Adoçantes ou edulcorantes

Artificiais

1) ASPARTAME – O aspartamo é um adoçante/ edulcorante não calórico (suas calorias são disprezíveis) utilizado para substituir o açúcar comum. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose). É o adoçante mais utilizado em bebidas. O aspartamo é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos. A ingestão diária aceitável (ADI) de aspartamo, na Europa, é de 40mg/kg de peso corporal. Nos EUA é de 50mg/kg. Existe uma polêmica quanto aos seus possíveis efeitos maléficos na saúde humana.

Polêmica – Existem até hoje diversos estudos contraditórios sobre a segurança no consumo de aspartamo. É considerado por alguns uma neurotoxina (mata neurônios) e também como carcinogênico (provoca câncer). A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do Meio Ambiente B. Ramazzini, instalada em Bolonha, Itália, anunciou que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos “mostram pela primeira vez que o aspartamo é um agente cancerígeno”.

“A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratos, mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária admitida para o homem”, diz o instituto em um comunicado.

“O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial entre a exposição ao aspartamo e o câncer, embora confirme a ausência de ligação entre o aspartamo e tumores cerebrais”, destacou a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA).

“Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação dos riscos ligados ao aspartame”, diz o comunicado da AFSSA. A EFSA divulgou a 4 de maio de 2006 um parecer sobre este estudo.

Este considera que os resultados apresentados eram consistentes com a existência de doença respiratória crônica na colônia de animais usados para o teste, e que o nível de tumores apresentado não pode ser considerado na sua totalidade, já que determinados tumores eram compatíveis com efeitos a longo prazo de tratamentos administrados aos animais. Uma revisão de 2004 da literatura referente ao poder cancerígeno de diferentes adoçantes refuta a perigosidade do aspartamo, ao comparar diversos estudos científicos publicados nos últimos anos. Magnuson, B. A. et al realizaram um estudo intitulado Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies e publicado a 8 de Setembro de 2007, na Critical Reviews in Toxicology.

Através de estudos toxicológicos e epidemiológicos, ficou comprovada, mais uma vez, a segurança do aspartamo: “não há evidências que suportem uma associação entre o aspartamo e o cancro”, do mesmo modo que, “não é suportada a hipótese de que o consumo do aspartamo possa afectar o sistema nervoso central, a aprendizagem ou o comportamento”.

Benefícios – Ao contrário da sacarose (açúcar de cozinha), os edulcorantes não contribuem para o desenvolvimento de cáries dentárias. O aspartamo não afecta a resposta glicémica em indivíduos normais nem em indivíduos com diabetes, assim como não afecta o controlo metabólico nem a libertação de insulina. Os estudos vão ainda mais longe, admitindo que o uso do aspartamo é seguro por diabéticos, incluindo aqueles com falência renal crónica. Quando adicionado a um programa multidisciplinar de gestão de peso, o aspartamo, além de favorecer a variedade e a palatabilidade da dieta, pode ser um instrumento eficaz na gestão do peso corporal, a longo prazo.

2) CICLAMATO – O ciclamato é amplamente utilizado na indústria de alimentos e farmacêuticos como um edulcorante não calórico. Ao ciclamato e a ciclohexilamina (seu principal metabolito) são atribuidos efeitos carcinogenos. O ciclamato é ilegal nos Estados Unidos (1969), Inglaterra (1970), França e Japão, porém atualmente é um aditivo autorizado pelo Parlamento Europeu, com restrições. A ingestão máxima diária atual é de 7 mg / kg de peso corporal. Até 2005 era de 11 mg.

3) SACARINA – é um dos mais antigos adoçantes não calóricos. Descoberto em 1879 por Ira Remsen e Constantine Fahlberg da Universidade Johns Hopkins. Químicamente é uma Imida o-sulfobenzóica. É uma substância artificial derivada do petróleo (tolueno mais ácido cloro-sulfônico). É usada como adoçante não calórico, e na medicina quando é contraindicada a ingestão de açúcar. É trezentas vezes mais doce que a sacarose. A sacarina não é metabolizada, é excretada sem alterações pelo organismo. Não existe comprovação da sua toxicidade em humanos, apesar de químicos não descartarem a possibilidade do consumo em excesso de sacarina estar ligado à casos de câncer. A sua produção comercial só se iniciou em 1999, e atualmente é muito utilizada como adoçante em refrigerantes de baixo valor calórico.

4) ACESULFAME – K – É um adoçante dietético, descoberto em 1967 e que obteve a aprovação da FDA em 1988 para uso em alimentos como: Doces, Bebidas, Gomas de mascar (Chicletes). É um sal de potássio sintético obtido a partir de um composto ácido da família do ácido acético. O Acesulfame-K possui, aproximadamente, 125 vezes mais poder adoçante se comparado à sacarose. Possui ainda um sabor residual que se assemelha à glicose. Outras características: – Não é metabolizado pelo organismo humano. Uma vez ingerido, ele é eliminado sem degradação alguma. – Resiste à altas temperaturas, mantendo-se estável. Por esta característica, pode ser utilizado em alimentos quentes. – Pessoas que necessitam limitar a ingestão de potássio (K) devem ser orientadas pelo médico quanto ao consumo deste produto. – Não causa cáries.

5) SUBRALOSE – Sucralose é um adoçante artificial, conhecido no mercado como Splenda. É 600 vezes ais doce que a sacarose, 2 vezes mais doce que a sacarina e 4 vezes mais doce que o aspartame. Foi introduzído no mercado nos ESTADOS UNIDOS com a característica de ser não calórico, pois a quantidade que se precisa ter de Splenda nas preparações para se ter o saber doce são pequenas comparada com a sacarose. O FDA permite um alimento ser considerado 0 em calorias quando o alimento ter menos de 5 calorias por porção (serving). A sucralose foi aceita pelo FDA nos Estados Unidos como segura ao ser usada pelo homem De acordo com a Associação Canadense de Diabetes, uma pessoa pode consumir 15 mg/kg/dia de Sucralose sem ter nenhum efeito para a saúde.

Exemplo:
Uma pessoa de 150 libras, 15 mg/kg são aproximadamente 75 pacotes de Splenda. Para liberar a sucralose o FDA analisou dados de mais de 110 estudos nos seres humanos e nos animais. Muitos dos estudos foram projetados identificar efeitos tóxicos possíveis incluindo efeitos carcinogênicos, no aparelho reprodutor e neurológico. Nenhum efeito foi encontrado. Dessa forma a Splenda é seguro para a ingestão na forma de substituto do açúcar.

Naturais

1) FRUTOSE – é um monossacarídeo calórico, muito encontrado em frutas. É mais doce que a sacarose, que é o açucar refinado comum, encontrada em cana-de-açúcar, que é um dissacarídeo proveniente da junção da frutose com glicose (dextrose). A frutose também é encontrada em cereais, vegetais e no mel. A frutose e a glicose estão fortemente presentes nas uvas, e são a base química do vinho.

2) SACAROSE – também conhecida como açúcar de mesa (calórico), é um tipo de glícido formado por uma molécula de glicose e uma de frutose produzida pela planta ao realizar o processo de fotossíntese. A sacarose, o açúcar comum comercial, é amplamente distribuído entre as plantas superiores. Encontra-se na cana de açúcar e na beterraba, sendo que o suco da primeira, a garapa, contém de 15-20% e o da segunda de 14-18% de sacarose.

3) SORBITOL – também conhecido como glucitol, é um álcool de açúcar encontrado naturalmente em diversas frutas, como no bagaço do fruto da sorveira. Seu poder de dulçor é 50% menor que o da sacarose, entretanto não causa cáries. É utilizado como alimento há mais de meio século. Entra na composição de produtos farmacêuticos e cosméticos. Na indústria alimentícia é utilizado como: adoçante, na confecção de condimentos, como os chicletes “sem açúcar”; edulcorante, emulsificante, sequestrante e espessante. É calórico.

4) XILITOL – é um adoçante natural encontrado nas fibras de muitos vegetais, incluindo milho, framboesa, ameixa, entre outros. Também pode ser extraído de alguns tipos de cogumelo. O Xilitol é tão doce quanto a sacarose, mas cerca de 40% menos calórico.

5) DEXTRINA – é uma classe de polissacarídeos de baixo peso molecular.. As dextrinas são solúveis em água, sendo brancas levemente amareladas. Exemplos incluem a amilina, a goma artificial, a goma de amido, a goma inglesa, a goma vegetal. É comum serem utilizadas como adesivos, agentes espessantes e substitutos de gomas naturais. Nem todas formas de dextrinas são digeríveis, essas formas não digeríveis são usadas como complemento de fibras alimentares. A Maltodextrina é um carboidrato complexo e calórico de absorção gradativa proveniente do amido de milho. Para fornecer energia durante a atividade física de longa tempo, retardando a fadiga, através da liberação gradual de glicose para o sangue. A maltodextrina contém polímeros de dextrose/glicose, compostos de açúcar unidos que são mais fáceis para o corpo assimilar e usar. Estes polímeros são metabolizados de forma lenta e constante o que pode ajudar a sustentar os níveis de energia durante atividades que necessitam de resistência (ex: jogo de futebol, uma partida de tênis, um jogo de basquete, uma partida de vôlei, maratona, etc.). Suplementos de maltodextrina são uma fonte conveniente e econômica de energia para pessoas ativas.

DESSA FORMA, CONCLUÍMOS QUE O ÚNICO ADOÇANTE PROÍBIDO NOS ESTADOS UNIDOS É O CICLAMATO E EXISTE MUITA POLÊMICA COM O ASPARTAME. PORÉM O ÚNICO ADOÇANTE PROÍBIDO É O CICLAMATO.

O APO’S RECOMENDA:
– USAR O SPLENDA (SUCRALOSE) PARA ADOÇAR LÍQUIDOS
– DIMINUIR O CONSUMO DE REFRIGERANTES DIET E CHÁS DIET. USAR CHÁS E REFRIGERANTES DIET SOMENTE NAS REFEIÇOES PRINCIPAIS E NOS INTERVALOS ENTRE AS REFEIÇÕES ÁGUA, ÁGUA COM GÁS, CHÁS DE SACHÊ OU CAFÉ OU LIMONADA ADOÇADOS COM SPLENDA.

VEJA AS INFORMAÇÕES A SEGUIR:

Todos os refrigerantes diet ou zero possuem aspartame, os chás da marca Lipton e Snappple também, porque devemos lembrar que o aspartame é considerado seguro pelo FDA, aliás não existe nenhum país que o proíbe. O APO’s que após uma revisão bibliográfica sobre o aspartame achou melhor diminuir seu consumo, devido há EXISTIR muitos estudos paralelos COM RATOS (não humanos) com resultados que poderiam prejudicar A SAÚDE DO ser humano quando ingerido em grandes quantidades.

Os chicletes da marca orbit, trident, icebreakers não possuem aspartame. Podem ser utilizados.
Pacientes em dietas de manutenção podem usar sucos naturais, refrigerante regular e o adoçante splenda.

Pacientes gestantes somente podem utilizar açúcar para adoçar, sucos naturais e refrigerante regular.

Fonte: Apo’s Nutrition and Health Center

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Post Author: Website: nutricaosadia.com

Dr. Vinícius Graton é Nutricionista atuante na Nutrição Clínica & Nutrição Esportiva. Em Uberlândia/MG atende na Clínica Renova - Rua Bernardo Guimarães 417 - Bairro Fundinho. Contato (34) 3255-1237 ou 3231-8655. Para Assessoria Online envie WhatsApp (34)98407-3617

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