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Quais os substratos de nutrientes gastos durante a atividade física?

Diversos fatores determinam o tipo de nutriente que será gasto durante o exercício físico: intensidade, duração, nível de condicionamento do indivíduo e o fornecimento da dieta.

Quando a atividade é de alta intensidade, como na corrida competitiva, a glicose armazenada no músculo como glicogênio é a única fonte de energia. É utilizada, portanto, a via anaeróbica (sem oxigênio) de metabolização. Para esportes que utilizam as duas vias metabólicas, aeróbica (com oxigênio) e anaeróbica, há gasto do glicogênio muscular em alta velocidade. Alguns exemplos são: basquete, futebol e natação.

Para exerícios de intensidade moderada, como a caminhada, a dança aeróbica, a ginástica, o ciclismo e a natação recreativa, três fontes de energia são utilizadas: metade provém do glicogênio muscular e a outra metade vem da glicose circulante no sangue e dos ácidos graxos.

Em atividades de intensidade moderada a baixa, como andar, praticadas por períodos maiores de tempo, há utilização da gordura, alimentada pela via aeróbica. Isto só é possível porque a gordura é quebrada mais lentamente, fornecendo a energia necessária num tempo mais longo, como é o caso da baixa intensidade a moderada.

Quanto maior a duração do tempo de exercício, maior o gasto de gordura como fonte de energia. Porém, a gordura só poderá ser utilizada se houver a presença de carboidrato. Portanto, a glicose do sangue e o glicogênio muscular são necessários para todas as intensidades de atividade física.

O condicionamento do atleta infuencia a melhora do sistema cardiovascular envolvido na liberação de oxigênio, o aumento do número de mitocôndrias, envolvidas na síntese de ATP, e a capacidade do organismo de metabolizar a gordura. A dieta do praticante de atividade física deverá conter todos os macro e micronutrientes, para que haja condições necessárias de reserva e queima de energia.

Bibliografia (s)

Berning JR. Nutrição para treinamento e desempenho atlético. In: Mahan LK, Escott-Stump S, editores. Krause alimentos, nutrição & dietoterapia. São Paulo: Roca; 2002. p. 517-38.

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