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QUEDA NA DESNUTRIÇÃO INFANTIL

QUEDA NA DESNUTRIÇÃO INFANTIL – A pesquisa revela queda nas variáveis da desnutrição de crianças até 5 anos. Nessa faixa etária, o déficit de peso versus altura caiu de 2,3% para 2%, e o de peso versus idade, de 5,7% para 1,7%. O déficit de altura versus idade teve redução de 13% para 7% entre 1996 e 2006. A partir do novo padrão de crescimento da OMS de 2006, os dados apurados pela PNDS de 1996 são, atualizados, 13% e não 10%, como informa o estudo.

“As crianças brasileiras estão crescendo mais e melhor. Em 10 anos, tivemos uma redução de 50% no déficit de altura por idade em menores de cinco anos e em regiões como o Nordeste, esta redução foi cerca de 70%. Poucos países alcançam esta marca em tão pouco tempo”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcelos.

Ela acrescenta que esse indicador mede o acesso aos serviços básicos de saúde e está relacionado ao esforço do Ministério da Saúde em ampliar e qualificar as equipes de Saúde da Família. “Hoje são 28 mil equipes e 218 mil agentes comunitários de saúde. Esse aumento é mais de 600% do número de equipes que havia há dez anos”, completa.

A PNDS revelou a existência de excesso de peso para a altura em 6,6% das crianças com menos de cinco anos, em 2006. A região Norte apresentou o menor índice, de 5,2%, e a Sul, o maior, de 8,8% das crianças. As regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste apresentaram índices de 6,7%, 7% e 6%, respectivamente.

A PNDS-2006 conclui que a insegurança alimentar está associada a domicílios nas regiões Norte e Nordeste, ao meio rural, à baixa escolaridade, à aglomeração domiciliar (mais de sete moradores) com crianças e adolescentes, à entrevistada ser negra, ao desemprego e à ausência de trabalho nos últimos 12 meses.
A pesquisa, financiada pelo Ministério da Saúde e executada pelo Cebrap, teve o apoio do Núcleo de Estudos de População e Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas (todos da Unicamp), Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP e Laboratório de Nutrição do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

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