Intolerância a Lactose

O que é Intolerância a Lactose?
Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples, para a sua melhor absorção.

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos. São eles:

1) deficiência congênita da enzima: Esse tipo é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é acometida logo após o nascimento.

2) Dimuição enzimática secundária a doenças intestinais: Esse tipo é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.

3) deficiência primária ou ontogenética: Esse tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).

O que causa?

Devido a essa deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólicas e aumento do volume abdominal.

Sintomas:

Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.

Referências Bibliográficas:
CHAMPE, Pamela C. & HARVEY, Richard A. – Bioquímica Ilustrada. Artes Médicas. Porto Alegre, 1997. pp 126-131. KRAUSE, Marie V. – Alimentos, nutrição e dietoterapia. Livraria Roca Ltda. São Paulo, 1991. pp 274-275 MARZZOCO, Anita & TORRES, Bayardo Baptista – Bioquímica Básica. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1999. pp. 91-94. MONTGOMERY, Rex & CONWAY, Thomas W. & SPECTOR, Arthur A.- Bioquímica – Uma abordagem dirigida por casos. Artes Médicas, 1994. pp 158-159. LEHNINGER, A. L. & NELSON, D. L. & COX, M. M. – Princípios de Bioquímica. São Paulo, Sarvier, 1995. pp 33-34; 238.

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