Alergia Alimentar ao Vinho – Compreendendo melhor esta patologia

Com toda certeza pessoas alérgicas ao vinho possuem mais facilidade em evitar estes, se compararmos por exemplo as pessoas alérgicas ao trigo, onde é necessário restringir uma série de alimentos. Há no entanto no mundo hoje, um total aproximado de 500 milhões de pessoas – cerca de 8% – que não podem mais brindarem com uma taça de vinho. Pesquisadores no entanto buscam a todo esforço compreender mais os processos que levam a alergia alimentar do vinho, pesquisando também como elaborar um vinho capaz de ser ofertado aos alérgicos sem quaisquer complicações.

Os sintomas da alergia do vinho pode variar desde uma dor de cabeça, nariz entupido e até mesmo a erupções cutâneas. Cerca de 1% das alergias estão relacionadas aos sulfitos, um tipo de conservante que contém enxofre utilizado pelos vinicultores adicionando este ao vinho. No entanto permanece ainda um mistério quais seriam os demais fatores capazes de causarem a alergia alimentar.

Um possível culpado poderia ser então as glicoproteínas, um tipo de proteína revestida de açúcar que se desenvolve durante o processo de fermentação das uvas. Agora, um novo estudo publicado no Journal of Proteome Research afirma sua teoria, mostrando que muitas das 28 glicoproteínas encontradas em um Chardonnay italiano, tinham uma estrutura celular semelhante a alérgenos conhecidos, incluindo as proteínas que causam as reações de ambrósia e látex.

O biólogo molecular Giuseppe Palmisano e sua equipe estão esperando que seus trabalhos sobre as glicoproteínas – muitas das quais foram identificadas pela primeira vez – venha a ajudar na elaboração de um vinho livre de glicoproteínas.

Tradução e adaptação: Dr. Vinícius Graton Costa – Nutricionista Clínico.

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