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Pequi – Você conhece este fruto?

O pequizeiro é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, cujo fruto, embora muito utilizado na cozinha nordestina, do centro-oeste e norte de Minas Gerais, é considerado tipicamente goiano.

Em geral, o pequi pode ser encontrado em toda a região Centro-Oeste e nos estados de Rondônia (ao leste), Minas Gerais (norte e oeste), Pará (sudoeste), Tocantins, Maranhão (extremo sul), Piauí (extremo sul), Bahia (oeste), Ceará (sul), e nos cerrados de São Paulo e Paraná. Em Goiás, podem ser encontradas todas as variedades, cuja frutificação ocorre entre os meses de setembro e fevereiro. Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo.

O pequi pode ser consumido cozido, puro ou juntamente com arroz e/ou frango. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, havendo necessidade de um maior cuidado ao roer o fruto para evitar ferimentos nas gengivas. Além do consumo da polpa e do caroço, o pequi também é utilizado na fabricação de óleo, de grande valor culinário, e licor. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. Pode ser consumido tanto em natura quanto em conserva.

Sua composição é bastante rica em diversos nutrientes essenciais ao organismo. Tanto a polpa como a amêndoa do pequi possuem ácidos graxos importantes para compor uma dieta saudável. Em ambos, os lipídios são os constituintes predominantes, prevalecendo nestes os ácidos graxos oléico e palmítico, importantes para o metabolismo humano. Na polpa, também se detectam um teor elevado de fibra alimentar e a presença de compostos fenólicos e carotenóides totais, os quais estão associados à prevenção de processos oxidativos, conferindo ao pequi a ação antioxidante.

Cada 100 g do fruto tem, em média:

Energia
(kcal)

Proteína
(g)

Lipídios
(g)

Carboidratos
(g)

Fibras
(g)

Fósforo
(mg)

Potássio
(mg)

205

2,3

18,0

13,0

19,0

34,0

298,0

Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Alimentos regionais brasileiros. 1.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2002, 140 p. – LIMA, A.; SILVA, A. M. O.; TRINDADE, R. A.; TORRES, R. P.; MANCINI-FILHO, J. Composição química e compostos bioativos presentes na polpa e na amêndoa do pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 29, n. 3, 2007. – NEPA – UNICAMP. Tabela brasileira de composição de alimentos. Campinas, SP: NEPA – UNICAMP, 2006. 133 p. – PHILIPPI, S. T. Nutrição e técnica dietética. Barueri, SP: Manole, 2006. 402 p. – http://www.nutricaoemfoco.com.br/pt-br/site.php?secao=alimentos-N-P&pub=3340

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