CPK – creatinofosfoquinase (exame laboratorial)

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DR. VINÍCIUS GRATON NUTRICIONISTA ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO CLÍNICA

A creatinofosfoquinase (CPK) é uma enzima que desempenha importante papel regulador no metabolismo dos tecidos contráteis. Está presente principalmente nos músculos, tecido cardíaco e no cérebro. Na eletroforese, podem ser identificadas três isoenzimas: CPK-BB é a forma encontrada no cérebro; a CPK-MB é encontrada no miocárdio (músculo cardíaco) e a CPK-MM é encontrada no músculo estriado.

Também podem ser encontradas outras formas, ditas isoenzimas variantes. Não estão habitualmente presentes em indivíduos hígidos e nem possuem tecido de origem determinada. As duas maiores variantes conhecidas são denominadas macro-CPK, tipos 1 e 2. A macro-CPK do tipo 1 é comumente observada em idosos, especialmente em mulheres. A do tipo 2 está presente em pacientes que apresentam um quadro de metástases tumorais ou outras enfermidades de alta gravidade. A macro-CPK pode interferir na análise da CPK-MB, elevando os seus níveis.
A maior utilização da dosagem da CPK está no diagnóstico das lesões e doenças da musculatura esquelética e no infarto agudo do miocárdio.

Causas de elevação dos níveis de CPK:

Encontra-se marcadamente elevada na distrofia muscular de Duchenne, com elevações que variam de 20 a 200 vezes o limite superior da normalidade, exercícios extenuantes, polimiosite, dermatomiosites, miosites, miocardites, traumas musculares, injeções intramusculares recentes e após crises convulsivas. Valores muito elevados são encontrados também nas rabdomiólises, inclusive nas que têm como causa a intoxicação por uso de cocaína.

Também pode mostrar-se elevada em outras situações, como acidente vascular cerebral, embolia, infarto e edema pulmonar, após cardioversão elétrica com múltiplos choques, tosse grave, trabalho de parto, nos quadros de mixedema (hipotireoidismo), na síndrome de hipertermia maligna, nas neoplasias de mama, próstata e trato gastrointestinal, em outras neoplasias em estado avançado, no período pós-operatório imediato e na ingestão de grandes quantidades de bebida alcóolica. Certos medicamentos, como as vastatinas e os fibratos (usados para tratar as anormalidades do colesterol e suas frações), podem elevar a CPK total.

No infarto do miocárdio, a CPK total aumenta nas primeiras 4 a 6 horas após o início do quadro, apresentando um pico entre 18 a 24 horas e permanecendo alterada por 48 a 72 horas após o episódio. A CPK total pode estar normal no período precoce pós-infarto, quando a CPK-MB já começa a se elevar. Os valores da CPK podem aumentar entre 3 a 20 vezes os valores normais, dependendo da localização e da extensão da área afetada.

Causas de redução dos níveis de CPK:

Seus níveis séricos podem estar diminuídos em situações nas quais ocorra perda de massa muscular, nas hepatopatias alcoólicas, na gravidez ectópica, nas doenças do tecido conjuntivo, na artrite reumatóide, em pacientes idosos e acamados e na terapia com esteróides. O repouso noturno diminui em 10 a 20% os níveis de CPK.

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