequena quantidade de hormônios masculinos.

A alteração mais comum do funcionamento dos ovários é a menopausa, que é parte do processo normal de envelhecimento e consiste na parada da ovulação e na redução acentuada da produção de estrógeno e progesterona, o que normalmente ocorre por volta dos 50 anos de idade. Um quadro semelhante pode ocorrer quando os ovários são removidos cirurgicamente. Algumas conseqüências da menopausa são: ondas de calor, alterações do humor (ansiedade, tristeza, instabilidade emocional), perda de massa óssea (osteoporose) e atrofia da mucosa vaginal.

Outra alteração extremamente comum dos ovários é a chamada Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOMP), que é causada pela produção excessiva de hormônios masculinos pelos ovários, muitas vezes relacionada ao excesso de peso e a problemas na ação da insulina (resistência insulínica). A SOMP pode cursar com irregularidade ou ausência dos ciclos menstruais, dificuldade para engravidar (infertilidade) e manifestações do excesso de hormônios masculinos, como: acne severa, aumento de pêlos, oleosidade excessiva da pele e cabelos e queda de cabelos. A longo prazo, as mulheres com SOMP apresentam um risco aumentado de desenvolver complicações como: diabetes mellitus tipo 2, aumento do colesterol, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Testículos

Os homens possuem 2 glândulas reprodutivas gêmeas, chamadas testículos, que produzem o hormônio sexual masculino, a testosterona. A testosterona é responsável pelo aparecimento, na puberdade, das características sexuais secundárias do sexo masculino (aumento de massa muscular, pilificação, barba, engrossamento da voz, crescimento dos órgãos genitais e produção de espermatozóides), e pela sua manutenção na vida adulta. Os testículos também são o local de produção dos espermatozóides, as células reprodutoras masculinas.

O câncer do testículo, que é a forma mais comum de câncer em homens entre os 15 e 35 anos de idade, pode necessitar de tratamento cirúrgico com a remoção de um ou dois testículos. A diminuição ou ausência de testosterona que surge então (chamada hipogonadismo) pode levar à perda de desejo sexual, impotência, alterações da imagem corporal, perda da massa óssea e da força muscular e transtornos do humor.

Timo

O timo é uma glândula necessária no início da vida para o desenvolvimento adequado do sistema de defesa do organismo (sistema imune, ou linfóide). Ele é grande no bebê recém-nascido, e atinge seu tamanho máximo durante a puberdade, mas daí em diante o timo vai sendo progressivamente substituído por gordura, até praticamente desaparecer na vida adulta. O timo secreta fatores humorais, hormônios importantes para a maturação da resposta imunológica.

Glândula Pineal

A glândula pineal ainda é alvo de intensos estudos por parte dos cientistas, pois seu funcionamento e sua importância ainda não foram completamente esclarecidos. A pineal fica localizada no interior do cérebro e produz a melatonina, um hormônio que pode influenciar a função dos ovários e testículos e também pode ajudar a controlar os padrões de sono e vigília de um indivíduo.

Placenta

A placenta, além de fazer a conexão entre a mãe e o feto durante a gravidez, produz vários hormônios que ajudam na manutenção da gestação e no preparo das mamas para a amamentação. Alguns desses hormônios são: a gonadotrofina coriônica humana (hCG), o lactogênio placentário (hPL) e o estrógeno e a progesterona.

Pele, Fígado e Rins

Esses três órgãos agem em conjunto para produzir a 1,25-di-hidroxi-vitamina D, que é a forma biologicamente ativa da vitamina D. Essa vitamina, juntamente com o paratormônio, age na manutenção dos níveis de cálcio e fósforo no sangue.

Estômago e Intestino Delgado

O trato digestivo é o maior sistema orgânico relacionado à função endócrina, pois secreta vários hormônios importantes que regulam o metabolismo corporal, tais como a ghrelina e o peptídeo YY3-36, que regulam o apetite e podem ter um papel fundamental na regulação do peso corporal e na gênese da obesidade.

Tecido Adiposo

O tecido adiposo produz várias substâncias importantes para a regulação dos estoques de energia no corpo, dos quais um dos mais estudados é a leptina, que pode ter ação ainda na regulação da ação da insulina em diversos tecidos.

Coração

O coração produz um hormônio chamado peptídeo natriurético atrial, que produz aumento da perda renal de sódio e dilatação dos vasos sangüíneos em resposta a situações de aumento do volume de sangue circulante e aumento da pressão arterial.

Fonte: www.portalendocrino.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

HORMÔNIOS

São substâncias químicas produzidas por um grupo de células, numa parte do corpo e, secretadas na corrente sangüíneas, controlam ou ajudam no controle de outras células, em outra parte do corpo.

A secreção, como se faz diretamente na corrente sanguínea e não por ductos, como nas glândulas exócrinas, é denominada endócrina. As glândulas responsáveis pela secreção dos hormônios, portanto, são classificadas como glândulas endócrinas.

TIPOS DE HORMÔNIOS

Podemos classificar os hormônios, quanto a natureza química dos mesmos, em 2 tipos:

Protéicos – são produzidos a partir de cadeias de aminoácidos. Geralmente são constituídos por pequenas proteínas ou fragmentos protéicos.

Esteróides – são sintetizados a partir do colesterol.

MECANISMOS DE AÇÃO DOS HORMÔNIOS

Existem diversos mecanismos através dos quais os hormônios agem em suas respectivas células-alvo e fazem-nas executar alguma função. Destes, 2 mecanismos são bastante importantes:

Ativação da adenilciclase e formação de AMP-cíclico intracelular – é o mecanismo geralmente utilizado pela grande maioria dos hormônios protéicos. O hormônio, uma vez ligado a um receptor específico localizado na membrana celular de uma célula-alvo, provoca a ativação de uma enzima intracelular (adenilciclase). Esta enzima converte parte do ATP intracelular em AMP-cíclico. O AMP-cíclico, enquanto presente no interior da célula, executa na mesma uma série de alterações fisiológicas como: ativação de enzimas; alterações da mermeabilidade da membrana celular; modificações do grau de contração de músculo liso; ativação de síntese protéica; aumento na secreção celular.

Ativação de genes – é o mecanismo como agem, geralmente, os hormônios esteróides. Através deste mecanismo o hormônio, de encontro à sua respectiva célula-alvo, penetra em seu interior e então liga-se a um receptor específico. Ligado ao receptor o hormônio atinge o núcleo da célula, onde genes específicos seriam então ativados. Com a ativação de determinados genes, moléculas de RNA mensageiro se deslocam para o citoplasma da célula e determinam a síntese de determinadas proteínas. Estas proteínas, então aumentam atividades específicas da célula.

PRINCIPAIS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS

Hipófise (pituitária) Anterior

Produz e secreta dezenas de hormônios. Os principais e mais bem conhecidos são: GH, TSH, ACTH, FSH, LH e PROLACTINA.

Hipófise

(pituitária Posterior – secreta os hormônios (produzidos no hipotálamo): OCITOCINA e ADH (hormônio anti diurético).

Tireóide

Produz e secreta: TIROXINA (T4), TRIIODOTIRONINA (T3) e CALCITONINA.
Paratireóides – produzem e secretam: PARATORMÔNIO.

Pâncreas

Produzem e secretam: INSUSINA e GLUCAGON.

Cortex das Supra Renais

Produzem e secretam dezenas de hormônios. Os mais importantes são: ALDOSTERONA, CORTISOL, HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS.

Testículos

Produzem e secretam o hormônio masculino TESTOSTERONA.

Ovários

Produzem e secretam os hormônios femininos: ESTROGÊNIO e PROGESTERONA.

HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS

HIPÓFISE

A Hipófise (ou Pituitária) é uma pequena glândula localizada em uma cavidade craniana chamada sela túrsica. É dividida em 2 partes, uma bem diferente da outra: Hipófise Anterior (Adenohipófise) e Hipófise Posterior (Neurohipófise).

ADENOHIPÓFISE

Formada por tipos bastante variados de células, produz e secreta na circulação dezenas de hormônios.

Os mais importantes e bem conhecidos são:

HG (somatotropina)

Hormônio do crescimento – promove um crescimento na maioria dos tecidos do nosso corpo.

TSH (tireotropina)

Hormônio estimulante da tireóide – estimula as células foliculares tireoideanas a aumentarem a síntese e liberação dos hormônios tireoideanos.

ACTH (corticotropina)

Hormônio estimulante da córtex da supra-renal – estimula a córtex da glândula supra-renal a aumentar a síntese e liberação de seus hormônios.

FSH (gonadotropina)

Hormônio folículo-estimulante – estimula o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos (na mulher) e a proliferação do epitélio germinativo e espermatogênese (no homem).

LH (gonadotropina)

Hormônio luteinizante – um dos grandes responsáveis pela ovulação, mantém o corpo lúteo em atividade (na mulher) e estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig (no homem).

PROLACTINA

Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias.

NEUROHIPÓFISE ADH

Hormônio anti diurético – produzido pelos núcleos supra-ópticos do hipotálamo, age no túbulo contornado distal e no ducto coletor do nefron, aumentando a permeabilidade à água nestes segmentos.

OCITOCINA

Produzido pelos núcleos paraventriculares do hipotálamo, promove contração da musculatura lisa uterina (muito importante durante o trabalho de parto) e contração das células mio-epiteliais, nas mamas, contribuindo para a ejeção do leite (durante a fase de amamentação).

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS DA ADENOHIPÓFISE

A secreção de cada um dos hormônios da adenohipófise pode aumentar ou diminuir sob comando hipotalâmico. Acontece que o Hipotálamo produz diversas substâncias denominadas Fatores de Liberação (ou de Inibição) Hipotalâmicos, substâncias estas que, atingindo as células da adenohipófise, fazem-nas aumentar ou reduzir a secreção de determinados hormônios, conforme o Fator de Liberação ou Inibição liberado e conforme as células atingidas por tais fatores. Estes Fatores de Liberação (ou Inibição) hipotalâmicos, uma vez secretados por células do hipotálamo, atingem rapidamente as células da adenohipófise através de um sistema de vasos denominado: sistema porta hipotálamo-hipofisário.

Eis abaixo exemplos de alguns destes Fatores de Liberação (ou Inibição) Hipotalâmicos e os respectivos hormônios hipofisários que têm sua secreção aumentada (ou diminuída) sob a ação dos tais fatores:

GRF Fator de Liberação da Somatotropina

Estimula a secreção do hormônio do crescimento (GH).

TRF – Fator de Liberação da Tireotropina

Estimula a secreção do hormônio estimulante da tireóide (TSH).

CRF – Fator de Liberção da Corticotropina

Estimula a secreção do Hormônio estimulante da córtex da supra-renal (ACTH).

LRF – Fator de Liberação das Gonadotropinas

Estimula a secreção de ambas as gonadotropinas (FSH e LH).

PIF – Fator de Inibição da Prolactina

Inibe a secreção da prolactina

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH)

É uma pequena proteína, produzida e secretada pela glândula hipófise anterior.

Durante a fase de crescimento, sob ação deste hormônio, quase todas as células nos tecidos aumentam em volume e em número, propiciando um crescimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal.

Alguns de seus principais e conhecidos efeitos nos tecidos são:

Aumento na síntese protéica celular – Isso ocorre porque o hormônio do crescimento aumenta o transporte de aminoácidos através da membrana celular, aumenta a formação de RNA e aumenta os ribossomas no interior das células. Tudo isso proporciona, nas células, melhores condições para que as mesmas sintetizem mais proteínas.

Menor utilização de glicose pelas células para produção de energia – promove, assim, um efeito poupador de glicose no organismo.

Aumento da utilização de gordura pelas células para produção de energia – ocorre, também, uma maior mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos para que os mesmos sejam utilizados pelas células. Uma consequência disso é a redução dos depósitos de gordura nos tecidos adiposos.

Devido aos efeitos acima citados, observa-se um importante aumento na quantidade de proteínas em nossos tecidos. Em consequência do aumento das proteínas e de um maior armazenamento de glicogênio no interior das células, estas aumentam em volume e em número. Portanto observamos um aumento no tamanho de quase todos os tecidos e órgãos do nosso corpo.

CRESCIMENTO ÓSSEO

O efeito do hormônio do crescimento no crescimento ósseo ocorre de uma forma indireta: O hormônio do crescimento estimula nas células hepáticas e, em menor proporção, nos rins a produção de uma substância denominada somatomedina. A somatomedina estimula a síntese de substância fundamental na matriz óssea, necessária ao crescimento deste tecido. Portanto, um defict na produção de hormônio do crescimento acarreta também um defict no crescimento em estatura.

Embora o crescimento estatural cesse a partir da adolescência, o hormônio do crescimento continua a ser secretado por toda a vida. Ocorre apenas uma pequena redução em sua secreção após a adolescência. O crescimento estatural não mais ocorre, a partir desta fase, devido ao esgotamento da cartilagem de crescimento dos ossos longos, impedindo o crescimento dos mesmos em comprimento. Porém ossos mais membranosos, como os do nariz, continuarão a crescer lentamente.

CONTROLE DA SECREÇÃO

A quantidade de hormônio do crescimento secretada a cada momento depende de diversos fatores.

A regulação da secreção é feita através o Fator de Liberação da Somatotropina (GRF), produzida no hipotálamo. Este fator atinge a adeno hipófise através do sistema porta hipotálamo-hipofisário e estimula esta glândula a produzir e secretar maiores quantidades do hormônio do crescimento.

Um dos mais importantes fatores que influenciam a secreção de GRF pelo hipotálamo e, como consequência, maior secreção de GH pela hipófise, é a quantidade de proteínas no interior das células em nosso organismo. Quando as proteínas estão em quantidade baixa, como ocorre na desnutrição, o GRF é secretado em maior quantidade e, consequentemente, o GH também o faz. Como resultado haverá, nas células, um estímulo para que ocorra uma maior síntese de proteínas.

ANORMALIDADES NA SECREÇÃO DO GH

Uma insuficiência na secreção do GH desde a infância acarreta numa situação denominada nanismo. O indivíduo acaba ficando com uma baixa estatura e com seus órgãos internos, proporcionalmente, menores.

Uma hipersecreção anormal do GH desde a infância promove um crescimento exagerado de todos os tecidos e, inclusive, dos ossos longos. O resultado é uma condição denominada gigantismo.

Mas se a hipersecreção ocorrer somente após a adolescência, quando os ossos longos já estariam com sua capacidade de crescimento em comprimento esgotada, o resultado será um crescimento desproporcional em diversas vísceras, tecidos moles, órgãos internos e alguns ossos membranosos como os das mãos, pés, nariz e mandíbula. Tal condição é denominada acromegalia.

TIREÓIDE E HORMÔNIOS TIREOIDEANOS

(T3 e T4)

A tireóide localiza-se na região do pescoço, anteriormente à traquéia e logo abaixo da laringe. Histologicamente é formada por uma grande quantidade de folículos. As células foliculares produzem 2 importantíssimos hormônios: tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Estes dois hormônios armazenam-se no interior dos folículos e, aos poucos, são liberados para a corrente sanguínea. Através desta atingem todos os tecidos e promovem nos mesmos um importante estímulo no metabolismo celular. Na ausência destes hormônios, quase todo o metabolismo celular, em quase todos os tecidos, caem aproximadamente para a metade do normal. Por outro lado, numa condição de hipersecreção dos tais hormônios, o metabolismo celular basal aumenta exageradamente, atingindo cerca do dobro do normal.

PRODUÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS

As células foliculares tireoideanas sintetizam, durante todo o tempo, uma proteína, na qual se formam e armazenam os hormônios tireoideanos. Esta proteína se chama tireoglobulina e é formada por uma cadeia de aminoácidos tirosina.

Mas para que se formem os hormônios tireoideanos não basta uma normal produção de tireoglobulina. Também é de fundamental importância uma captação de íon iodeto, necessário à formação dos hormônios.

A captação de iodeto se faz através de um transporte ativo (bomba de iodeto), que bombeia contantemente estes íons do exterior para o interior das células foliculares, armazenando uma concentração cerca de 40 vezes maior no líquido intracelular.

Mas os íons iodetos devem ser transformados na forma elementar de iodo no interior das células, para que possam ser utilizados na formação dos hormônios. Isso se faz com a importante ajuda de uma enzima denominada peroxidase.

Na medida em que as moléculas de tireoglobulina vão sendo produzidas, moléculas de iodo vão se ligando quimicamente aos radicais tirosina das proteínas. Mas para que as moléculas de iodo se liguem com a devida rapidez e em quantidade satisfatória, se faz necessário a presença de uma enzima, a iodinase, que cataliza a reação do iodo com os radicais tirosina das tireoglobulinas.

As moléculas de tireoglobulina, conforme vão sendo produzidas, vão saindo da célula e armazenando-se no interior dos folículos, submersas num líquido gelatinoso denominado colóide.

Cada molécula de tireoglobulina carrega, portanto, vários radicais tirosina impregnados com molécula de iodo.

2 radicais tirosina, ligados entre sí, com 2 íons iodetos em cada uma de suas moléculas, reagem-se entre sí formando uma molécula de tiroxina (T4); 2 radicais tirosina, ligados entre sí, sendo um com 2 íons iodeto e outro com apenas 1 íon iodeto, reagem-se também entre sí formando uma molécula de triiodotironina (T3).

Diante do exposto acima, podemos então imaginar que cada molécula de tireoglobulina carrega vários hormônios tireoideanos (a maioria T4) em sua fórmula. Portanto, podemos dizer que os hormônios tireoideanos armazenam-se no interior dos folículos tireoideanos na forma de tireoglobulina.

SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS

A face voltada para o interior do folículo, da célula folicular tireoideana, faz constantemente o processo de pinocitose. Através da pinocitose, constantemente, diversas moléculas de tireoglobulina acabam retornando para o citoplasma da célula, desta vez carregando diversas moléculas de hormônio tireoideano em sua estrutura. No interior da célula, a tireoglobulina sofre ação de enzimas proteolíticas. Como consequência, a tireoglobulina se fragmenta em numerosos pedaços pequenos, liberando os hormônios tireoideanos (T3 e T4) na circulação, através da outra face celular. Os hormônios, então, ligam-se a proteínas plasmáticas e assim circulam em nossa rede vascular, atingindo quase todas as células de nosso corpo.

EFEITOS DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS

São raros os tecidos que não sofrem uma ação direta ou mesmo indireta dos hormônios tireoideanos. Sob seu estímulo, as células aumentam seu trabalho, sintetizam mais proteínas, consomem mais nutrientes e oxigênio, produzem mais gaz carbônico, etc.

HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO

Vejamos abaixo como se manifestaria uma pessoa que apresentasse uma hiper-secreção de hormônios tireoideanos, comparada a uma outra que apresentasse uma hipo-secreção dos mesmos hormônios:

SISTEMA RESPIRATÓRIO

 
HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
frequência respiratória aumenta (taquipnéia) diminui (bradipnéia)
profundidade da respiração aumenta (hiperpnéia) diminui (hipopnéia)

SISTEMA CARDIO-VASCULAR

 
HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
tônus vascular vaso-dilatação vaso-constrição
fluxo sanguíneo tecidual aumenta diminui
temperatura corporal aumenta diminui
frequência cardíaca aumenta (taquicardia) diminui (bradicardia)
força de contração do coração aumenta diminui
débito cardíaco aumenta diminui
pressão arterial (sistólica) aumenta diminui
pressão arterial (diastólica) diminui aumenta

SISTEMA NEURO-MUSCULAR

 
HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
contrações musculares mais fortes, mais rápidas mais fracas, mais lentas
reflexos hiper-reflexia hipo-reflexia
sono reduzido (insônia) aumentado
manifestações psicológicas ansiedade, tendências psiconeuróticas
taquipsiquismo
depressão
bradipsiquismo

SISTEMA DIGESTÓRIO

 
HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
fome aumentada diminuída
movimentos do tubo digestório aumentados reduzidos
sereções digestivas aumentadas reduzidas
fezes mais líquidas, mais frequentes mais sólidas, menos frequentes

SISTEMA ENDÓCRINO

 
HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
secreções endócrinas
(de um modo geral)
aumentam diminuem

SISTEMA REPRODUTOR

 
HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
masculino disfunção erétil redução da libido
feminino amenorréia
oligomenorréia
menorragia
polimenorréia
redução da libido

Fonte: mclocosta.sites.uol.com.br

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Dr. Vinícius Graton é Nutricionista atuante na Nutrição Clínica & Nutrição Esportiva. Em Uberlândia/MG atende na Clínica Renova - Rua Bernardo Guimarães 417 - Bairro Fundinho. Contato (34) 3255-1237 ou 3231-8655. Para Assessoria Online envie WhatsApp (34)98407-3617

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